Posts Categorizados ‘Fotografia

30
abr
12

Tocantins Ecológico

A editora Empresa das Artes lançou mais um guia turístico, dessa vez sobre o Tocantins, o mais novo estado brasileiro (foi criado em 5 de outubro de 1988). O guia tem foco nas atrações ecológicas, históricas e culturais e portanto foge do formato dos tradicionais guias turísticos, que normalmente se atêm as atrações convencionais.

A Empresa das Artes já tem uma tradição neste segmento de guias, contando com mais de vinte publicações no seu catálogo.

Neste guia especificamente foram usadas 24 fotos minhas das paisagens e da fauna dos parques tocantinenses: Parque Estadual do Lajeado, Parque Estadual do Cantão, Parque Estadual do Jalapão e Parque Nacional do Araguaia.

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Destaque no guia para a introdução histórica, com uma linha do tempo, e para a grande quantidade de informações sobre a cultura local, com direito até a receitas típicas da região.

Ficha Técnica
Título: “Guia Turístico Tocantins – Ecológico, Histórico e Cultural”
Formato do livro:  11,5 x 21,0 cm
Miolo:  em papel couché, impresso a 4 X 4 cores.
Nº de páginas: 240
Preço: R$ 35,00
28
fev
12

Canela, capital da fotografia

Acabo de voltar de Canela, na Serra Gaúcha, onde participei do Canela Foto Workshops. A melhor palavra para definir o evento é “empolgante”. É sempre interessante participar dos festivais de fotografia que (felizmente) assolam o país hoje em dia (são mais de vinte). Primeiro porque é uma ótima oportunidade de reencontrar amigos-fotógrafos de todas as partes do Brasil e também fazer novas amizades. Além disso a fotografia permeia todas as atividades, como uma grande celebração, e assim pode-se aprender em workshops, exposições, conversas, ou simplesmente aproveitar a festa. Parabéns a Liliana Reid e Fernando Bueno, idealizadores do evento!

Nair Benedicto e Zé Paiva na abertura oficial do evento, no Palácio das Hortências.

Houveram diversas exposições, entre elas a coletiva Mestres do CFW, para a qual eu tive a honra de ser convidado a expor ao lado de grandes fotógrafos que admiro. Foram expostas três imagens de cada um dos seguintes fotógrafos: Clóvis Dariano, Dudu Contursi, Evandro Teixeira, Fernando Bueno, Leopoldo Plentz, Luiz Carlos Felizardo, Manuel da Costa, Orlando Brito, Raul Krebs, Ricardo “Kadão” Chaves e Rogério Reis. A mostra aconteceu no Palácio das Hortênsias (casa de verão do Governador do Estado) e foi também a abertura oficial do evento, que completou dez anos em 2012.

Palácio das Hortênsias. Foto de Fernando Pires.

Zé Paiva e sua amada, a poeta Francine Canto, na exposição "Mestres do CFW".

Destaque também para a exposição Nas Trilhas do Olhar, de alunos do curso de fotografia da ESPM Porto Alegre, onde sou professor. As 20 fotos (2 por aluno) foram impressas numa mídia resistente a chuva e expostas na praça João Corrêa, ao ar livre. Achei excelente a ideia, curadoria e montagem. Estou a horas sonhando com uma exposição assim que democratize o acesso do público. Nem sempre as pessoas entram numa galeria ou num museu para ver uma exposição mesmo que seja gratuito o acesso e isso já elitiza. Durante o tempo que eu estava vendo esta exposição, pude presenciar vários adolescentes, que cruzavam o local, pararem por alguns instantes para observar e comentar atentamente algumas fotos.

Exposição dos alunos do curso de fotografia da ESPM Porto Alegre. Foto de Fernando Pires.

Meu workshop de fotografia de natureza aconteceu quinta-feira 23/2 na Casa de Pedra – a parte teórica; sexta-feira no EcoParque Sperry- a parte prática; e finalizou no sábado no Hotel Klein Ville, onde comentei as fotos dos alunos sobre as pautas propostas por mim e apresentei meu fluxo de trabalho usando as imagens feitas na saída a campo. Neste workshop contei com a valiosa colaboração dos biólogos Eliane Heuser e Vitor Hugo Travi como monitores.

Zé Paiva com alunos e monitores no EcoParque Sperry. Foto de Luiz Avila.

Na sexta-feira aconteceu também a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do  Instituto de Fotografia e Artes Visuais de Canela, que será construído sobre as ruínas do que seria um cassino. O projeto do escritório Solé Associados contempla salas para acervo de fotografia brasileira, auditório, diversas salas de exposições, uma com pé direito de 12m, biblioteca, cantina, estúdios com possibilidade de luz natural e salas de aula;  tudo numa área de 3.260m2 (que no final chegará a 9.136 m2)

Lançamento da pedra fundamental do Instituto de Fotografia de Canela. Foto de Fernando Pires.

No sábado a tarde houveram diversas palestras de nomes como Clício Barroso, Fernando Schmitt, Fernando Bueno, Flávia Moraes, Márcio Scavone e Brasilio Wille. Também fui convidado para dar uma das palestras e falei sobre os meus projetos de expedições, principalmente sobre o conceito e onde busquei a inspiração para desenvolvê-lo.

Zé Paiva na palestra "O olhar naturalista", no sábado a tarde. Foto de Fernando Pires.

O encerramento do evento foi um jantar no Hotel Continental com diversos sorteios (que animaram a noite) de livros, fotos e outros brindes. Fiquei bem feliz pois uma das minhas fotos da exposição coletiva foi sorteada e quem ganhou foi Nair Benedicto, amiga e fotógrafa que admiro muito, como profissional e como pessoa sensível e carinhosa.

Final do jantar de encerramento do Canela Foto Workshops, no restaurante do Hotel Continental. Foto de Fernando Pires.

03
fev
12

Canela Foto Workshops 2012

Não sabe o que fazer na semana do Carnaval? Que tal visitar uma das cidades mais charmosas do país e participar de um dos principais festivais de fotografia do Brasil?

Localizada nos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, Canela é privilegiada pela natureza, tem variedade de luzes, clima agradável no verão, além de forte vocação turística e cultural. Foi diante de tal cenário que Fernando Bueno, idealizador do projeto, inspirado em festivais de fotografia internacionais, realizou o primeiro Canela Foto Workshops, em 2002. Amplo e abrangente, o Festival logo passou a ter destaque no calendário nacional e internacional da fotografia.

Todos os anos desde o seu lançamento, o Canela Foto Workshops tem criado a oportunidade para que profissionais e amadores possam aproveitar o verão na Serra Gaúcha para aprender, conviver e divertir-se ao lado de verdadeiros mestres da fotografia, contribuindo para a difusão e aprofundamento da arte fotográfica no Brasil.

Além dos Workshops e Exposições, o festival apresenta outros atrativos como o Foto Escambo, o Varal Fotográfico, a Leitura de Portfolios, a Mostra de Cinema e Fotografia. Clique aqui para acessar a programação de 2012.

Comemorando 10 anos de história, a ação principal deste ano será o lançamento da pedra fundamental do Instituto de Arte e Fotografia de Canela, sonho que norteou o projeto desde o início.

Saiba mais em: http://www.canelaworkshops.com.br/dezanos.php

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ZÉ PAIVA NO CANELA FOTO WORKSHOPS 2012

Zé Paiva vai participar do festival ministrando o Workshop Fotografia da Natureza (veja abaixo), dando uma palestra no encontro de fotógrafos no sábado e participando da Exposição Coletiva do evento, que acontecerá no Palácio das Hortências, de 23/02 a 26/02 e contará com a presença de Raul Krebs, Luiz Carlos Felizardo, Leopoldo Plentz, Dudu Contursi, Kadão, Clóvis Dariano, Evandro Teixeira, Rogério Reis, Orlando Brito, Manoel da Costa e Fernando Bueno.

Para esta exposição Zé Paiva trara à público 3 fotos (acima) do seu próximo livro: “Expedição Natureza do Tocantins”, que encontra-se em fase de finalização.

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WORKSHOP COM ZÉ PAIVA: “FOTOGRAFIA DE NATUREZA”


 
Monitores:
Eliane Heuser:
Fotógrafa e Bióloga
Vitor Hugo Travi:
Biólogo e Fotógrafo
Dias: 23, 24 e 25 de fevereiro

Local:
Eco Parque Sperry
Objetivos: ensinar técnicas profissionais de fotografia de natureza e aguçar o senso estético dos participantes, através explanações, diálogos e de referências à grandes mestres da fotografia mundial.

Público alvo: fotógrafos e estudantes de fotografia, apreciadores da natureza,  biólogos e estudantes de biologia.

Dinâmica da atividade:

No primeiro dia os ministrantes irão apresentar através de projeção em multimídia, técnicas utilizadas para fotografar a campo, com exemplos de acervo próprio. Serão propostas pautas, para a realização do trabalho fotográfico a campo.

A atividade prática será desenvolvida durante o segundo dia no Ecoparque Sperry , orientada por Zé Paiva, tendo acompanhamento de Eliane Heuser e Vitor Hugo Travi.

No terceiro dia, os alunos se reunirão com os professores para análise, comentários. Serão selecionadas fotos obtidas pelos participantes, que irão compor o Varal Fotográfico, que será apresentada no último dia do Canela Foto Workshops 2012.

Pré-requisito: câmera com controle de velocidade e abertura do diafragma e um tripé. Ter conhecimentos básicos de fotografia, dominando as variáveis básicas da fotografia.

Observação: Para inscrição no Workshop Fotografia de Natureza, o candidato deve enviar, até 10 de fevereiro, breve texto, relatando sua experiência com fotografia e 5 fotos sobre natureza ou outro tema, para que sejam avaliados pelos ministrantes.

Investimento:R$525,00

Forma de Pagamento: A vista com 10% de desconto ou em 3 parcelas de R$ 175,00 (cheques)
Neste valor estão incluídos transporte de ida e volta ao parque e alimentação.

Carga horária: 25 horas

Vagas: 20

Será fornecido certificado de Participação

CONTATOS 
 
 Zé Paiva
http://zepaiva.com
http://www.vistaimagens.com.br
http://www.flickr.com/photos/zepaiva
 
Eliane Heuser
http://eliane.heuser.pro.br/
http://www.flickr.com/photos/elianeheuser/
 
Vitor Hugo Travi
www.ecoparquesperry.com.br
http://www.wikiaves.com.br/perfil_vitorhtravi
http://cliqueambiental.blogspot.com/
14
dez
11

Promoção relâmpago de Natal!

Livro Expedição Natureza Gaúcha


De R$ 100,00

Por apenas R$ 50,00 + correios

Somente até o dia 20/12/2011

Pedidos com nome, telefone e endereço de entrega

para o e-mail livro@vistaimagens.com.br

O livro contém 147 imagens escolhidas entre quinze mil fotos, fruto de 100 dias de trabalho de campo do fotógrafo Zé Paiva, entre julho e dezembro de 2007. Foram mais de cinco mil quilômetros percorridos pelo interior do Rio Grande do Sul, onde foram visitadas todas as unidades de conservação federais e estaduais de proteção integral (parques, reservas e outros), além de algumas áreas não protegidas. Além disso contém também textos da doutora em gestão ambiental Adriana Dias.

No prefácio do livro, o doutor em ecologia da paisagem Rualdo Menegat sintetiza: “A incursão de Zé Paiva é uma busca instigante da natureza recôndita, aquela que ainda está de alguma forma guardada em parques e áreas de preservação. É um modo sutil de anunciar o pouco que resta e tanto que perdemos ou que ainda podemos perder. Por ser fruto de um viajante que segue os passos da cognição naturalista, a obra tem perspectiva, tem posição: a de mostrar em cada flagrante como a natureza é bela e diversa na sua própria naturalidade, isto é, para além dos clichês habituais que porventura aprisionam as múltiplas paisagens de nosso Estado”.

Idiomas: Português-inglês
Número de páginas: 144
Formato: 30 x 28 cm, capa dura

Veja mais imagens em: www.vistaimagens.com.br

04
nov
11

Ciclo das águas

Está saindo pela Editora Escrituras, com fotos minhas, o calendário de mesa Ciclo das águas – dentro da série Maravilhas do Brasil. O tema foi uma sugestão minha e os textos e concepção são de Raimundo Gadelha, editor da Escrituras. As imagens são de vários estados brasileiros de diferentes parques e reservas: Taim, Aparados, Araguaia, Quiriri, Ilha dos Lobos, Lagoa do Peixe, Lagoa dos Patos, Serra Geral, Tainhas, Ibirapuitã, Itapuã e Vale da Lua. Elas mostram diferentes aspectos do elemento água, tão essencial para a vida na Terra. Rios, cachoeiras, chuva, mar, córregos, lagoas, lagos e lagunas.

“No jorrar de um novo tempo em que a vida ressurge com vigor e exuberância, o desejo de que os fluidos purificadores do Ciclo das águas derramem sobre a Terra um dilúvio de amor e paz tão necessários à nossa humanidade.” Raimundo Gadelha

Vejam abaixo as imagens:

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16
set
11

Natureza Gaúcha no Ipad

O livro  Expedição – Natureza Gaúcha do fotógrafo Zé Paiva vai ganhar uma versão para iPad. Lançado originalmente em 2008, o livro traz imagens da fauna e flora gaúcha registradas sob o olhar poético do fotógrafo. Paiva percorreu mais de cinco mil quilômetros do território rio-grandense para extrair o que há de mais peculiar do pampa ao litoral, da serra às planícies.

Para fazer a transição para o novo formato ele conta com o apoio do fotógrafo André Nery, um dos primeiros a trabalhar com essa nova tecnologia. “ Com essa ferramenta, além de incluir fotos que ficaram de fora da versão impressa, vamos poder trazer outros elementos, como vídeos e imagens em 360º ”, explica André. Esse material complementar vai ser produzido até o final do ano.

Ambos acreditam muito no potencial dessa nova forma de mídia, tanto pela interatividade como pelo alcance global. “Estou muito empolgado com as novas possibilidades que podem se abrir ”, afirma Zé Paiva.

A versão para iPad será bilíngue e tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2012 na loja do iTunes.

19
ago
11

Viver natureza

Na manhã do dia 19 de agosto de 1839 o pintor, cenógrafo e inventor francês Louis-Jacques-Mandé Daguerre apresentou a Academia Francesa de Artes e Ciências sua invenção: o daguerreótipo. Oficialmente isso marcou a descoberta da fotografia, mas há polêmicas, pois vários inventores já haviam tido resultados antes disso, inclusive no interior do Brasil, mas essa já é outra história. Graças à este fato o dia 19 de agosto ficou instituído como o dia mundial da fotografia.

Em outro dia 19 de agosto, há exatos dois anos, era fundada a Associação dos Fotógrafos de Natureza – AFNatura – uma entidade que reúne pessoas que acreditam na fotografia como uma forma de expressão artística capaz de valorizar o ambiente natural e promover a sua conservação. A AFNatura está comemorando duplamente este ano:  em Brasília com uma exposição coletiva intitulada “Antes que a natureza acabe” durante o Mês da Fotografia realizado pelo SESC (Serviço Social do Comércio), e domingo, dia 21 de agosto, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com um evento que reunirá diversos palestrantes sobre o tema: “A fotografia de natureza e a economia criativa”. Além das palestras haverá a projeção “Viver natureza”, com curadoria do fotógrafo e associado Ricardo Siqueira, e a entrega de título de associado benemérito da AFNATURA ao fotógrafo Sebastião Salgado, entre outras atrações.

Abaixo algumas fotos que estão na exposição de Brasília e estarão na projeção do Rio. Quem estiver numa destas cidades aproveite e confira.

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Créditos:

Perereca – Foto de Fábio Colombini
Serpente – Foto de Luciano Candisani
Jacaré – Foto de Marcelo Krause
Samambaia – Foto de Maurício Simonetti
Ipês – Foto de Ney Oliveira
Dunas – Foto de Palê Zuppani
Onda – Foto de Príamo Melo
Ariranha – Foto de Virgínio Sanches
Cerrado – Foto de Zé Paiva

10
ago
11

Paraísos Naturais

Na última sexta-feira dia 5 de agosto de 2011, na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em Florianópolis, foi lançado o livro Paraísos Naturais da Região Sul. A obra mostra imagens de quinze unidades de conservação da região sul do Brasil, entre parques nacionais, estaduais e uma reserva biológica, através do olhar de três fotógrafos, Zig Koch, Eduardo Tavares e eu, com fotos adicionais de Edson Junkes e João Paulo Cauduro Filho.

O livro foi publicado pela Editora Expressão, com coordenação da jornalista Débora Horn e direção de arte de Luiz Acácio de Souza. O lançamento aconteceu durante o Forum de Gestão Sustentável, organizado pela mesma editora, onde foram entregues os Prêmios Expressão de Ecologia, o que acontece a quase vinte anos.

Abaixo vocês podem conferir algumas das minhas fotos que participaram do livro, inclusive a capa.

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11
jul
11

somos estrelas

“Este é um livro que pretende unir a ciência ao sagrado”. Assim inicia o “Somos Terra”, lançado pela Editora Auana. Este livro é resultado de um projeto concebido pela escritora Ana Augusta Rocha, com o intuito de trazer para crianças e jovens a consciência de que somos parte indissociável do Planeta. Além do livro, o projeto apresenta, até 31 de agosto, uma exposição interativa, idealizada pelo arquiteto e cenógrafo croata Marko Brajovic no espaço da UMAPAZ, no Parque do Ibirapuera.

Tive a felicidade de participar desse projeto inovador com a foto abaixo, que faz parte do capítulo “a teia da vida”.

Só pra dar um gostinho, transcrevo abaixo um trecho do excelente texto de Ana Augusta:

“Precisamos nos lembrar de nunca esquecer. Tudo neste planeta, eu , você, todas as vidas, tem como origem as estrelas. Nós somos partículas de estrelas que um dia brilharam no céu, que depois formaram a Terra e que criaram a vida. Por mais estranho que possa parecer, somos estrelas. Feitas para brilhar.”

27
abr
11

Natureza Gaúcha na Cultura

Caros amigos

Dia 12 de maio de 2011 – quinta feira – estarei recebendo todos para um encontro no auditório da Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country em Porto Alegre. Na ocasião vou projetar imagens do livro e falar um pouco sobre este projeto. Também vou mostrar imagens inéditas do projeto que estou trabalhando no momento – Expedição Natureza do Tocantins – com lançamento previsto para o segundo semestre deste ano. Na ocasião acontecerá a abertura da exposição fotográfica do Natureza Gaúcha. Estão todos convidados! Saiba mais sobre o livro aqui.

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Onde: Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country em Porto Alegre

Quando:12 de maio de 2011 – quinta feira – as 19h30

Mais detalhes aqui neste link.

15
abr
11

FestFotoPoa 2011

Começou no dia 6 de abril e vai até 1 de maio a quinta edição do FestFotoPoa. O festival  abriu com uma grande exposição retrospectiva do fotógrafo homenageado Luiz Carlos Felizardo. Felizardo ficou conhecido pela sua versatilidade, pois tanto fotografou paisagens sublimes, detalhes arquitetônicos e abstrações em câmeras de formato grande, 4×5 e até 8×10 polegadas, quanto fez cliques voeyrísticos em suas viagens com uma pequena Leica 35mm, sempre em preto&branco. No segundo dia do festival foi lançado um livro também retrospectivo sobre a obra de Felizardo, homenagens mais do que merecidos por este grande fotógrafo.

Apesar de ser conterrâneo meu, ele também nasceu em Porto Alegre, só o conheci pessoalmente em 2004, quando participamos juntos com outros 43 fotógrafos do projeto SP 450 anos em 24 horas, dos irmão Eduardo e Fernando Bueno. O projeto consistia em fotografar um tema sorteado para cada fotógrafo durante as 24 horas do dia do aniversário de 450 anos de São Paulo. Lembro que estávamos todos os fotógrafos hospedados no velho hotel Othon Palace, no centro histórico de São Paulo. O sorteio foi na sexta -feira a noite e eu estava ao lado do Felizardo assistindo. Quando sortearam o tema dele: morrer em São Paulo, ele virou pra mim com uma cara de perplexidade (deve ter imaginado alguma cena de crime), e eu imediatamente reagi dizendo que haviam belos cemitérios em São Paulo. Seu semblante imediatamente iluminou-se. Uma das fotos deste ensaio, Cemitério São Luiz, está na exposição e no livro do FestFoto.

Alguns anos depois, quando lancei meu livro Expedição Natureza Gaúcha, em 2008, Felizardo escreveu um belíssimo texto na sua coluna Imago, na revista Aplauso, sobre o meu trabalho e o do Eurico Salis, meu amigo e contemporâneo, que havia lançado mais ou menos na mesma época o livro Porto Alegre, cenas urbanas, paisagens rurais. O gancho do artigo era a ligação de ambos com Bagé, cidade natal do Eurico, dos meus pais, e com a qual Felizardo tem uma ligação afetuosa. Estas colunas do Feliz renderam um ótimo livro, com o nome da coluna, Imago, lançado em 2010. Felizardo, além de ser um fotógrafo com grande sensibilidade e apuro técnico, ainda escreve soberbamente. Este foi o seu segundo livro de textos, o primeiro, de 2000, chama-se Relógio de ver.

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Mas voltando ao FesFoto, depois dessa viagem no tempo. A exposição do Felizardo ocupa quase todo o andar térreo do Santander Cultural, um belíssimo prédio histórico. No andar de cima, uma retrospectiva de Marc Riboud, que achei um pouco linear, ampliações pequenas, todas do mesmo tamanho, acho que não ficou a altura da obra desse grande fotógrafo francês. Nas salas multimídia aconteceram as palestras, mesas-redondas e leituras de portfólio. Falando em mesas-redondas, uma crítica construtiva: acho que foi mal aproveitada a oportunidade, pois juntaram-se grandes cabeças pensantes da fotografia brasileira, mas devido em parte aos atrasos de início em quase todas, sobrava sempre muito pouco tempo para a mesa redonda propriamente dita, onde haveria o debate com o público. A mesa acabava ficando linear, como palestras sucessivas, sem o debate que ao meu ver seria fundamental e produtivo. Prova disso é que numa das mesas mais empolgantes, onde estavam Roberto Linsker, da Editora Terra Virgem, Tiago Santana, da Editora Tempo D’imagem e Dante Gastaldoni, do projeto Brasil passa pelo SESC, discutindo a produção de livros autorais de fotografia no Brasil, a discussão continuou por horas no corredor e no café, porque o assunto era por demais instigante.

O saldo final é que o FestFotoPoa está de vento em popa e acho que todos que participaram este ano estão ansiosos que chegue a sexta edição em 2012, quando a fotógrafa homenageada será Nair Benedito. Quem ainda não foi, não deixe de ir, pois até 1 de maio permanecem as ótimas exposições acompanhadas de sessões de filmes no cinema do subsolo, programa imperdível!

24
mar
11

O DNA da paisagem

livro Expedição Natureza Gaúcha estará na Biblioteca do Fórum Internacional de Livros de Autor, dentro do 5º FestFotoPoa, que acontece de 6 de abril a 1º de maio de 2011. Leia na íntegra o brilhante prefácio do livro, escrito pelo doutor em ecologia da paisagem, professor Rualdo Menegat:

Sitio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, Missões Jesuíticas dos Guaranis

A identidade de cada pessoa é indissociável da paisagem e do lugar onde nasceu. O lugar é uma espécie de sobrenome invisível: embora não conste na certidão de nascimento, possui a mesma importância do sobrenome, como se fizesse parte da natureza humana. Quando conhecemos alguém pela primeira vez, logo perguntamos onde essa pessoa nasceu e onde vive. Também costumamos falar de sobrenomes endereçando-os a algum lugar, como os Vargas, de São Borja; os Verissimo, de Cruz Alta; os Scliar, do bairro Bom Fim; os Barbosa Lessa, de Piratini; os Lopes, de Bagé. A cultura ameríndia também tinha endereço natural, como os caingangues, do Planalto Meridional; os guaranis, das Missões; ou os minuanos, do Pampa.

Cada lugar tem características tão próprias que poderíamos pensá-lo como se portasse uma impressão digital ou um DNA que lhe fossem únicos. Porém, diferentemente dos genes dos ancestrais, os “genes do lugar” não ficam automaticamente registrados no organismo. Mas ficam impregnados, desde que nascemos, em nosso espírito e cultura de modo indissociável. Seja a língua, o sotaque, a comida, os jogos, a religião, tudo está profundamente influenciado pela paisagem, onde a cultura vai sendo cotidianamente construída.

A paisagem é a moldura de nossa cultura e, ao mesmo tempo, define os limites e possibilidades de expansão desta. A cultura desenvolvida pelos ticunas no alto Solimões não é adequada para a vida nos Andes Centrais, pois considera fundamentalmente a paisagem da Floresta Amazônica. Do mesmo modo, a cultura dos incas, no Peru, forjada pela natureza inóspita das altas montanhas andinas, não se adapta às terras baixas e planas do grande Pampa. Uma cultura torna-se tão circunscrita à paisagem que tem dificuldades de se adaptar a outros lugares. Tal restrição ocorre porque quando uma cultura domestica a paisagem ao longo do tempo ela ajusta os instrumentos culturais, desde habitação até visão de mundo, àquele lugar. O processo de domesticação não é outro senão a transferência do DNA do lugar à cultura, e vice-versa, de modo que ambos se pertençam. Isto é, ao ver a paisagem, logo identificamos o personagem que a habita, e, ao ver este, de imediato pensamos na paisagem.

Quando a paisagem é domesticada, passa a ser importante ingrediente de coesão de grupos humanos. Toma parte das qualidades peculiares de um povo, integrando-lhe o caráter, o modo de ser, como em “ser gaúcho”, ou “ser pampiano”, “serrano”, “missioneiro”, “litorâneo” etc. Fazemo-nos pertencer ao lugar, às vezes, sem mesmo conhecê-lo apropriadamente. Embora possamos não ter visitado todas as paisagens do Estado, dizemo-nos mesmo assim “gaúchos”, às vezes sem nem sequer ter saído do lugar em que nascemos. Por força do hábito, podemos enxergar para além da própria realidade da paisagem, e a vemos mais do ponto de vista cultural que do ponto de vista da descrição natural, de como ela é de fato. Como se criássemos certos mitos acerca do lugar, numa espécie de cegueira.

Por exemplo, com frequência dizemos que o Pampa gaúcho é uma “enorme planície”. Com isso, queremos fazê-lo parecer semelhante ao vasto Pampa argentino, ecorregião que abrange cerca de 600.000 quilômetros quadrados, mais do que duas vezes a área do Rio Grande do Sul. O Pampa argentino é tão extenso e as terras tão planas que a drenagem é mal definida e a água da chuva escoa com dificuldade, acumulando-se em lagos por vezes efêmeros. Originalmente, a palavra espanhola pampa, derivada do quéchua bamba, significava apenas uma pequena planície nos vales intermontanos dos Andes Centrais. Quando no século XVI os espanhóis avançaram rumo ao sul e depararam com a imensidão da paisagem de terras planas e vegetadas por gramíneas, chamaram-na de “grande pampa”.

Na verdade, a área de terras verdadeiramente planas e baixas de nosso Estado é muito pequena. Não temos nem planícies em vales intermontanos nem tampouco grandes extensões planas. Em algumas partes, o relevo é ondulado, com coxilhas e morros arredondados, canais fluviais sempre bem escavados; e, em outras, acidentado, com vales fluviais profundos, morros agudos, serras, escarpas e cânions. Toda essa morfologia ocorre na metade sul do Estado, reconhecida como pampiana.

Dito de outro modo, nosso Pampa tem paisagens muito menos monótonas que o congênere argentino. Em muitos casos, a paisagem sulina é tão peculiar que há um esforço para não vê-la, apenas para fazer de conta que somos semelhantes aos vizinhos do grande Pampa. Indiscutivelmente, nossa cultura é pampiana, o que não quer dizer que nossas paisagens sejam exatamente iguais às das demais culturas pampianas dessa vasta região meridional da América do Sul.

Há, na verdade, uma diversidade de gaúchos na mesma medida da diversidade das paisagens onde essa cultura se instalou e se expandiu. Dizem-se gaúchos os que habitam a Patagônia, onde criam ovelhas nas zonas mais amenas desse semideserto da região mais meridional e fria de nosso continente. Também se dizem gaúchos os que povoam grande parte do Chaco argentino-paraguaio e até do Pantanal Mato-Grossense, onde criam gado e tomam mate frio, o tereré. São gaúchos os que ocupam a área contígua ao Rio Grande do Sul chamada de Campos Sulinos, no vizinho Uruguai; e, claro, são gaúchos os que lidam com o gado e tomam mate quente, porém em cuia pequena, na imensa planície argentina chamada de grande Pampa.

Enfim, as vastas terras baixas e planas que se estendem desde a fria Patagônia e grande Pampa até parte do Chaco paraguaio-argentino e respectivas áreas adjacentes um pouco mais elevadas ensejaram uma ocupação humana que possui forte identidade na cultura do manejo de gado, chamada de “gaúcha”. Na ampla configuração de nosso cenário, qual seja, a parte não andina da região meridional da América, somos a porção do extremo oriente dessa cultura, habitando uma espécie de “‘pampa alto”, “pampa coxilhado” ou “pampa serrano”. Assim como também pertencem a um “pampa alto”, porém paisagisticamente distinto, os que habitam as terras elevadas no bordo oeste do Pampa argentino, mais próximo dos Andes.

Visitar o lugar do outro, do vizinho, do estrangeiro longínquo, é sempre um exercício cognitivo e cultural que ajuda a descobrir a própria paisagem para além do hábito que cegamente vamos mantendo. Do mesmo modo, quando outras pessoas que não moram onde vivemos vêm descrever “nosso lugar”, aprendemos a ver a terra pelos olhos daqueles que não estão a ela habituados, isto é, embebidos em uma espécie de cego encantamento.

O hábito, por ser muito afeiçoado ao lugar, não permite que vejamos a paisagem a partir de outras perspectivas ou pontos de vista que não sejam “o nosso”, quer dizer, de nossa identidade cultural aderida ao território. Por isso, as narrativas de viajantes sempre foram um gênero literário de muito sucesso em todas as épocas. A começar pelas mais antigas, como as Historias do grego Heródoto, o “pai da História”, que no século V a.C. descreveu no livro II o mundo egípcio com horror e fascínio e nos fez ver que cultura, etnografia e história pertencem ao lugar. Ou as do veneziano Marco Polo, que narrou no livro Il Milione a viagem ao então estranho mundo oriental no século XIV. Ou as consagradoras descrições dos naturalistas românticos do século XIX, em que se incluem as de ilustres sábios que visitaram o Rio Grande do Sul, como Auguste Saint-Hilaire, Aimé Bonpland, Friedrich Sellow, entre outros.

O trabalho de naturalistas e viajantes constitui fonte de conhecimento de nossa paisagem a partir de outras perspectivas. Mais além, são também uma memória das mudanças paisagísticas que ocorreram desde épocas em que os únicos instrumentos de registro eram a escrita e o desenho em cadernetas de campo. Os trabalhos poderiam ser acompanhados de coleta de espécimes vegetais, animais e minerais, bem como de belas aquarelas. No século XX, principalmente a partir da consolidação dos cursos universitários de História Natural nos anos 1950, os relatos de viagem que integravam várias modalidades disciplinares foram perdendo terreno, e o gênero quase desapareceu.

Por isso, a publicação desta obra do fotógrafo Zé Paiva é motivo de grande e estupenda alegria. Utilizando-se de recursos modernos, do arsenal de equipamentos fotográficos e adequada logística, brinda-nos com uma incursão pela paisagem gaúcha que recupera a ideia dos percursos de uma viagem naturalista. Em vez de longos textos, Paiva apresenta uma obra numa linguagem visual própria da contemporaneidade. Mas suas fotografias não são a busca do óbvio, de imagens já muito difundidas em cartões-postais. Longe disso, o autor apresenta sequências inseridas dentro de incursões pela paisagem do Escudo Sul-Rio-Grandense, Planalto Meridional, Depressão Periférica e Planície Costeira. Os percursos, por sua vez, são localizados dentro da diversidade de paisagens que compõem as ecorregiões gaúchas.

Assim, o leitor poderá acompanhar o espírito de aventura, de busca, de investigação de um amplo espectro de temas que conformam o DNA de uma paisagem. Dos elementos rochosos, vegetais, animais, capturados em detalhes de rara composição. Do conjunto paisagístico denotado pelas formas do relevo, nuvens e cores do céu. De expressões culturais de habitantes de regiões distantes, ermas, onde se fabrica a simbiose dialética entre cultura e paisagem. São flagrantes fotográficos que anunciam nossa condição neste mundo: de espectadores e, também e cada vez mais, de modificadores da paisagem.

A incursão de Zé Paiva é uma busca instigante da natureza recôndita, aquela que ainda está de alguma forma guardada em parques e áreas de preservação. É um modo sutil de anunciar o pouco que resta e o tanto que perdemos ou que ainda podemos perder. Por ser fruto de um viajante que segue os passos da cognição naturalista, a obra tem perspectiva, tem posição: a de mostrar em cada flagrante como a natureza é bela e diversa na sua própria naturalidade, isto é, para além dos clichês habituais que porventura aprisionam as múltiplas paisagens de nosso Estado.

17
mar
11

Botando banca na ESPM

Sábado passado, fui a Porto Alegre para participar da “banca” da quarta turma do curso avançado de fotografia digital da ESPM. Banca entre aspas, porque na verdade não iríamos dar nota para os trabalhos. A intenção era mais apontar possíveis caminhos e comentar os portfólios resultantes do trabalho de conclusão do curso. O nível geral dos trabalhos foi muito bom. Um diversidade enorme na forma de apresentação dos portfólios: alguns em ampliações enormes com paspatur e caixa, outros menores, outros sem paspatur e sem caixa, tinha até um numa maleta com cadeado! A diversidade de temas era grande também: nús, moda, arquitetura, natureza, e outros. Tecnicamente todos os trabalhos estavam bons. A maioria pecava pela falta de unidade no conjunto, o que é um problema de edição. Isso é normal quando se edita o próprio trabalho, pois o apego interfere na escolha das fotos. A dinâmica do trabalho foi a seguinte: de manhã nos reunimos no estúdio da ESPM, onde os integrantes da banca, eu, Ricardo Chaves, o Cadão, editor de fotografia do jornal Zero Hora, Eduardo Veras, professor, crítico de arte e ex-editor do segundo caderno da Zero Hora, e Guilherme Lund, fotógrafo e professor da ESPM, acompanhados do coordenador do curso, o professor Manuel da Costa, analisamos os portfólios impressos durante a manhã toda. A tarde houve uma projeção dos trabalhos seguida dos nossos comentários. No final houve um coquetel na galeria de arte da ESPM. Muito interessante a diferença entre ver o mesmo trabalho impresso e projetado, muda bastante.

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06
mar
11

Canela Foto Workshops

Aconteceu de 27 de fevereiro a 4 de março a quarta edição do Canela Foto Workshops, uma realização do fotógrafo Fernando Bueno e da jornalista Liliana Reid. O evento teve a presença de vários fotógrafos ilustres ministrando workshops e palestras. A semana culminou com um debate na quinta-feira sobre os Os Novos Caminhos do Uso da Imagem e do Ensino da Fotografia. Na mesa estavam Rogério Reis, Orlando Brito, Evandro Teixeira, Fernando Bueno e Ricardo Cadão Chaves, além de inúmeros outros fotógrafos importantes na platéia. Fernando aproveitou a oportunidade e relançou o plano de instalar um centro de excelência em ensino de fotografia no local onde era o Cassino de Canela, hoje em ruínas. Destaque para a exposição virtual dos alunos do curso avançado de fotografia da ESPM Porto Alegre, exibida entre as palestras, que aconteceram na Casa de Pedra. Vejam mais detalhes no site.

No final do debate, eu, Manuel da Costa, coordenador da ESPM Foto - Porto Alegre, entre alunos e ex-alunos.

Da esquerda para a direita, Cláudio Ott, Fernando Bueno, Clóvis Dariano, Evandro Teixeira, Luis Carlos Felizardo, Orlando Brito e este que vos escreve, no final do coquetel de encerramento do evento.

Eu participei com uma parte da minha exposição “Expedição Natureza Gaúcha”no simpático Empório Canela, que também é um bistrô e livraria. A exposição permanece até o dia 14 de março. Quem estiver na Serra Gaúcha, aproveite.

Foto Escambo em Canela.

Além disso houve uma participação do Foto Escambo, um interessantíssimo evento que propicia a troca de fotografias entre os participantes. Como funciona: cada  fotógrafo leva até cinco fotos ampliadas em papel 20×30 cm e para cada foto doada ganha um vale para escolher uma foto do varal onde ficam expostas. O bacana de tudo isso é que além de você poder formar sua galeria de fotografia em casa, as fotos são numeradas, mas você só fica sabendo quem é o autor depois de terminado o evento. Ou seja, a escolha é baseada na intuição, na razão ou na emoção, mas não no nome do autor. Eu ainda estou na curiosidade de saber de quem são as belas imagens que escolhi…

01
fev
11

Lagarto-da-praia

Mais um trabalho pai-e-filho: o GIPEDU (grupo interdisciplinar de pesquisa em ecologia e desenho urbano) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), capitaneado pelo Professor Francisco Ferreira, lançou o livro “Projeto Parque Estadual do Rio Vermelho – subsídios ao plano de manejo”. O parque é uma área de 1532 hectares na costa leste da Ilha de Santa Catarina, que depois de 45 anos de uma tumultuada história foi promovido a parque estadual e enquadrado no Sistema Estadual de Unidades de Conservação SEUC, passando assim para a administração da FATMA (Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina). O plano de manejo de um parque é algo parecido com o plano diretor de uma cidade: delimita as diferente zonas e usos da área da unidade e do seu entorno. Através de recursos do Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Lagoa Viva, em parceria com o GIPEDU, idealizou e executou este projeto, que além de realizar um diagnóstico da área e uma proposta de zoneamento, desenvolveu diversas ações junto as comunidades do entorno.

Eu fiz diversas saídas e sobrevôos para fotografar a região, e Maurício Paiva, meu filho, foi o responsável pelo design gráfico do livro e de duas cartilhas, sendo a segunda para o público infantil. O lagarto-da-praia, um animal endêmico encontrado na Praia do Moçambique, que fica dentro do parque, foi inspiração para Maurício criar um personagem na primeira cartilha. Na segunda cartilha, lançada junto como o livro e voltada para o público infantil, o lagartinho foi parar na capa!

Capa do livro "Projeto Parque Estadual do Rio Vermelho" - design de Maurício Paiva e foto de Zé Paiva

Capa da cartilha infantil sobre o Parque Estadual do Rio Vermelho - Design e ilustração de Maurício Paiva e foto aérea de Zé Paiva

18
dez
10

Tocantins no Blog da ESPM

Confiram o post  de Luiza Piffero sobre o meu projeto no Tocantins no ótimo blog do Curso de Fotografia da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) em Porto Alegre, onde dou uma master class de fotografia de natureza.

06
nov
10

Satolep – Lançamento do Natureza Gaúcha

Impregnado pela estética do frio (termo criado pelo cantor, compositor e escritor Vitor Ramil, de Pelotas), apesar da temperatura amena, respiro o ar outrora pestilento pelas carnes putrefatas. O arroio Pelotas era conhecido como o Rio Vermelho, tamanha a quantidade de sangue que desaguava no seu leito. Fortunas foram criadas a partir de um trabalho feito por mão-de-obra escrava. A ganância do ser humano engendra formas desumanas de produção. Hoje as charqueadas são lugares turísticos, limpos e ajardinados, com criancinhas correndo pelos casarões. Em nada lembram os lugares descritos por Debret.

Pousada Charqueada Santa Rita, Pelotas, Rio Grande do Sul.

O nome da cidade de Pelotas veio de uma embarcação pitoresca usada pelos índios, feita de couro e madeira, puxada a nado por uma corda mordida pelo nadador. Na noite anterior a minha ida às charqueadas de Santa Rita, que hoje é uma bela pousada, e a Charqueada São João, hoje transformada em Museu, aconteceu o evento de lançamento do meu livro Natureza Gaúcha em Pelotas. No auditório do Instituto Simões Lopes Neto (antiga residência do escritor) fiz uma projeção de fotografias e depois uma conversa com um público de cerca de cinquenta pessoas que quase lotou o espaço. Muitos alunos e professores dos cursos de artes, ecologia e fotografia animaram a conversa que se extendeu até cerca de nove e trinta da noite, quando então passamos a sessão de autógrafos. Agradeço a Bety e toda a equipe da excelente Livraria Vanguarda que me convidou e organizou todo o evento.

Auditório do Instituto Simões Lopes Neto, Pelotas, RS.

Vitor Ramil (a esquerda) na noite do evento.

Pelotas é uma cidade encantadora, repleta de prédios antigos, alguns restaurados e outros nem tanto. Fui ciceroneado pelo músico Vitor Ramil e sua esposa Ana Ruth, professora de linguística. Entre longas conversas regadas a mate amargo, fotografei um pouco da cidade (vejam mais fotos na galeria do Flickr)

Prédio antigo na praça General Osório em Pelotas RS.

Instituto Simões Lopes Neto, Pelotas, Rio Grande do Sul.

03
nov
10

Oficina em Porto Alegre – making off

A oficina que dei no fim-de-semana passado em Porto Alegre, na Escola Câmera Viajante, foi ótima em todos os sentidos. Sábado iniciamos as 9 da manhã, com a turma lotada (14 alunos, faltou uma por motivo de doença na família). Passei o dia dando elementos teóricos alternados com projeções e dinâmicas. Foi bem produtivo e o pessoal assimilou bem os conteúdos. Domingo, saímos as 7h30 da manhã de van para a nossa aula prática no belíssimo Parque Estadual de Itapuã, em Viamão, onde fomos recebidos pela bióloga Deise, uma simpática nordestina . Ela falou um pouco sobre a história do parque no auditório do centro de visitantes e depois fomos pra Praia de Fora, que fica na Laguna dos Patos.

Praia de Fora, Parque Estadual de Itapuã, foto de Gelson Rocha.

Praia de Fora, Parque Estadual de Itapuã, foto de Cláudio Tarta.

O dia estava ótimo, melhor que a encomenda. Caminhamos até o canto direito da praia, margeada pela laguna por um lado e um cordão de dunas pelo outro. A pauta era, paisagens vivas, texturas, fauna e macro. Voltamos para a nossa van e seguimos para a Praia da Pedreira, no Lago Guaíba, onde fizemos um piquenique de almoço. A tarde fotografamos um pouco por ali e depois fomos fazer a trilha do Pico da Visão, que sobe até um mirante natural de onde se vê, de um lado o Lago Guaíba, e de outro, a Laguna dos Patos e toda a Praia de Fora. Deslumbrante.

Resquícios de antiga pedreira na trilha para o Pico da Visão, Parque Estadual de Itapuã, foto de Gutemberg Ostemberg

Praia das Pombas, Parque Estadual de Itapuã, Foto de Vera Lúcia Ambrozi

Praia das Pombas, Parque Estadual de Itapuã, foto de Lisandre Rockenbach

Na volta fomos até a Praia das Pombas fazer o por-do-sol, que estava lindo. Na segunda a noite 19 horas, fizemos uma reunião de três horas para avaliar o material obtido. No início demonstrei como eu edito meu material usando o adobe lightroom e como faço meus P&Bs no mesmo software. Depois comentei as fotos dos alunos (uma seleção de 8 por pessoa). A turma era muito legal e nos divertimos bastante o tempo todo. Além disso, a escola Câmera Viajante está bem localizada (bairro Moinhos de Vento) e bem estruturada e os proprietários, Karla e o Rogério, me deram todo o suporte  e estrutura necessárias. Agradeço a todos e até o próximo workshop!

19
out
10

Conversas com o autor – Pelotas e Rio Grande

À convite da Livraria Vanguarda estou indo a Pelotas e Rio Grande apresentar o meu livro Expedição Natureza Gaúcha. Dia 26 será no Instituto Simões Lopes Neto em Pelotas, e dia 27 na Livraria Vanguarda em Rio Grande. Faremos um bate papo com projeção de imagens do livro e do meu trabalho atual no Tocantins. Abaixo o convite.

14
out
10

Fotambiental – que bicho é isso?

Uma oficina que vai expandir a sua sensibilidade pois eu valoriza o conceito tanto quanto a técnica. Pensar antes de clicar. Deixar a emoção falar mais alto do que a câmera. Como? Se você fizer a oficina vai descobrir. Veja mais detalhes no site da Câmera Viajante.

08
out
10

Um vislumbre do Tibete hoje

Abre amanhã no CEBB Centro de Estudo Budistas Bodisatva, no Campeche, Florianópolis, a exposição fotográfica : Um vislumbre do Tibete hoje, do fotógrafo Sonam Zoksang. Sonam nasceu no Tibete mas vive em Nova Iorque. Você pode saber mais sobre seu trabalho no site http://www.visionoftibet.com/

A expo fica só no fim de semana 9 e 10 de outubro, das 9 as 19 horas, durante a realização do seminário A Roda da Vida, com o Lama Padma Samten.

22
set
10

Sarau de fotografia na FNAC – as fotos

Foi dia 13 de setembro. Trata-se de um evento mensal da FNAC em parceria com a Escola de Fotografia Câmera Viajante, de Porto Alegre. Neste Sarau fui convidado para falar do meu trabalho. Falei sobre os projetos Expedição Natureza Santa Catarina e o Natureza Gaúcha, já lançados, e sobre o trabalho em curso no Tocantins. O público lotou o espaço Blu-ray na FNAC, que aliás estava sendo inaugurado. Na verdade faltou cadeiras para o público presente, ficou gente de pé (sorry)! Em compensação a FNAC teve a gentileza de oferecer um ótimo espumante e frutas secas enquanto eu autografava o livro Natureza Gaúcha.

Na ocasião também foi lançado oficialmente o meu próximo workshop de fotografia ambiental (gostei do termo ambiental, no lugar de natureza, mais abrangente), que será na Câmera Viajante, de 23 a 25 de outubro. Sábado será aula teórica na escola. A aula prática, no domingo, será no belo Parque Estadual de Itapuã, em Viamão. Na segunda-feira teremos uma aula de avaliação.  Já restam poucas vagas, por incrível que pareça, assim que quem quiser se adiante antes que lote.

Abaixo algumas fotos do evento:

Sarau de fotografia - FNAC Porto Alegre em 13 de setembro de 2010 - foto de José Otávio Teixeira.

 

Zé Paiva e Rogério do Amaral Ribeiro da Câmera Viajante, Sarau de fotografia - FNAC Porto Alegre em 13 de setembro de 2010 - foto de José Otávio Teixeira.

Sessão de autógrafos, Sarau de fotografia - FNAC Porto Alegre em 13 de setembro de 2010 - foto de José Otávio Teixeira.

08
set
10

Sarau Fotográfico – FNAC Porto Alegre

11
ago
10

Natureza Gaúcha na Livraria Catarinense – Floripa

Está na Megastore da Livraria Catarinense (Rua Felipe Schmidt 60, Florianópolis) até o dia 31 de agosto a exposição Expedição Natureza Gaúcha . A pequena mas simpática galeria fica anexa ao excelente café Rocambole (o mesmo da Lagoa da Conceição). Não deixe de provar o brownie, é delicioso. O horário da exposição é o mesmo da livraria, de segunda a sexta-feira das 9h às 20h e aos sábados das 9h ás 16h. A entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone (48) 3271.6000 ou no guiafloripa.

Capivaras "Hydrochaeris hydrochaeris", Parque Estadual de Itapuã, Viamão

08
jul
10

Novidades sobre o workshop – últimas vagas

Caros amigos

Acabei de sair de uma entrevista no programa studio 36 da TV Com (RBS) em Florianópolis sobre o workshop que vou ministrar este fim de semana, 10 e 11 de julho. Como infelizmente (ou felizmente) o Brasil está fora da final da copa do mundo de futebol, podemos alterar a nossa programação e aproveitar o dia todo de domingo para a nossa aula prática. As vagas estão no final pois a turma é limitada pra que eu possa dar atenção a todos na aula prática.

Aula prática no Parque Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição durante o Festival Floripa na Foto.

Minha proposta é iniciar a saída a campo domingo como tinha programado, as 6h30, mas no Parque das Dunas da Lagoa da Conceição, onde poderemos provavelmente encontrar avifauna nas lagoas formadas entre as dunas móveis, fixas e semi-fixas, banhadas pela bela luz do amanhecer. Depois de algumas horas de prática, poderemos encaminharmo-nos para o sul da ilha, onde, depois de uma lanche reforçado no ótimo Nutri Lanches, faremos a trilha da Gurita, no Parque Municipal da Lagoa do Peri, que termina na mais bela cachoeira de Florianópolis. Na volta ainda podemos nos deleitar com o por-do-sol nas margens da Lagoa do Peri. Parece bom? Vai ser ótimo, o domingo promete sol e muitas fotos.

Trilha da Gurita (Cachoeira da Gurita) , Parque Municipal da Lagoa do Peri, Florianopolis

Data: 10 e 11 de julho de 2010

Valor:  R$250 que pode ser pago em duas vezes

Inscrições: Secretaria da Univali – unidade Ilha – fone 48 3234 1233 ou no e-mail    extensao@univali.br

Endereço: Rodovia SC 401 km 5 Business Decor – Florianópolis, SC




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