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28
fev
12

Canela, capital da fotografia

Acabo de voltar de Canela, na Serra Gaúcha, onde participei do Canela Foto Workshops. A melhor palavra para definir o evento é “empolgante”. É sempre interessante participar dos festivais de fotografia que (felizmente) assolam o país hoje em dia (são mais de vinte). Primeiro porque é uma ótima oportunidade de reencontrar amigos-fotógrafos de todas as partes do Brasil e também fazer novas amizades. Além disso a fotografia permeia todas as atividades, como uma grande celebração, e assim pode-se aprender em workshops, exposições, conversas, ou simplesmente aproveitar a festa. Parabéns a Liliana Reid e Fernando Bueno, idealizadores do evento!

Nair Benedicto e Zé Paiva na abertura oficial do evento, no Palácio das Hortências.

Houveram diversas exposições, entre elas a coletiva Mestres do CFW, para a qual eu tive a honra de ser convidado a expor ao lado de grandes fotógrafos que admiro. Foram expostas três imagens de cada um dos seguintes fotógrafos: Clóvis Dariano, Dudu Contursi, Evandro Teixeira, Fernando Bueno, Leopoldo Plentz, Luiz Carlos Felizardo, Manuel da Costa, Orlando Brito, Raul Krebs, Ricardo “Kadão” Chaves e Rogério Reis. A mostra aconteceu no Palácio das Hortênsias (casa de verão do Governador do Estado) e foi também a abertura oficial do evento, que completou dez anos em 2012.

Palácio das Hortênsias. Foto de Fernando Pires.

Zé Paiva e sua amada, a poeta Francine Canto, na exposição "Mestres do CFW".

Destaque também para a exposição Nas Trilhas do Olhar, de alunos do curso de fotografia da ESPM Porto Alegre, onde sou professor. As 20 fotos (2 por aluno) foram impressas numa mídia resistente a chuva e expostas na praça João Corrêa, ao ar livre. Achei excelente a ideia, curadoria e montagem. Estou a horas sonhando com uma exposição assim que democratize o acesso do público. Nem sempre as pessoas entram numa galeria ou num museu para ver uma exposição mesmo que seja gratuito o acesso e isso já elitiza. Durante o tempo que eu estava vendo esta exposição, pude presenciar vários adolescentes, que cruzavam o local, pararem por alguns instantes para observar e comentar atentamente algumas fotos.

Exposição dos alunos do curso de fotografia da ESPM Porto Alegre. Foto de Fernando Pires.

Meu workshop de fotografia de natureza aconteceu quinta-feira 23/2 na Casa de Pedra – a parte teórica; sexta-feira no EcoParque Sperry- a parte prática; e finalizou no sábado no Hotel Klein Ville, onde comentei as fotos dos alunos sobre as pautas propostas por mim e apresentei meu fluxo de trabalho usando as imagens feitas na saída a campo. Neste workshop contei com a valiosa colaboração dos biólogos Eliane Heuser e Vitor Hugo Travi como monitores.

Zé Paiva com alunos e monitores no EcoParque Sperry. Foto de Luiz Avila.

Na sexta-feira aconteceu também a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do  Instituto de Fotografia e Artes Visuais de Canela, que será construído sobre as ruínas do que seria um cassino. O projeto do escritório Solé Associados contempla salas para acervo de fotografia brasileira, auditório, diversas salas de exposições, uma com pé direito de 12m, biblioteca, cantina, estúdios com possibilidade de luz natural e salas de aula;  tudo numa área de 3.260m2 (que no final chegará a 9.136 m2)

Lançamento da pedra fundamental do Instituto de Fotografia de Canela. Foto de Fernando Pires.

No sábado a tarde houveram diversas palestras de nomes como Clício Barroso, Fernando Schmitt, Fernando Bueno, Flávia Moraes, Márcio Scavone e Brasilio Wille. Também fui convidado para dar uma das palestras e falei sobre os meus projetos de expedições, principalmente sobre o conceito e onde busquei a inspiração para desenvolvê-lo.

Zé Paiva na palestra "O olhar naturalista", no sábado a tarde. Foto de Fernando Pires.

O encerramento do evento foi um jantar no Hotel Continental com diversos sorteios (que animaram a noite) de livros, fotos e outros brindes. Fiquei bem feliz pois uma das minhas fotos da exposição coletiva foi sorteada e quem ganhou foi Nair Benedicto, amiga e fotógrafa que admiro muito, como profissional e como pessoa sensível e carinhosa.

Final do jantar de encerramento do Canela Foto Workshops, no restaurante do Hotel Continental. Foto de Fernando Pires.

14
dez
11

Promoção relâmpago de Natal!

Livro Expedição Natureza Gaúcha


De R$ 100,00

Por apenas R$ 50,00 + correios

Somente até o dia 20/12/2011

Pedidos com nome, telefone e endereço de entrega

para o e-mail livro@vistaimagens.com.br

O livro contém 147 imagens escolhidas entre quinze mil fotos, fruto de 100 dias de trabalho de campo do fotógrafo Zé Paiva, entre julho e dezembro de 2007. Foram mais de cinco mil quilômetros percorridos pelo interior do Rio Grande do Sul, onde foram visitadas todas as unidades de conservação federais e estaduais de proteção integral (parques, reservas e outros), além de algumas áreas não protegidas. Além disso contém também textos da doutora em gestão ambiental Adriana Dias.

No prefácio do livro, o doutor em ecologia da paisagem Rualdo Menegat sintetiza: “A incursão de Zé Paiva é uma busca instigante da natureza recôndita, aquela que ainda está de alguma forma guardada em parques e áreas de preservação. É um modo sutil de anunciar o pouco que resta e tanto que perdemos ou que ainda podemos perder. Por ser fruto de um viajante que segue os passos da cognição naturalista, a obra tem perspectiva, tem posição: a de mostrar em cada flagrante como a natureza é bela e diversa na sua própria naturalidade, isto é, para além dos clichês habituais que porventura aprisionam as múltiplas paisagens de nosso Estado”.

Idiomas: Português-inglês
Número de páginas: 144
Formato: 30 x 28 cm, capa dura

Veja mais imagens em: www.vistaimagens.com.br

16
set
11

Natureza Gaúcha no Ipad

O livro  Expedição – Natureza Gaúcha do fotógrafo Zé Paiva vai ganhar uma versão para iPad. Lançado originalmente em 2008, o livro traz imagens da fauna e flora gaúcha registradas sob o olhar poético do fotógrafo. Paiva percorreu mais de cinco mil quilômetros do território rio-grandense para extrair o que há de mais peculiar do pampa ao litoral, da serra às planícies.

Para fazer a transição para o novo formato ele conta com o apoio do fotógrafo André Nery, um dos primeiros a trabalhar com essa nova tecnologia. “ Com essa ferramenta, além de incluir fotos que ficaram de fora da versão impressa, vamos poder trazer outros elementos, como vídeos e imagens em 360º ”, explica André. Esse material complementar vai ser produzido até o final do ano.

Ambos acreditam muito no potencial dessa nova forma de mídia, tanto pela interatividade como pelo alcance global. “Estou muito empolgado com as novas possibilidades que podem se abrir ”, afirma Zé Paiva.

A versão para iPad será bilíngue e tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2012 na loja do iTunes.

27
abr
11

Natureza Gaúcha na Cultura

Caros amigos

Dia 12 de maio de 2011 – quinta feira – estarei recebendo todos para um encontro no auditório da Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country em Porto Alegre. Na ocasião vou projetar imagens do livro e falar um pouco sobre este projeto. Também vou mostrar imagens inéditas do projeto que estou trabalhando no momento – Expedição Natureza do Tocantins – com lançamento previsto para o segundo semestre deste ano. Na ocasião acontecerá a abertura da exposição fotográfica do Natureza Gaúcha. Estão todos convidados! Saiba mais sobre o livro aqui.

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Onde: Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country em Porto Alegre

Quando:12 de maio de 2011 – quinta feira – as 19h30

Mais detalhes aqui neste link.

15
abr
11

FestFotoPoa 2011

Começou no dia 6 de abril e vai até 1 de maio a quinta edição do FestFotoPoa. O festival  abriu com uma grande exposição retrospectiva do fotógrafo homenageado Luiz Carlos Felizardo. Felizardo ficou conhecido pela sua versatilidade, pois tanto fotografou paisagens sublimes, detalhes arquitetônicos e abstrações em câmeras de formato grande, 4×5 e até 8×10 polegadas, quanto fez cliques voeyrísticos em suas viagens com uma pequena Leica 35mm, sempre em preto&branco. No segundo dia do festival foi lançado um livro também retrospectivo sobre a obra de Felizardo, homenagens mais do que merecidos por este grande fotógrafo.

Apesar de ser conterrâneo meu, ele também nasceu em Porto Alegre, só o conheci pessoalmente em 2004, quando participamos juntos com outros 43 fotógrafos do projeto SP 450 anos em 24 horas, dos irmão Eduardo e Fernando Bueno. O projeto consistia em fotografar um tema sorteado para cada fotógrafo durante as 24 horas do dia do aniversário de 450 anos de São Paulo. Lembro que estávamos todos os fotógrafos hospedados no velho hotel Othon Palace, no centro histórico de São Paulo. O sorteio foi na sexta -feira a noite e eu estava ao lado do Felizardo assistindo. Quando sortearam o tema dele: morrer em São Paulo, ele virou pra mim com uma cara de perplexidade (deve ter imaginado alguma cena de crime), e eu imediatamente reagi dizendo que haviam belos cemitérios em São Paulo. Seu semblante imediatamente iluminou-se. Uma das fotos deste ensaio, Cemitério São Luiz, está na exposição e no livro do FestFoto.

Alguns anos depois, quando lancei meu livro Expedição Natureza Gaúcha, em 2008, Felizardo escreveu um belíssimo texto na sua coluna Imago, na revista Aplauso, sobre o meu trabalho e o do Eurico Salis, meu amigo e contemporâneo, que havia lançado mais ou menos na mesma época o livro Porto Alegre, cenas urbanas, paisagens rurais. O gancho do artigo era a ligação de ambos com Bagé, cidade natal do Eurico, dos meus pais, e com a qual Felizardo tem uma ligação afetuosa. Estas colunas do Feliz renderam um ótimo livro, com o nome da coluna, Imago, lançado em 2010. Felizardo, além de ser um fotógrafo com grande sensibilidade e apuro técnico, ainda escreve soberbamente. Este foi o seu segundo livro de textos, o primeiro, de 2000, chama-se Relógio de ver.

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Mas voltando ao FesFoto, depois dessa viagem no tempo. A exposição do Felizardo ocupa quase todo o andar térreo do Santander Cultural, um belíssimo prédio histórico. No andar de cima, uma retrospectiva de Marc Riboud, que achei um pouco linear, ampliações pequenas, todas do mesmo tamanho, acho que não ficou a altura da obra desse grande fotógrafo francês. Nas salas multimídia aconteceram as palestras, mesas-redondas e leituras de portfólio. Falando em mesas-redondas, uma crítica construtiva: acho que foi mal aproveitada a oportunidade, pois juntaram-se grandes cabeças pensantes da fotografia brasileira, mas devido em parte aos atrasos de início em quase todas, sobrava sempre muito pouco tempo para a mesa redonda propriamente dita, onde haveria o debate com o público. A mesa acabava ficando linear, como palestras sucessivas, sem o debate que ao meu ver seria fundamental e produtivo. Prova disso é que numa das mesas mais empolgantes, onde estavam Roberto Linsker, da Editora Terra Virgem, Tiago Santana, da Editora Tempo D’imagem e Dante Gastaldoni, do projeto Brasil passa pelo SESC, discutindo a produção de livros autorais de fotografia no Brasil, a discussão continuou por horas no corredor e no café, porque o assunto era por demais instigante.

O saldo final é que o FestFotoPoa está de vento em popa e acho que todos que participaram este ano estão ansiosos que chegue a sexta edição em 2012, quando a fotógrafa homenageada será Nair Benedito. Quem ainda não foi, não deixe de ir, pois até 1 de maio permanecem as ótimas exposições acompanhadas de sessões de filmes no cinema do subsolo, programa imperdível!

24
mar
11

O DNA da paisagem

livro Expedição Natureza Gaúcha estará na Biblioteca do Fórum Internacional de Livros de Autor, dentro do 5º FestFotoPoa, que acontece de 6 de abril a 1º de maio de 2011. Leia na íntegra o brilhante prefácio do livro, escrito pelo doutor em ecologia da paisagem, professor Rualdo Menegat:

Sitio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, Missões Jesuíticas dos Guaranis

A identidade de cada pessoa é indissociável da paisagem e do lugar onde nasceu. O lugar é uma espécie de sobrenome invisível: embora não conste na certidão de nascimento, possui a mesma importância do sobrenome, como se fizesse parte da natureza humana. Quando conhecemos alguém pela primeira vez, logo perguntamos onde essa pessoa nasceu e onde vive. Também costumamos falar de sobrenomes endereçando-os a algum lugar, como os Vargas, de São Borja; os Verissimo, de Cruz Alta; os Scliar, do bairro Bom Fim; os Barbosa Lessa, de Piratini; os Lopes, de Bagé. A cultura ameríndia também tinha endereço natural, como os caingangues, do Planalto Meridional; os guaranis, das Missões; ou os minuanos, do Pampa.

Cada lugar tem características tão próprias que poderíamos pensá-lo como se portasse uma impressão digital ou um DNA que lhe fossem únicos. Porém, diferentemente dos genes dos ancestrais, os “genes do lugar” não ficam automaticamente registrados no organismo. Mas ficam impregnados, desde que nascemos, em nosso espírito e cultura de modo indissociável. Seja a língua, o sotaque, a comida, os jogos, a religião, tudo está profundamente influenciado pela paisagem, onde a cultura vai sendo cotidianamente construída.

A paisagem é a moldura de nossa cultura e, ao mesmo tempo, define os limites e possibilidades de expansão desta. A cultura desenvolvida pelos ticunas no alto Solimões não é adequada para a vida nos Andes Centrais, pois considera fundamentalmente a paisagem da Floresta Amazônica. Do mesmo modo, a cultura dos incas, no Peru, forjada pela natureza inóspita das altas montanhas andinas, não se adapta às terras baixas e planas do grande Pampa. Uma cultura torna-se tão circunscrita à paisagem que tem dificuldades de se adaptar a outros lugares. Tal restrição ocorre porque quando uma cultura domestica a paisagem ao longo do tempo ela ajusta os instrumentos culturais, desde habitação até visão de mundo, àquele lugar. O processo de domesticação não é outro senão a transferência do DNA do lugar à cultura, e vice-versa, de modo que ambos se pertençam. Isto é, ao ver a paisagem, logo identificamos o personagem que a habita, e, ao ver este, de imediato pensamos na paisagem.

Quando a paisagem é domesticada, passa a ser importante ingrediente de coesão de grupos humanos. Toma parte das qualidades peculiares de um povo, integrando-lhe o caráter, o modo de ser, como em “ser gaúcho”, ou “ser pampiano”, “serrano”, “missioneiro”, “litorâneo” etc. Fazemo-nos pertencer ao lugar, às vezes, sem mesmo conhecê-lo apropriadamente. Embora possamos não ter visitado todas as paisagens do Estado, dizemo-nos mesmo assim “gaúchos”, às vezes sem nem sequer ter saído do lugar em que nascemos. Por força do hábito, podemos enxergar para além da própria realidade da paisagem, e a vemos mais do ponto de vista cultural que do ponto de vista da descrição natural, de como ela é de fato. Como se criássemos certos mitos acerca do lugar, numa espécie de cegueira.

Por exemplo, com frequência dizemos que o Pampa gaúcho é uma “enorme planície”. Com isso, queremos fazê-lo parecer semelhante ao vasto Pampa argentino, ecorregião que abrange cerca de 600.000 quilômetros quadrados, mais do que duas vezes a área do Rio Grande do Sul. O Pampa argentino é tão extenso e as terras tão planas que a drenagem é mal definida e a água da chuva escoa com dificuldade, acumulando-se em lagos por vezes efêmeros. Originalmente, a palavra espanhola pampa, derivada do quéchua bamba, significava apenas uma pequena planície nos vales intermontanos dos Andes Centrais. Quando no século XVI os espanhóis avançaram rumo ao sul e depararam com a imensidão da paisagem de terras planas e vegetadas por gramíneas, chamaram-na de “grande pampa”.

Na verdade, a área de terras verdadeiramente planas e baixas de nosso Estado é muito pequena. Não temos nem planícies em vales intermontanos nem tampouco grandes extensões planas. Em algumas partes, o relevo é ondulado, com coxilhas e morros arredondados, canais fluviais sempre bem escavados; e, em outras, acidentado, com vales fluviais profundos, morros agudos, serras, escarpas e cânions. Toda essa morfologia ocorre na metade sul do Estado, reconhecida como pampiana.

Dito de outro modo, nosso Pampa tem paisagens muito menos monótonas que o congênere argentino. Em muitos casos, a paisagem sulina é tão peculiar que há um esforço para não vê-la, apenas para fazer de conta que somos semelhantes aos vizinhos do grande Pampa. Indiscutivelmente, nossa cultura é pampiana, o que não quer dizer que nossas paisagens sejam exatamente iguais às das demais culturas pampianas dessa vasta região meridional da América do Sul.

Há, na verdade, uma diversidade de gaúchos na mesma medida da diversidade das paisagens onde essa cultura se instalou e se expandiu. Dizem-se gaúchos os que habitam a Patagônia, onde criam ovelhas nas zonas mais amenas desse semideserto da região mais meridional e fria de nosso continente. Também se dizem gaúchos os que povoam grande parte do Chaco argentino-paraguaio e até do Pantanal Mato-Grossense, onde criam gado e tomam mate frio, o tereré. São gaúchos os que ocupam a área contígua ao Rio Grande do Sul chamada de Campos Sulinos, no vizinho Uruguai; e, claro, são gaúchos os que lidam com o gado e tomam mate quente, porém em cuia pequena, na imensa planície argentina chamada de grande Pampa.

Enfim, as vastas terras baixas e planas que se estendem desde a fria Patagônia e grande Pampa até parte do Chaco paraguaio-argentino e respectivas áreas adjacentes um pouco mais elevadas ensejaram uma ocupação humana que possui forte identidade na cultura do manejo de gado, chamada de “gaúcha”. Na ampla configuração de nosso cenário, qual seja, a parte não andina da região meridional da América, somos a porção do extremo oriente dessa cultura, habitando uma espécie de “‘pampa alto”, “pampa coxilhado” ou “pampa serrano”. Assim como também pertencem a um “pampa alto”, porém paisagisticamente distinto, os que habitam as terras elevadas no bordo oeste do Pampa argentino, mais próximo dos Andes.

Visitar o lugar do outro, do vizinho, do estrangeiro longínquo, é sempre um exercício cognitivo e cultural que ajuda a descobrir a própria paisagem para além do hábito que cegamente vamos mantendo. Do mesmo modo, quando outras pessoas que não moram onde vivemos vêm descrever “nosso lugar”, aprendemos a ver a terra pelos olhos daqueles que não estão a ela habituados, isto é, embebidos em uma espécie de cego encantamento.

O hábito, por ser muito afeiçoado ao lugar, não permite que vejamos a paisagem a partir de outras perspectivas ou pontos de vista que não sejam “o nosso”, quer dizer, de nossa identidade cultural aderida ao território. Por isso, as narrativas de viajantes sempre foram um gênero literário de muito sucesso em todas as épocas. A começar pelas mais antigas, como as Historias do grego Heródoto, o “pai da História”, que no século V a.C. descreveu no livro II o mundo egípcio com horror e fascínio e nos fez ver que cultura, etnografia e história pertencem ao lugar. Ou as do veneziano Marco Polo, que narrou no livro Il Milione a viagem ao então estranho mundo oriental no século XIV. Ou as consagradoras descrições dos naturalistas românticos do século XIX, em que se incluem as de ilustres sábios que visitaram o Rio Grande do Sul, como Auguste Saint-Hilaire, Aimé Bonpland, Friedrich Sellow, entre outros.

O trabalho de naturalistas e viajantes constitui fonte de conhecimento de nossa paisagem a partir de outras perspectivas. Mais além, são também uma memória das mudanças paisagísticas que ocorreram desde épocas em que os únicos instrumentos de registro eram a escrita e o desenho em cadernetas de campo. Os trabalhos poderiam ser acompanhados de coleta de espécimes vegetais, animais e minerais, bem como de belas aquarelas. No século XX, principalmente a partir da consolidação dos cursos universitários de História Natural nos anos 1950, os relatos de viagem que integravam várias modalidades disciplinares foram perdendo terreno, e o gênero quase desapareceu.

Por isso, a publicação desta obra do fotógrafo Zé Paiva é motivo de grande e estupenda alegria. Utilizando-se de recursos modernos, do arsenal de equipamentos fotográficos e adequada logística, brinda-nos com uma incursão pela paisagem gaúcha que recupera a ideia dos percursos de uma viagem naturalista. Em vez de longos textos, Paiva apresenta uma obra numa linguagem visual própria da contemporaneidade. Mas suas fotografias não são a busca do óbvio, de imagens já muito difundidas em cartões-postais. Longe disso, o autor apresenta sequências inseridas dentro de incursões pela paisagem do Escudo Sul-Rio-Grandense, Planalto Meridional, Depressão Periférica e Planície Costeira. Os percursos, por sua vez, são localizados dentro da diversidade de paisagens que compõem as ecorregiões gaúchas.

Assim, o leitor poderá acompanhar o espírito de aventura, de busca, de investigação de um amplo espectro de temas que conformam o DNA de uma paisagem. Dos elementos rochosos, vegetais, animais, capturados em detalhes de rara composição. Do conjunto paisagístico denotado pelas formas do relevo, nuvens e cores do céu. De expressões culturais de habitantes de regiões distantes, ermas, onde se fabrica a simbiose dialética entre cultura e paisagem. São flagrantes fotográficos que anunciam nossa condição neste mundo: de espectadores e, também e cada vez mais, de modificadores da paisagem.

A incursão de Zé Paiva é uma busca instigante da natureza recôndita, aquela que ainda está de alguma forma guardada em parques e áreas de preservação. É um modo sutil de anunciar o pouco que resta e o tanto que perdemos ou que ainda podemos perder. Por ser fruto de um viajante que segue os passos da cognição naturalista, a obra tem perspectiva, tem posição: a de mostrar em cada flagrante como a natureza é bela e diversa na sua própria naturalidade, isto é, para além dos clichês habituais que porventura aprisionam as múltiplas paisagens de nosso Estado.

17
mar
11

Botando banca na ESPM

Sábado passado, fui a Porto Alegre para participar da “banca” da quarta turma do curso avançado de fotografia digital da ESPM. Banca entre aspas, porque na verdade não iríamos dar nota para os trabalhos. A intenção era mais apontar possíveis caminhos e comentar os portfólios resultantes do trabalho de conclusão do curso. O nível geral dos trabalhos foi muito bom. Um diversidade enorme na forma de apresentação dos portfólios: alguns em ampliações enormes com paspatur e caixa, outros menores, outros sem paspatur e sem caixa, tinha até um numa maleta com cadeado! A diversidade de temas era grande também: nús, moda, arquitetura, natureza, e outros. Tecnicamente todos os trabalhos estavam bons. A maioria pecava pela falta de unidade no conjunto, o que é um problema de edição. Isso é normal quando se edita o próprio trabalho, pois o apego interfere na escolha das fotos. A dinâmica do trabalho foi a seguinte: de manhã nos reunimos no estúdio da ESPM, onde os integrantes da banca, eu, Ricardo Chaves, o Cadão, editor de fotografia do jornal Zero Hora, Eduardo Veras, professor, crítico de arte e ex-editor do segundo caderno da Zero Hora, e Guilherme Lund, fotógrafo e professor da ESPM, acompanhados do coordenador do curso, o professor Manuel da Costa, analisamos os portfólios impressos durante a manhã toda. A tarde houve uma projeção dos trabalhos seguida dos nossos comentários. No final houve um coquetel na galeria de arte da ESPM. Muito interessante a diferença entre ver o mesmo trabalho impresso e projetado, muda bastante.

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15
mar
11

A Kombi

Estava voltando do Canela Foto Workshops, na Serra Gaúcha, quando resolvi parar no Café Tainhas, em Cambará do Sul. Desço do carro e encontro saindo do Café Fernando Bueno, o mentor do evento, acompanhado do mestre Evandro Teixeira, Dudu Contursi, Cadão Chaves (editor de fotografia da Zero Hora) e Rogério Reis (Tyba RJ). Eles estavam indo fazer um passeio no canyon do Itaimbezinho. Depois de um rápido papo, nos despedimos. Foi ai que eu vislumbrei no estacionamento uma velha Kombi azul-calcinha com rodas vermelhas. Voltei para o carro e peguei imediatamente a câmera. Foi quase instintivo, sem pensar. A atração visual era muito forte. Cores contrastantes, a antiguidade do carro – uma verdadeira lenda. Comecei a fotografar e fui percebendo os detalhes hilários: um desentupidor de privada amarrado no bagageiro, retoques na pintura com spray prateado, um xis de fita isolante no farolete. Depois de alguns minutos um rapaz se aproxima de mim e começa a puxar assunto. Logo percebo que estou diante do dono. Começo a falar do meu êxtase visual diante do carro e ele se empolga. Logo chegam o seu amigo e a namorada. Me dou conta de que eles estão indo passar o carnaval na praia e é tudo uma grande brincadeira, o spray prata, o desentupidor, as cortinas… Depois de um chimarrão trocamos emails e nos despedimos. Imagino o que eles levariam dentro da Kombi…

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06
mar
11

Canela Foto Workshops

Aconteceu de 27 de fevereiro a 4 de março a quarta edição do Canela Foto Workshops, uma realização do fotógrafo Fernando Bueno e da jornalista Liliana Reid. O evento teve a presença de vários fotógrafos ilustres ministrando workshops e palestras. A semana culminou com um debate na quinta-feira sobre os Os Novos Caminhos do Uso da Imagem e do Ensino da Fotografia. Na mesa estavam Rogério Reis, Orlando Brito, Evandro Teixeira, Fernando Bueno e Ricardo Cadão Chaves, além de inúmeros outros fotógrafos importantes na platéia. Fernando aproveitou a oportunidade e relançou o plano de instalar um centro de excelência em ensino de fotografia no local onde era o Cassino de Canela, hoje em ruínas. Destaque para a exposição virtual dos alunos do curso avançado de fotografia da ESPM Porto Alegre, exibida entre as palestras, que aconteceram na Casa de Pedra. Vejam mais detalhes no site.

No final do debate, eu, Manuel da Costa, coordenador da ESPM Foto - Porto Alegre, entre alunos e ex-alunos.

Da esquerda para a direita, Cláudio Ott, Fernando Bueno, Clóvis Dariano, Evandro Teixeira, Luis Carlos Felizardo, Orlando Brito e este que vos escreve, no final do coquetel de encerramento do evento.

Eu participei com uma parte da minha exposição “Expedição Natureza Gaúcha”no simpático Empório Canela, que também é um bistrô e livraria. A exposição permanece até o dia 14 de março. Quem estiver na Serra Gaúcha, aproveite.

Foto Escambo em Canela.

Além disso houve uma participação do Foto Escambo, um interessantíssimo evento que propicia a troca de fotografias entre os participantes. Como funciona: cada  fotógrafo leva até cinco fotos ampliadas em papel 20×30 cm e para cada foto doada ganha um vale para escolher uma foto do varal onde ficam expostas. O bacana de tudo isso é que além de você poder formar sua galeria de fotografia em casa, as fotos são numeradas, mas você só fica sabendo quem é o autor depois de terminado o evento. Ou seja, a escolha é baseada na intuição, na razão ou na emoção, mas não no nome do autor. Eu ainda estou na curiosidade de saber de quem são as belas imagens que escolhi…

06
nov
10

Satolep – Lançamento do Natureza Gaúcha

Impregnado pela estética do frio (termo criado pelo cantor, compositor e escritor Vitor Ramil, de Pelotas), apesar da temperatura amena, respiro o ar outrora pestilento pelas carnes putrefatas. O arroio Pelotas era conhecido como o Rio Vermelho, tamanha a quantidade de sangue que desaguava no seu leito. Fortunas foram criadas a partir de um trabalho feito por mão-de-obra escrava. A ganância do ser humano engendra formas desumanas de produção. Hoje as charqueadas são lugares turísticos, limpos e ajardinados, com criancinhas correndo pelos casarões. Em nada lembram os lugares descritos por Debret.

Pousada Charqueada Santa Rita, Pelotas, Rio Grande do Sul.

O nome da cidade de Pelotas veio de uma embarcação pitoresca usada pelos índios, feita de couro e madeira, puxada a nado por uma corda mordida pelo nadador. Na noite anterior a minha ida às charqueadas de Santa Rita, que hoje é uma bela pousada, e a Charqueada São João, hoje transformada em Museu, aconteceu o evento de lançamento do meu livro Natureza Gaúcha em Pelotas. No auditório do Instituto Simões Lopes Neto (antiga residência do escritor) fiz uma projeção de fotografias e depois uma conversa com um público de cerca de cinquenta pessoas que quase lotou o espaço. Muitos alunos e professores dos cursos de artes, ecologia e fotografia animaram a conversa que se extendeu até cerca de nove e trinta da noite, quando então passamos a sessão de autógrafos. Agradeço a Bety e toda a equipe da excelente Livraria Vanguarda que me convidou e organizou todo o evento.

Auditório do Instituto Simões Lopes Neto, Pelotas, RS.

Vitor Ramil (a esquerda) na noite do evento.

Pelotas é uma cidade encantadora, repleta de prédios antigos, alguns restaurados e outros nem tanto. Fui ciceroneado pelo músico Vitor Ramil e sua esposa Ana Ruth, professora de linguística. Entre longas conversas regadas a mate amargo, fotografei um pouco da cidade (vejam mais fotos na galeria do Flickr)

Prédio antigo na praça General Osório em Pelotas RS.

Instituto Simões Lopes Neto, Pelotas, Rio Grande do Sul.

19
out
10

Conversas com o autor – Pelotas e Rio Grande

À convite da Livraria Vanguarda estou indo a Pelotas e Rio Grande apresentar o meu livro Expedição Natureza Gaúcha. Dia 26 será no Instituto Simões Lopes Neto em Pelotas, e dia 27 na Livraria Vanguarda em Rio Grande. Faremos um bate papo com projeção de imagens do livro e do meu trabalho atual no Tocantins. Abaixo o convite.

22
set
10

Sarau de fotografia na FNAC – as fotos

Foi dia 13 de setembro. Trata-se de um evento mensal da FNAC em parceria com a Escola de Fotografia Câmera Viajante, de Porto Alegre. Neste Sarau fui convidado para falar do meu trabalho. Falei sobre os projetos Expedição Natureza Santa Catarina e o Natureza Gaúcha, já lançados, e sobre o trabalho em curso no Tocantins. O público lotou o espaço Blu-ray na FNAC, que aliás estava sendo inaugurado. Na verdade faltou cadeiras para o público presente, ficou gente de pé (sorry)! Em compensação a FNAC teve a gentileza de oferecer um ótimo espumante e frutas secas enquanto eu autografava o livro Natureza Gaúcha.

Na ocasião também foi lançado oficialmente o meu próximo workshop de fotografia ambiental (gostei do termo ambiental, no lugar de natureza, mais abrangente), que será na Câmera Viajante, de 23 a 25 de outubro. Sábado será aula teórica na escola. A aula prática, no domingo, será no belo Parque Estadual de Itapuã, em Viamão. Na segunda-feira teremos uma aula de avaliação.  Já restam poucas vagas, por incrível que pareça, assim que quem quiser se adiante antes que lote.

Abaixo algumas fotos do evento:

Sarau de fotografia - FNAC Porto Alegre em 13 de setembro de 2010 - foto de José Otávio Teixeira.

 

Zé Paiva e Rogério do Amaral Ribeiro da Câmera Viajante, Sarau de fotografia - FNAC Porto Alegre em 13 de setembro de 2010 - foto de José Otávio Teixeira.

Sessão de autógrafos, Sarau de fotografia - FNAC Porto Alegre em 13 de setembro de 2010 - foto de José Otávio Teixeira.

08
set
10

Sarau Fotográfico – FNAC Porto Alegre

11
ago
10

Natureza Gaúcha na Livraria Catarinense – Floripa

Está na Megastore da Livraria Catarinense (Rua Felipe Schmidt 60, Florianópolis) até o dia 31 de agosto a exposição Expedição Natureza Gaúcha . A pequena mas simpática galeria fica anexa ao excelente café Rocambole (o mesmo da Lagoa da Conceição). Não deixe de provar o brownie, é delicioso. O horário da exposição é o mesmo da livraria, de segunda a sexta-feira das 9h às 20h e aos sábados das 9h ás 16h. A entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone (48) 3271.6000 ou no guiafloripa.

Capivaras "Hydrochaeris hydrochaeris", Parque Estadual de Itapuã, Viamão

30
jun
10

Imago – novo livro de Felizardo

Rolodex, de Luiz Carlos Felizardo

O grande fotógrafo portoalegrense Luiz Carlos Felizardo lança em julho, seu novo livro Imago, que reúne textos do autor publicados na revista Aplauso, onde é colunista desde 2001. O título é produzido pela Lathu Sensu e financiado pelo FUMPROARTE. Aqui no blog você pode conferir um destes textos, intitulado “Reduto de Artistas“, sobre o meu livro Natureza Gaúcha e sobre o livro Porto Alegre de Eurico Salis.

Para Felizardo, a fotografia “É um mundo vasto, sim. É uma das poucas formas de produção de imagens que pode ser feita e entendida ou como registro histórico, ou documento, ou informação jornalística, ou instrumento de pesquisa científica — ou arte. E, frequentemente, é mais de uma coisa ao mesmo tempo.”

Nascido em 1949, Luiz Carlos Felizardo estudou na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) entre 1968 e 1972, ano em que deixou o curso e passou a dedicar-se exclusivamente à fotografia. Utilizando câmeras de grande formato, produziu obras reconhecidas internacionalmente nas áreas de fotografia de paisagem e arquitetura.

A partir de 1975, realizou mostras individuais em diversas cidades brasileiras, em Buenos Aires e La Plata, na Argentina, e em Montevidéu, no Uruguai. Participou também de coletivas internacionais em países europeus, como La Fotografía Iberoamericana, em Madrid; Brasilianische Fotografie, na Alemanha; e Fotografía Brasileña: Historia y Contempo-raneidad, em Portugal. Em 1991 e 2006, teve  imagens selecionadas para integrarem o acervo da Coleção MASP/Pirelli.

O lançamento de “Imago” acontece às 19 horas de 6 de julho, no restaurante Moeda do Santander Cultural, na rua 7 de Setembro,  1028, em Porto Alegre.

26
abr
10

Natureza Gaúcha no Restaurante Uma Rosa

15
fev
10

Lançamento do “Natureza Gaúcha” no Shiva Vege

Foi numa noite de verão, 25 de janeiro, o lançamento do livro Expedição Natureza Gaúcha em Florianópolis. O ar estava quente mas mesmo assim mais de 100 pessoas animadas comparecerem ao simpático restaurante vegetariano Shiva Vege para conferir o livro e a exposição fotográfica. Cristian Faig na flauta e Fred Malverde no violoncelo encantaram nossos ouvidos com temas variando do jazz a música brasileira passando pela erudita. A arte culinária exibida nos canapés mandalísticos da Bruna do Shiva Vege foi mais uma atração da noite

Vale destacar a presença, entre inúmeros amigos e pessoas queridas, de Giancarlo Nicoloso, diretor geral da revista Photo Magazine, e de Nildo Teixeira de Melo Jr., diretor de redação da mesma. Junto com eles estavam Lu Renata e Lucila, da Duo Arte, que estão preparando para maio o evento Floripa na Foto, semana de fotografia com atrações nacionais. Confiram a programação no site. Estarei dando um oficina lá também. O Nildo levou a última edição da revista, cuja matéria de capa é do meu grande amigo, o fotógrafo André Paiva, que também estava presente no lançamento. Abaixo alguns flagrantes da fotógrafa-poeta Francine Canto (confiram o seu blog e tweeter, está ótimo).

IMPORTANTE: prá quem ainda não viu a exposição, ela fica até 23 de fevereiro! Informações no 48 3232 2303.

Os amigos queridos Luciane e Christopher, da Reserva Passarim.

Vista geral do salão comigo autografando ali no cantinho.

Meu amigo fotógrafo e agora também presidente da Fundação do Meio Ambiente de Biguaçú, Henrique Azevedo.

Meus filhos amados e talentosos, Maurício e Iara.

Os excelentes músicos que animaram a noite, Cristian e Fred.

A arte da mandala gastronômica do Shiva Vege.

07
nov
09

Galeria da Expedição Natureza Gaúcha

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Sala O Arquipélago, Lançamento do livro e exposição Expedição Natureza Gaúcha no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo em Porto Alegre RS, foto de Fernanda Coelho

Postei no Flickr uma galeria com todas as fotos que expus ano passado na Sala Arquipélago do Centro de Cultura CEEE Erico Verissimo, quando lancei o livro Expedição Natureza Gaúcha. A exposição teve curadoria do fotógrafo e professor Manuel da Costa.

05
nov
09

Zé Paiva na Feira do Livro de Porto Alegre

Dono de um trabalho autoral que presta tributo à natureza, o fotógrafo e professor da Escola de Criação Zé Paiva vai estar na Feira do Livro no próximo domingo, dia 8 de novembro. Às 14h30, ele autografa o livro Expedição Natureza Gaúcha, uma viagem fotográfica pelo pampa, a serra e o litoral do estado. Foram 5 mil km e mais de 15 mil imagens, das quais 150 estão no livro.

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Em março deste ano três fotos deste trabalho foram selecionadas para a coleção Pirelli MASP, a mais importante coleção de fotografia do Brasil. Uma delas aparece na entrevista que publicamos com o Zé Paiva na semana passada. Mas neste post a gente trouxe outra imagem, que o Zé Paiva veio ao blog comentar:

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Reserva Biologica do Sao Donato, Itaqui, Rio Grande do Sul, Brasil. Foto de Ze Paiva, Vista Imagens

“Depois de uma tarde perseguindo bugios espremidos em pequenos resquícios de capões de mata nativa entre arrozais dentro da Reserva Biológia de São Donato, em Itaqui, fomos ver o pôr-do-sol em uma pequena lagoa na beira da estrada. Divagando sobre a vegetação na margem comecei a brincar compondo apenas alguns juncos e deu no que deu, o cúmulo da simplicidade fez valer o ditado “menos é mais”. Por isso talvez a foto ganhou o apelido de japonesa.”

Por Luiza Piffero, no blog da Escola de Criação da ESPM Porto Alegre.

02
nov
09

Natureza Gaúcha na Feira do Livro de Porto

Meus caros, domingo dia 8 de novembro de 2009 as 14h 30 estarei relançando meu mais recente livro, Expedição Natureza Gaúcha, na Feira do Livro de Porto Alegre, com uma sessão de autógrafos. O evento será na Praça de autógrafos da Feira, na bela Praça XV, no centro da cidade, rodeado pelos jacarandás em flor. Estão todos convidados, assim como os amigos e os amigos dos amigos…

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Expedição NATUREZA  GAÚCHA
Livro  fotográfica
Autor: Zé Paiva
Lançamento: 8 de novembro, domingo, a partir  das 14h30min
Local: Praça de autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre
Endereço: Praça XV – Porto Alegre/RS
Editora: Meta Livros – 144 páginas
Português-inglês

Patrocínio:
Eletrobrás
Banrisul
Ministério da Cultura – Lei Rouanet
Apoio:
Governo do Estado –  RS
Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Fundação  Zoobotânica
Ibama

15
jul
09

Lançamentos no Pampa

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Dia 21 de julho, às 18 horas, estarei lançando o livro Expedição Natureza Gaúcha em Bagé, na Casa de Cultura Pedro Wayne. Dia 23 de julho às 20 horas é a vez de lançar o livro em Rivera, no Uruguai, cidade que junto com Santana do Livramento forma a Fronteira da Paz. Lá o o evento será na Sala Cultural de Antel, com o apoio do Consulado Brasileiro de Rivera. Farei uma palestra-projeção e depois haverá um coquetel. Estão todos convidados e os que puderem por favor divulguem.

 

Casa de Cultura Pedro Wayne em Bagé RS

Casa de Cultura Pedro Wayne em Bagé RS

11
jul
09

Fotografe melhor

Página de abertura da matéria.

Por-do-sol visto do mítico Cerro do Jarau em Quaraí RS - página de abertura da matéria.

Tá nas bancas a última Fotografe melhor – Técnica e Prática – uma revista da Editora Europa, com uma matéria de dez páginas sobre o meu trabalho para o livro Expedição Natureza Gaúcha. O foco da matéria é no fluxo de trabalho. Eles publicaram inclusive algumas telas do Adobe Photoshop Lightroom mostrando a forma como eu uso o software para editar as imagens. O texto, assinado pelo Érico Elias, foi baseado em duas horas de entrevista comigo. Ficou muito legal. Vale a pena dar uma conferida.

Capa da revista

Capa da revista

19
ago
08

Lançamento do livro Natureza Gaúcha na Sala Arquipélago em Porto Alegre

Por: Flora Neves

O livro Expedição Natureza Gaúcha é fruto de 6 meses de andanças do fotógrafo Zé Paiva pelo Rio Grande do Sul. De um total de mais de 16 mil imagens foram selecionadas 30 fotos para a exposição de lançamento, com curadoria de Manuel da Costa.

Fachada do prédio do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo em Porto Alegre RS, foto de Fernanda Coelho.

Sala O Arquipélago, foto de Fernanda Coelho.

Entrada do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, foto de Fernanda Coelho.

Manuel organizou a exposição harmonizando o discurso visual das imagens com um fundo azul tempestade, mesclou os tons e tamanhos das imagens, criando contrapontos entre texturas e cores. O tamanho das fotos variou entre 73 x 48 cm até uma panorâmica de 4,5 metros. As imagens foram impressas com excelência pelo Gariba – GRB tratamento de imagens – e emolduradas com cuidado pelo Daniel – Bella Vista Molduras.

Autor Zé Paiva autografa livro para Elisabete Monleo da Fundação Zoobotânica do RS e Jussara Pelissoli da Secretaria do meio Ambiente do RS, foto de Fernanda Coelho.

O lançamento do livro dia 5 de agosto reuniu no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, um prédio histórico no Calçadão da Rua da Praia de Porto Alegre, mais de 200 pessoas, de fotógrafos a admiradores da natureza.

Sala O Arquipélago, o autor Zé Paiva e o curador Manuel da Costa, foto de Fernanda Coelho.

Grupo musical Dom Pedro Trio, foto de Fernanda Coelho.

Para dar mais ritmo ainda ao lançamento ocorreu uma apresentação musical com o Dom Pedro Trio. Na verdade foi um improviso inspirado nas imagens, como define o fotógrafo. O trio era composto por Pedro Paiva, irmão do fotógrafo, no violão de aço, Douglas Dickel no acordeom e Marcelo Armani na percussão.

O fotógrafo Zé Paiva e Rualdo Menegat, autor do prefácio do livro, foto de Fernanda Coelho.

Sala O Arquipélago, foto de Fernanda Coelho.

O coquetel teve apoio da Vinícola Velho Museu, que forneceu vinhos orgânicos certificados das uvas Gewurztrauminer e Cabernet. Os salgados indianos foram servidos pelo restaurante Suprem.

Da esquerda para a direita: Leopoldo Plentz, Marcos Luconi, Gariba (que imprimiu as fotos), Zé Paiva e Clóvis Dariano, foto de Fernanda Coelho.

SERVIÇO:
Exposição Natureza Gaúcha, de Zé Paiva
Curadoria: Manoel Costa
Local: Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Sala O Arquipélago.
Endereço: Rua das Andradas, 1223. Centro, Porto Alegre-RS.
Visitação: 06 a 30 de agosto de 2008
De: terça a sexta-feira das 10h as 19h e sábado das 11h as 18h.

05
ago
08

Entrevista sobre o projeto Natureza Gaúcha na TVE

O fotógrafo Zé Paiva fala sobre o lançamento do livro e da exposição Expedição Natureza Gaúcha, no Centro de Cultura Erico Verissimo em Porto Alegre, RS.

04
ago
08

Natureza Gaúcha na TV COM

Entrevista sobre o projeto Expedição Natureza Gaúcha na TV COM em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Confiram:




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