Expedição Cânions do Sul: depoimentos

Vejam abaixo os belos depoimentos de alguns participantes da Expedição Cânions do Sul, que aconteceu na Páscoa e levou 9 aventureiros orientados pelo fotógrafo Zé Paiva e seu assistente Maurício Paiva.

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Cânion, Fortaleza, Cambará do Sul, Rio Grande do Sul – foto de Zé Paiva – Vista Imagens

Na maioria das vezes fotografar é uma ato, por assim dizer, individual. Mas tem um tema , que se no ato de fotografar em si, depende de cada fotógrafo com suas particularidades, no conjunto de sua elaboração se faz cada vez mais coletivamente: a natureza. Sujeita a condições de tempo muitas vezes desfavoráveis, onde o fotógrafo se torna refém das situações de tempo e luz impostas pelas variações climáticas, este tipo de fotografia exige de seus aficcionados um auto grau de determinação e companheirismo. A expedição aos Aparados da Serra foi um belo exemplo disto. Um verdadeiro desafio, que impôs a todos nós a necessidade de um processo de troca coletiva, assim como uma preocupação com a construção de suas imagens. Uma verdadeira aula a céu aberto, tanto no que se refere a captação das imagens, quanto na constante reelaboração de roteiro. Tudo isto realizado coletivamente. Imperdível.

Ronaldo Dias de Andrade

Quando soube da expedição para os cânions do Sul com o Zé Paiva , achei que seria uma excelente oportunidade para fotografar na natureza com um especialista no assunto, além de visitar um lugar que a muito tempo me atraia. Mas o que vivi e aprendi foi muito mais que isso. Os locais, as paisagens, a boa comida, o eco hotel, e toda atenção do Zé mesmo nos momentos em que o clima não esteve favorável nos possibilitou curtir a experiência, e as pessoas especiais que formaram o grupo. Tudo servia para inspiração e a noite ainda teve surpresas fotográficas.

Praticar e absorver novas técnicas nessas condições é muito mais fácil e prazeroso. Zé, espero para breve novas oportunidades de estarmos juntos . Que venham logo as próximas expedições!

Tânia Ribeiro

É incrível o quanto a fotografia, aliada a belas vistas da natureza, pode fazer para renovar e purificar a alma e o corpo. Tivemos um primeiro dia desanimador com a chuva. Mas isso não impediu os registros fotográficos. Capa de chuva no corpo e câmera e guarda-chuva na mão. Fomos atrás de “aventuras”. E conseguimos.

No segundo dia de expedição, depois de caminhar o dia inteiro para conseguir as melhores paisagens para fotografar é hora de retornar ao hotel. Descansar? Não. O fim do dia, e a paisagem magnífica que a estadia nos oferece, possibilita mais chances de fazer fotos. Quando se está vislumbrado com a paisagem, o corpo não reclama. Não sente cansaço nem sono.Fizemos lightpaint até quase meia-noite. Subimos um morro para fotografar o por do sol. Madrugamos para fotografar o nascer do sol e fomos agraciados com um arco-íris. Fotografar a natureza é renovador.

Tudo isso foi possível com a Expedição Fotográfica a Cambará do Sul. Zé Paiva foi perfeito para quem buscava dicas e conselhos. Sem querer ser invasivo, suas recomendações foram importantes para aperfeiçoar meu olhar e minha técnica. Fica também o registro para todas as amizades feitas ao longo da viagem. Em especial para os novos amigos Fernando Pinheiro e Ronaldo Dias De Andrade, que ajudaram muito com conselhos e dica de fotografia. Viajar para fazer fotos com pessoas que possuem paciência para esperar o momento perfeito do clique, e gostam de falar sobre o assunto, é o ambiente perfeito para quem quer aprender, se divertir e apreciar a natureza.

Filipe Scotti

Valeu Zé Paiva!!!! Agradeço por nos ter presenteado com esta expedição!!! A boa energia desta expedição ainda se faz presente e creio que durará pra sempre nesta ótima lembrança!!!

Fernando Pinheiro

Costumo dizer que não sei se viajo para fotografar ou fotografo para poder viajar. São duas paixões!

Minha insaciável busca pelo encantamento me levou a participar da Expedição Natureza com Zé Paiva até os Cânions do Sul. Encantamento por visitar novos lugares… e encantamento pela possibilidade de trazer comigo um registro de uma experiência. E é isso que a fotografia representa na minha vida: uma maneira de contar o que vivi.

Participar dessa experiência com um grupo de pessoas com olhar tão sensível só aumentou minha satisfação, enriquecida por tantos momentos de enorme descontração. A afinidade do grupo fez a expedição crescer e ampliar seu significado.

Saí do Rio de Janeiro com a expectativa por conhecer novos lugares e trazer de volta algumas fotos. Retornei com a bagagem cheia de novos amigos e novos ensinamentos… várias dicas do Zé Paiva sobre fotografia, como também um pouco da história por trás de suas fotos. Mas não só isso. Trouxe também a certeza do convívio harmonioso como componente para o bem viver, convívio entre pessoas e convívio com o meio. Foram tantas descrições e explicações sobre a biodiversidade brasileira que considero ter retornado um pouco mais rica… Uma riqueza de informação, de conhecimento e de alimento para a alma.

Essa expedição permanecerá viva em minha memória, permeada por uma enorme gratidão pela oportunidade de aprender um pouco mais sobre a fotografia, pela gentileza do Zé Paiva, Maurício Paiva e Sr Júlio, e pelo companheirismo e alegria de todo o grupo. Que possamos nos encontrar em novas experiências!

Edilaine Barros

A próxima Expedição é Urubici – o melhor da Serra Catarinense. A viagem está confirmada e as inscrições encerram quinta feira 7 de abril. Veja mais detalhes no link.

 

 

Pé no chão

Uma matéria bacana sobre agroturismo em Santa Rosa de Lima, a capital da agricultura orgânica em Santa Catarina. A Editora Mol que produz a revista já foi parceira em vários projetos, entre eles os livros: Eu amo correr e Eu amo bike. Para fazer essa foto fui ao Sitio da Dida, uma simpática agricultora (orgânica é claro) que também cria abelhas melíponas (aquela nativa sem ferrão). Confira abaixo.

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Texto de Jaqueline Li. Baixe aqui o pdf da matéria completa. 

CURSO DE FOTOGRAFIA DE NATUREZA NO TOCANTINS

Arara-canindé (Ara ararauna), Santuário da Vida Selvagem Agua Fria

Arara-canindé (Ara ararauna), Santuário da Vida Selvagem Agua Fria

De 21 à 24 de maio o fotógrafo Zé Paiva vai ministrar um curso de fotografia de natureza no Santuário da Vida Selvagem Água Fria. No curso o experiente e premiado fotógrafo irá ensinar técnicas para fotografar paisagens, flora, fauna e macro. Além disso falará sobre seus projetos, mostrará trabalhos dos fotógrafos que lhe inspiram e discorrerá sobre os aspectos artísticos da fotografia. No curso Paiva irá entremear abordagens teóricas com saídas a campo para os alunos porem rapidamente na prática os conhecimentos transmitidos.

Parque Estadual do Lajeado

Entardecer no Parque Estadual do Lageado

O Santuário da Vida Selvagem Água Fria fica localizado numa área de 7.500 hectares no município de Guaraí no estado do Tocantins, à 206 quilômetros ao norte de Palmas, capital do estado. Está situado num ecótono (região de transição) entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, contígua à grande área do Ribeirão Tranqueira, perfazendo um total de mais de 100.000 hectares. Esta área é considerada de alta importância biológica pelo MMA, um dos últimos maciços verdes no Estado do Tocantins, um hot-spot do cerrado amazônico tocantinense.

Os alunos ficarão hospedados em meio a belíssima natureza local no Aratama Eco Lodge, localizado na mesma área do Santuário.

Percevejos da familia "Coreidae" (adulto e ninfas)

Percevejos da familia “Coreidae”

Mimosa sp.

Mimosa sp.

Serviço

Data: 21 a 24 de Maio de 2015.

Local: Santuário da Vida Selvagem Água Fria, Guaraí – TO. Rodovia BR 153, km 302 (entre as cidades de Guaraí e Presidente Kennedy – TO).

Vagas: 20 participantes.

Público Alvo: fotógrafos iniciantes, fotógrafos das agências públicas e privadas, profissionais da área de meio ambiente e amantes da fotografia em geral que tenham interesse em aprender e aprimorar suas técnicas de fotografia.

Pré-requisitos

 · Ser maior de 18 anos.
· Conhecimento básico de fotografia (velocidade, abertura do diafragma) e possuir câmera fotográfica digital que permita regulagem manual.
· Ainda que as atividades práticas sejam leves e não exijam grandes esforços físicos, é desejável um mínimo de preparo físico e experiência em situações de vida ao ar livre.
· Espírito de equipe, gosto por aprender, compartilhar experiências e conhecer pessoas e lugares.

Conteúdo Programático

1º dia de aula – 9h-12h e 14h-18h

No primeiro dia serão abordados aspectos teóricos em sala de aula, tais como:

• história da fotografia de natureza e de expedições

• estudo dos trabalhos autorais de mestres da fotografia de natureza

• apresentação dos equipamentos usados pelo professor

• análise dos equipamentos existentes no mercado.

A tarde haverá uma saída a campo das 16h às 18h para cumprir uma pauta sugerida pelo professor.

2º dia de aula – 6h-12h e 14h-19h

6h-9h – saída a campo para prática fotográfica

9h-10h – café da manhã

10h-12h – aula em sala – análise das fotos obtidas pelos alunos

12h-14h – almoço

14h-16h – aula em sala

16h-18h – saída a campo para prática fotográfica

Serão abordados os seguintes tópicos:

• comportamento dos animais

• iluminação natural e artificial

3º dia de aula

6h-9h – saída a campo para prática fotográfica

9h-10h – café da manhã

10h-12h – aula em sala – análise das fotos obtidas

12h-14h – almoço

14h- 16h – aula em sala – macrofotografia de plantas e insectos.

16h-18h – saída a campo para prática fotográfica

4º dia de aula

6h-9h – saída a campo para prática fotográfica

9h-10h – café da manhã

10h-12h – análise das fotos dos alunos

12h-14h – almoço

14h – 18h – aula em sala abordando elementos visuais na composição da fotografia e edição de fotos

Observações:

• O que o aluno deve trazer – câmera reflex, tripé, material para limpeza das lentes, baterias e cartões de memória, carregadores, lanterna, capa de chuva, cantil, tênis ou bota para trilha, chapéu, protetor solar e repelente.

• O professor sugere que o aluno leve notebook com o software Adobe Lightroom ou similar para melhor aproveitamento do curso

• Carga Horária: 35h/aula

• Eventualmente podem haver projeções de filmes e fotos a noite.

Inscrições:
 R$ 800,00 à vista (inclui hospedagem e alimentação) ou R$ 900,00 que pode ser parcelado em três vezes.
José Luiz Martins (Zé) Paiva trocou a engenharia pela fotografia após uma longa viagem pela Europa e norte da África, em 1983. Iniciou na sucursal do jornal “O Globo” em Porto Alegre. Aprimorou seus estudos em 1993 no International Center of Photography, em Nova Iorque. Em 2012 concluiu sua pós graduação em fotografia pela UNIVALI. Ensinou fotografia na UDESC, FURB e ESPM. Realizou exposições nas principais cidades do Brasil e recebeu diversos prêmios, entre eles o Raulino Reitz, da Fundação Do Meio Ambiente de Santa Catarina, em 2002, e menções honrosas no International Photo Awards, em Nova Iorque, em 2005, 2006 e 2012, e no Prix de La Photographie, em Paris, em 2007. Em 2009 foi selecionado para a coleção Pirelli / MASP de fotografia. Em 2010 foi finalista do prêmio Conrado Wessel. Em 2012 recebeu o prêmio Marc Ferrez da FUNARTE. Em 2004, lançou o livro Santa Catarina – cores e sentimentos, pela editora Escrituras. Concebeu e coordenou o projeto do livro Expedição Natureza Santa Catarina, lançado em 2005. Em 2008 lançou o segundo livro da série, Expedição Natureza Gaúcha. Em 2012 lançou o terceiro livro da série Expedição: a Natureza do Tocantins.

Fotógrafo generalista

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Saiu na última revista Digital Photographer Brasil (edição  29 – fevereiro 2013) uma matéria de seis páginas sobre a minha carreira. O texto foi escrito por Hans Georg, fotógrafo gaúcho radicado em São Paulo e criador do Foto Escambo.

A matéria foi fruto de uma entrevista de quase duas horas que Hans transformou num texto sucinto, fluido e super gostoso de ler. A edição de imagens foi do Mário Amaya, que também é editor da revista, e ficou ótima também. O resultado foi uma matéria de seis páginas e dez fotos de diferentes fases da minha carreira.

Além disso a revista tem várias outras matérias interessantes tais com: como fotografar temas com alta velocidade, dicas de photoshop, projetos, portfólios, fotos em clima extremo, testes e outros assuntos. Recomendo! Abaixo uma palhinha da matéria. Boa leitura!

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Baixe a matéria completa aqui Pages from DPBR29

Prêmio Marc Ferrez

A Fundação Nacional de Artes, FUNARTE, divulgou o resultado do XII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia. Foram 45 projetos contemplados em 3 categorias diferentes:

Módulo 1: Projeto de livre criação fotográfica: 15 projetos.
Módulo 2: Projeto de documentação fotográfica do Brasil: 15 projetos.
Módulo 3: Projeto de produção de reflexão crítica sobre fotografia: 15 projetos.

Os prêmios são de R$ 50 mil para cada projeto totalizando R$ 2,25 milhões.

O meu projeto “Iluminados – personagens da Ilha de Santa Catarina” foi um dos contemplados da categoria documental. O objetivo geral é mostrar uma visão pessoal sobre o tema retrato, através dos personagens em seu contexto de trabalho. Ao mesmo tempo vai revelar os retratados, alguns conhecidos do público, outros ilustres desconhecidos. Todos os “personagens” terão em comum o fato de terem uma longa história de vida e portanto acumularem uma sabedoria de algum campo particular da cultura da Ilha de Santa Catarina.

Serão no total 20 retratos e um autorretrato que serão expostos como backlights, ou seja, em caixas pretas com luz por trás, dentro de uma sala na penumbra. Este projeto foi concebido a partir de um trabalho realizado para a disciplina Imagem e Comunicação ministrada pela professora Dra. Denise Camargo, que fiz como parte da minha pós-graduação em fotografia na UNIVALI.

O ponto de partida foi uma série de autorretratos partindo de uma pose frontal, sentado, com uma roupa, fundo e cenário neutros. A partir daí fiz uma primeira imagem com uma iluminação aberta e difusa. Nas fotos seguintes iluminei-me através de lightpainting (pintura de luz com uma lanterna). Quis com isso mostrar como somente a iluminação já é capaz de dar subjetividade ao resultado final. A partir daí, incentivado pela professora Denise, iniciei uma experimentação para construir uma série de retratos de personagens usando essa técnica, incorporando à imagem a contextualização dada pelo cenário doméstico de cada retratado.

A inspiração para este projeto veio do livro “A fotografia entre documento e arte contemporânea” do pesquisador francês André Rouillé (Editora SENAC 2009). No capítulo “A transparência”, Rouillé descreve o trabalho de Bertillon, em 1888, no Serviço de Identificação da Chefatura de Paris. O mérito de Bertillon foi, segundo Rouillé, mostrar concretamente que a transparência da fotografia-documento não é produto automático da máquina, de um simples registro, mas o resultado de uma hábil construção de injunções (nitidez, luminosidade, frontalidade…) e de proibições (sem sombra, sem deformação, sem autor…).

Mais adiante, Rouille começa a anunciar a fotografia-expressão quando declara que o menor enquadramento é ao mesmo tempo inclusão e exclusão, que o mais extraordinário ponto de vista é tomada de posição, que o registro mais espontâneo é construção, é preciso insistir nisto: que informar é, sempre, de uma certa maneira, criar o acontecimento, representá-lo. Quando o autor finalmente discorre sobre a fotografia-expressão, afirma que os seus traços principais são: o elogio da forma, a afirmação da individualidade do fotografo e o dialogismo com os modelos.

Neste projeto vamos justamente questionar a objetividade da imagem, já que os registros tem a interferência do artista na intervenção no cenário, mudando de lugar objetos, móveis e adereços, e na gestualidade da iluminação lightpainting, que carrega consigo uma marca de imprevisibilidade, já que o artista não tem um controle preciso do processo. Os modelos e os cenários dialogam com a individualidade do artista que vai ser atraído pela cor de um tapete, pelo brilho de um crucifixo, por exemplo, e revelará esses aspectos no percurso do seu lightpainting.

Expedição Natureza do Tocantins

Na última quarta-feira meu novo livro, Expedição Natureza Tocantins, entrou na reta final de sua realização, a impressão.

Junto com o produtor gráfico, Reinaldo Caruso, fui até a gráfica Coan, em Tubarão, para acompanhar de perto o início do trabalho. Já havíamos previamente, ainda em Floripa, aprovado as provas de todas as páginas do livro e do revestimento da capa, . O desafio agora era fazer com que a impressão chegasse o mais perto possível das provas, ou, em alguns casos, corrigisse algum desvio. Isso requer um trabalho em conjunto do autor, do impressor e do produtor gráfico.

Reinaldo tem uma vasta experiência na área, pois já trabalhou com produção gráfica em diversas agências e gráficas de Floripa e São Paulo. Sua experiência me deixou mais seguro de alcançar o resultado esperado, afinal, para um livro de fotografia a qualidade da impressão é crucial.

Até chegar neste ponto foi um…

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