Nos dias 16, 17 e 18 de agosto, tivemos uma oficina de fotografia contemplativa oferecida pelo fotógrafo Zé Paiva no CEBB Mendjila, um centro de estudos budistas localizado em Canelinha , Santa Catarina, onde vive o fotógrafo desde 2016. Esta oficina já foi oferecida por Zé Paiva em várias cidades do Brasil e mistura conceitos budistas, meditação e práticas de fotografia. A ideia é desconstruir o olhar para fotografar numa atitude contemplativa. Vejam abaixo algumas das fotos produzidas pelos participantes.
Vejam abaixo alguns depoimentos e momentos da oficina:
Fruição, deleite e expansão de consciência. É o que eu senti ao fazer está oficina. Agradavelmente em refúgio na maravilhosa assembleia da Sangha, meditações e uma alimentação extraordinária é que fui nutrida neste final de semana. Cuidadosamente Zé Paiva promoveu um afrouxamento dia condicionamentos mentais, e sem que me desse conta me apresentou novos olhos para ver Dharma Aart em tudo. Cheguei atrasada, sem técnica e sem material fotográfico adequado. Zé Paiva conduziu uma meditação e nos ordenou que saíssemos em silêncio carregando aquele estado para assim olhar. Disse: ” A fotografia já está lá, deixe que ela se apresente para você. Filosoficamente (e literalmente também) caminhei pela estrada com o meu “não saber” procurando por formas, cores e luzes para fotografar. Mas foi quando parei de procurar é que de fato algo me encontrou. No canto da estrada co- emergiu um Ser místico. Ele estava nú, e tão surpreso quanto eu por ter sido revelado: Então clic! E assim se deu a lição, sem técnica, sem luz ou ângulo adequados. Apenas movida pela intenção que registrar um momento de puro fascínio. Obrigada Zé Paiva, por desnudar, através da fotografia contemplativa uma nova dimensão de beleza e espanto.
Thaís Soares
Estar com vocês nesta oficina foi uma dádiva. Fui atraída pela palavra ‘contemplar’ e todo seu significado, o que fez jus ao que foi vivenciado. Cada imagem captada, vinha com um aroma que perfumava a alma. Abstraída de mim, em apreciação, num processo contínuo de observação externa e interna. Poderia traduzir a experiência como a beleza de um lusco-fusco. Gratidão a todos pela companhia e ao Zé Paiva com seu talento alquímico.
Deisi Tezza
A oficina foi uma rica experiência em grupo sobre contemplação e fotografia. Agradeço imensamente ao Zé Paiva pela disponibilidade e aos colegas pela amizade e partilha de momentos tão especiais. Gratidão a todos.
Vilma da Silva Melo
Obrigada Zé, por trazer de volta o meu encantamento pela fotografia, e dessa vez com um novo olhar. Vendo a beleza em coisas simples, exatamente como está minha vida agora.
Taty Leite
Queridos, estou sem palavras para descrever o que foi a experiência desse curso. Eu não tenho nenhuma experiência com fotografia e, como disse no curso, nem gosto de fotografar, porém o curso me levou para um lugar novo e belo com tanta delicadeza e profundidade ao mesmo tempo que é difícil de expressar. Saio dessa experiência com a mente expandida, com a alegria de um novo saber, novas amizades e uma vontade enorme de saber mais sobre o universo da fotografia. Gratidão imensa Zé Paiva e a todos os participantes.
Marcia Correa Soares
Eu estava aqui pensando exatamente isso quando chegou sua mensagem. E suas palavras traduzem o bem que foi feito para nossa “alma”. E como na letra da música do Lenine que a vida é tão rara tão rara. Pude perceber pela fotografia contemplativa como é rara ! E peço ao Zé Paiva que multiplique muito essas oficinas porque são mágicas. Quando olho nossas fotos fico encantada. Zé Paiva muita gratidão e muitas bençãos em sua jornada .
Patricia Eufrosino
Gratidão por esse fim de semana tão rico de experiências e conhecimento, Zé Paiva! Que esse olhar contemplativo se expanda cada vez mais no dia a dia de todos nós.
O projeto Expedição Natureza da Ilha chegou na Galeria de Arte do Mercado Público Municipal de Florianópolis. Dia 19 de março abriu a exposição com uma visita guiada com Zé Paiva e depois tivemos um delicioso coquetel vegano com apoio do Espaço Nutrir.
Antes disso projeto já tinha passado por outros dois locais além do Jardim Botânico, onde foi o primeiro lançamento. Esteve no Parque Ecológico do Córrego Grande e no Campo Escoteiro Paulo dos Reis, no Parque Estadual do Rio Vermelho. Portanto a exposição está no quarto local com mais de mil visitantes até o momento. Na Galeria do Mercado Público ela entrou na programação da Maratona Cultural, que marcou o aniversário de 351 anos da cidade. Além disso houveram 7 visitas guiadas e 8 oficinas de fotografia de natureza nestes quatro locais.
No dia 21 de fevereiro de 2024 aconteceu o lançamento do livro Expedição Natureza da Ilha no Espaço Cultural Glauco Olinger, no Jardim Botânico de Florianópolis. O evento começou com uma visita guiada pelo fotógrafo Zé Paiva as 17h e as 18h começou a vernissage, com um coquetel totalmente vegano do Espaço Nutrir. Acima algumas fotos do evento que estendeu-se até as 20h. As fotos são de Marina Colin.
Em novembro de 2023 aconteceu a terceira Expedição Fotográfica Amazonas. Estivemos a ponto de adiar a viagem por conta da seca histórica que estava em curso. No finalmente decidimos ir mesmo assim, pois o Rio Negro estava navegável e afinal de contas, era um evento histórico a ser fotografado. Tivemos que fazer algumas adaptações por conta de locais que estavam inacessíveis, o que faz parte de uma expedição: replanejar sempre que necessário.
Saímos de Manaus subindo o Rio Negro até a aldeia do povo indígena Tatuyo onde assistimos uma apresentação de dança e música. De lá seguimos para o Sítio Palmeiral, onde, no dia seguinte, fizemos uma trilha na floresta amazônica de terra firme. Sim, também existem as florestas inundáveis. Como Rio Negro estava muito baixo, se formaram largas faixas de areia na margem e em algumas pedras podiam ver-se inscrições rupestres. No final do dia fizemos uma saída num igarapé para ver a avifauna local.
No outro dia de amanhã bem cedo, antes do sol nascer, fizemos outra saída no igarapé para fotografarmos a fauna, pois este é um dos melhores horários para isso. Durante o dia fizemos outra trilha, já dentro do Parque Nacional de Anavilhanas e no final da tarde fomos ver o pôr do sol numas pedras que os botos costumam frequentar.
No dia seguinte fomos bem cedo observar a avifauna na floresta de terra firme, na base do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – o orgão que administra as unidades de conservação federais. Descendo o rio, chegamos a outra base do ICMBio, instalada em um flutuante (casa sobre uma espécie de balsa) na entrada de um igarapé. Lá mora um jacaré-açú embaixo do flutuante que ganhou até um nome: Jack. Depois de explorar outro igarapé voltamos no flutuante e Jack resolveu aparecer: um belo espécime de mais de dois metros de comprimento proporcionou ótimas fotos para todos. A noite fizemos uma saída de voadeira para focar jacarés. Até encontramos alguns mas não com a mesma luz de Jack. A focagem é uma atividade que se faz com um facho de luz potente e de longe se vê o brilho dos olhos dos animais.
Na volta para Manaus passamos num flutuante para a atividade com o boto-cor-de-rosa, que consiste em entrar dentro d’água junto com uma pessoa que vai dar peixes para um grupo de botos que frequentam aquele lugar. Essa atividade é permitida pelo ICMBio dentro de algumas regras (numero de peixes, tempo máximo da atividade, etc.). O boto-vermelho, como é chamado na Amazônia, é um animal incrível e ficar tão perto dele é uma experiência inesquecível.
O Parque do Cantão está localizado no encontro dos rios Javaés e Coco. É uma unidade de conservação com cerca de 90 mil hectares de área, entrecortado por florestas amazônicas, vegetação de cerrado e com mais de 800 lagos que na época da cheia se interligam.
Na região norte da ilha do Bananal localiza-se o Parque Nacional do Araguaia, cujo objetivo é a preservação ambiental aliada a conservação cultural do Parque Indígena do Araguaia onde estão as aldeias indígenas das etnias Carajás e Javaés. A Ilha do Bananal é a maior ilha fluvial do mundo, com uma extensão de 320 km e com aproximadamente 55 km de largura, formada pelos rios Araguaia e Javaés.
A região tem uma biodiversidade riquíssima com diversas espécies de aves, mamíferos e répteis: colhereiros, tuiuiús, ciganas, jacarés, ariranhas, tartarugas e veados, entre outros. O clima é bem definido com apenas duas estações: verão (estação da seca) de junho a outubro, e inverno (estação das chuvas) de novembro a maio.
A expedição fotográfica conta com a orientação fotográfica do experiente e premiado fotógrafo Zé Paiva que vai dar dicas sobre fotografias de paisagem, fauna, flora, macro e light painting, tudo na prática:
ITINERÁRIO DE VIAGEM – 29 DE MAIO A 2 DE JUNHO
Terça-feira – 28 de maio – Palmas
19h00 – Jantar livre com Zé Paiva. (não está incluído no pacote)
Quarta-feira – 29 de maio – Palmas > Caseara
7h00 – Café da manhã.
8h00 – Saída de Palmas em direção a Caseara. No caminho parada em casa de pamonha, curau e bolo de milho.
12h00 – Chegada à Pousada Sonho Meu em Caseara.
12h30 – Saída para o almoço.
14h00 – Na parte da tarde, após as orientações de comportamento na floresta por nossa equipe, sairemos embarcados da pousada rumo ao Parque Estadual do Cantão. A bordo de uma lancha rápida e com todos os equipamentos de segurança, subiremos pelo Rio do Coco até a sede do Parque Estadual do Cantão para nossa primeira caminhada na floresta. No retorno há possibilidade de lindas imagens do pôr do sol.
20h00 – Jantar e orientações sobre a expedição do dia seguinte.
Quinta-feira – 30 de maio – Caseara > Araguaia Lodge
7h00 – Café da manhã
Após o café da manhã, deixaremos a pousada e, embarcados, realizaremos nosso deslocamento pelo Rio Araguaia. Vamos seguir costeando o Parque Estadual do Cantão, de um lado, e na outra margem o estado do Pará, até a Foz do Rio Javaés, onde fica a ilha que abriga o Araguaia Lodge (vizinha à Ilha do Bananal). Durante o trajeto teremos a oportunidade de tomar banho e fotografar inúmeras praias desertas de areias brancas. Nesta época, final das cheias, vamos navegar na altura das copas das árvores.
O Araguaia Lodge está localizado em uma ilha de 54 hectares no Rio Araguaia com grandes barracas equipadas com camas, roupas de cama e banho. O Lodge dispõe de um moderno sistema de energia solar e internet e de uma típica cozinha ribeirinha.
12h30 – Almoço com comida estilo ribeirinha feita em fogão a lenha. Após o almoço e um merecido descanso no “redário” com vista do Rio Araguaia.
14h30 – Sairemos embarcados novamente para conhecer alguns dos mais de 800 lagos do Parque Estadual do Cantão. Vamos navegar pelo Rio Javaézinho através de estreitos canais nos quais poderemos observar a vida silvestre da região. Ao pôr do sol chegaremos de volta à nossa base, onde está tudo estará organizado para o nosso primeiro pernoite na floresta.
Sexta-feira – 31 de maio – Araguaia Lodge
6h00 – Acordando bem cedinho com os pássaros, nosso chef vai preparar um saboroso café da manhã, e seguiremos embarcados para o interior da maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal, sede do Parque Nacional do Araguaia. A ilha do Bananal é um lugar muito preservado, repleto de histórias. Nossa equipe de guias vai contar causos e lendas desta antiga região.
12h00 – Retorno para o Lodge e almoço.
14h00 – Na parte da tarde sairemos para fazer uma caminhada na ilha, onde todos conhecerão um pouco da vegetação da floresta amazônica e suas plantas medicinais. Uma trilha 100% sombreada, dentro de uma floresta alta, passando por lagos e praias desertas. Ao final um delicioso banho de rio e fotos ao pôr do sol.
20h00 – Jantar. Após a refeição sairemos embarcados em busca do maior jacaré das Américas, o jacaré-açu, que domina os lagos e rios amazônicos. Retorno e pernoite
Sábado – 1º de junho – Araguaia Lodge
6h00 – Café da manhã. Após o café da manhã, sairemos embarcados para procurar os botos-do-araguaia (Iria araguaienses), uma espécie de golfinho endêmico do Rio Araguaia. Esta espécie foi descrita nos livros de ciência no ano de 2014 pelo INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). Muito dóceis tentaremos observá-los nos rios da região. Esta época é período de reprodução dessa espécie.
Durante os passeios, teremos a oportunidade de tomar deliciosos banhos em águas quentes e claras do Rio Araguaia e seus afluentes que saem do interior da Ilha do Bananal.
12h00 – Almoço
À tarde partiremos para mais um safári embarcado para observar a avifauna da região, uma oportunidade única de apreciar a natureza em seu estado natural. Nossos guias tem muito conhecimento sobre a região e podem tirar suas dúvidas sobre este ambiente de transição de biomas. No final da tarde vamos parar em uma praia para fotografar o pôr do sol.
20h – Após jantar partiremos para mais um safári para observar animais de hábitos noturnos.
Domingo – 2 de junho – Araguaia Lodge > Caseara > Palmas
7h00 – Café da manhã
Após o café da manhã em horário pré-determinado nos despediremos do Araguaia Lodge e embarcados retornaremos em nossas lanchas rápidas para a Pousada Sonho Meu na cidade de Caseara, nosso ponto de apoio. Durante o trajeto, visitaremos inúmeras praias desertas no qual teremos oportunidade de realizar novas fotografias da paisagem e animais silvestres.
Após o almoço partiremos de carro para Palmas.
* Fim dos nossos serviços
** O itinerário acima está sujeito às condições climáticas.
Veja aqui como foram as outras Expedições Araguaia:
Acompanhamento e orientação fotográfica durante a viagem com Zé Paiva.
4 pernoites na Pousada Sonho Meu em Caseara e na floresta no Araguaia Lodge, em quartos duplos com 2 camas separadas ou 1 cama de casal;
Transporte rodoviário com motorista (Palmas x Caseara x Palmas – TO);
Safáris fotográficos (diurnos e noturnos);
Refeições em restaurantes da região e ribeirinhos nos dias 29/05 a 02/06 conforme roteiro.
Visita ao Parque Estadual do Cantão.
Visita a Ilha do Bananal (Parque Nacional do Araguaia).
01 barco a motor 18 ou 40 hp + combustível com piloto náutico;
Equipamentos de segurança (coletes salva vidas, bancos de barco especiais e perneiras para caminhada);
Trekking (caminhada Amazônia & Cerrado);
01 guia de trilha profissional com experiência local e esportiva;
Lanche de bordo e de trilha (barrinhas de cereal, chocolates, biscoitos salgados e doces);
Caixa térmica equipada: (gelo, suco, frutas e água);
Taxa parque.
*Atendemos vegetarianos e veganos entre outras restrições alimentares.
O que não está incluído:
A noite de 28/05 em Palmas TO.
Passagens aéreas e transfer de chegada e partida de/para aeroporto.
Nenhum transporte que não esteja mencionado acima.
Gorjetas, refeições não mencionadas, bebidas e telefonemas;
Equipamento fotográfico;
Refeições em Palmas, telefonemas, seguros e demais serviços não mencionados.
CONDIÇÕES COMERCIAIS
A – Pagamento por depósito bancário:
Total por pessoa em quarto duplo: R$ 3.946,00 à vista em até 7 dias após a reserva ou até 19/04/24, o que acorrer primeiro.
Ou R$ 4.103,00 parcelado. A última parcela deve ser depositada até 19/04/24.
Total por pessoa em quarto individual: R$ 4.488,00 à vista em até 7 dias após a reserva ou até 19/04/24, o que acorrer primeiro.
Ou R$ 4.667,00 parcelado. A última parcela deve ser depositada até 19/04/24.
B – Pagamento com cartão de crédito via PayPal:
Total por pessoa em quarto duplo: 4 x R$ 1.085,00
Total por pessoa em quarto individual: 4 x R$ 1.234,00
Prazo para inscrições: Até 12 de abril de 2024 ou até as vagas se esgotarem.
VAGAS LIMITADAS! Grupo máximo de 12 e mínimo de 6 pessoas. Saída com grupo menor garantida mediante valor adicional. Consulte-nos!
Para conferir nossa política de cancelamento, clique aqui.
Fotógrafo Zé Paiva
Trocou a engenharia pela fotografia em 1984 e desde então viaja pelos quatro cantos do mundo criando imagens. É pós graduado em fotografia pela UNIVALI. Já ensinou fotografia na ESPM, UDESC e FURB. Autor dos livros Expedição Natureza Catarina, Natureza Gaúcha e Natureza Tocantins. Suas fotos foram selecionadas para a coleção Pirelli MASP em 2009. Em 2012 recebeu o Prêmio Marc Ferrez da FUNARTE.
Dia 21 de fevereiro no Espaço Glauco Olinger – Jardim Botânico de Florianópolis – vai acontecer o lançamento do livro e da exposição fotográfica do projeto Expedição Natureza da Ilha. O fotógrafo Zé Paiva ficou de maio a outubro de 2023 fotografando os mais diversos rincões da ilha em busca do que resta de natureza. Nas palavras dele:
“Foram 220 quilômetros caminhando por trilhas com pesadas mochilas, 60 quilômetros remando uma canoa canadense e mais de 1.800 quilômetros de carro, para respirar todos os recantos da ilha. Entrei em florestas, atravessei dunas, restingas e lagoas, cruzei manguezais e costões. Para ter uma visão de pássaro, fiz 43 trilhas aéreas usando um drone, num total de 121 quilômetros. A visão da Ilha do alto é impressionante. Um misto de adrenalina com maravilhamento. Ver a paisagem de uma ângulo inusual nos dá uma ideia da grandiosidade da natureza e ao mesmo tempo do impacto que causamos. Foram 11.750 fotografias feitas durante 7 meses de trabalho de campo para chegar nas cento e poucas que compõem este livro.”
Nos últimos meses tenho dedicado grande parte do meu tempo para este novo projeto que vai retratar a natureza da Ilha de Santa Catarina, a porção insular de Florianópolis, e transformar o resultado num livro. Nasci em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, mas em 1985, com 23 anos de idade, me mudei para Floripa, onde construi minha carreira e tive dois filhos, Maurício e Iara. A Ilha me acolheu como uma grande mãe, com suas lagoas, praias, morros, florestas, dunas e restingas. Já estava na hora de prestar uma homenagem a este lugar onde morei por 31 anos.
Já foram 4 expedições focando nas regiões sul, leste, centro e norte da ilha, nesta ordem. Neste mês de setembro espero finalizar as saídas a campo fazendo algumas pautas que faltaram por motivos diversos nas outras expedições. Foram muitos quilômetros caminhando em trilhas e remando uma canoa canadense pelas lagoas e rios da ilha. O projeto está focando prioritariamente as UCs, unidades de conservação, que são 15 no total (sem contar as reservas particulares): 11 são municipais, 2 estaduais e 2 federais.
Vão entrar também algumas áreas naturais que não estão dentro de UCs (e talvez devessem estar, por sua beleza ou importância ecológica). Vamos incluir também áreas que são exemplos de uma convivência harmônica entre o ser humano e a natureza, como propriedades agro-ecológicas.
Enfim, se você quiser saber mais sobre este projeto visite a página Santa Catarina Nature Expedition aqui no blog e confira os destaques no meu perfil no instagram. Acima e abaixo algumas das fotografias feitas nas expedições citadas. Esta é uma primeira edição entre as 8549 fotografias feitas até agora, algumas com câmeras Sony Alfa e outras com um drone DJI Mini 3 Pro. Divirtam-se e deixem seus comentários!
Em junho de 2022, levei duas turmas para as primeiras expedições fotográficas na Amazônia organizadas e lideradas por mim. Na segunda delas participou a Elise, minha amiga e aluna do Lama budista Padma Samten, assim como eu. Nos conhecemos, aliás, num grupo de estudos do CEBB há alguns anos atrás e ambos somos colaboradores da revista Bodisatva (eu bem mais eventual do que ela), onde esse ensaio foi publicado recentemente.
Esta expedição subiu o Rio Negro a partir de Manaus até o arquipélago de Anavilhanas, um parque nacional formado por mais de 400 ilhas. Fomos na época das cheias, o que nos proporcionou a experiência de fazer trilhas aquáticas numa lancha e contemplar a mágica floresta inundada e sua rica fauna. Este ano, em novembro, iremos fazer uma nova expedição para o Amazonas, mas dessa vez na época das secas, quando o rio revela suas praias de areias brancas. Veja mais detalhes de como participar clicando aqui.
Abaixo as fotos e texto da Elise Bozzetto
“Algumas experiências são difíceis de absorver, tanto mais colocar em palavras. A Amazônia foi uma delas. Ficamos 5 dias morando em um barco, refugiados no quieto, negro e imenso Rio Negro. Junho, época das cheias, a floresta descansa embaixo da água. Navegávamos pela copa de árvores, brincando de exploradores do mar de verde que se colocava diante de nossos olhos. E como enchia os olhos aquele mar. De beleza e de lágrimas, pois a conexão escorre quando não encontramos outras formas de absorver tanta imensidão.
É tanto verde, é tanta exuberância que não dá para entender como aquilo tudo segue de pé sob um solo arenoso, pobre e frágil. A botina, na pouca terra firme onde ficamos antes de imergir na floresta inundada, voltava cheia de areia para nossa casa, nosso barco. Deve ser algum tipo de mágica. É mágico, extraordinário, como diz o Lama Padma Samten, meu professor.
Uma noite, ficamos na lancha, no meio do rio. Em silêncio, apenas os sons da Floresta contavam histórias. Fitávamos o céu estrelado, sem interferência da poluição luminosa. Não havia outra luz a não ser as que vinham das estrelas (era lua nova, grande mérito para vivermos aquele momento). E quantas estrelas! Nunca vi tantas. Não imaginava que o céu era tão cintilante. Meus olhos vertiam aquilo que eu simplesmente não conseguia guardar dentro de mim. A água do Rio Negro, de repente, estava em mim também e, sob aquele céu, de certa forma, eu me senti pó de estrela, de todas aquelas estrelas.”
Estamos em fase de captação de um novo projeto: Expedição Natureza da Ilha, que vai resultar num livro (o quarto da série Expedições), numa exposição itinerante, palestras, oficinas, e-book e um hotsite. Veja aqui abaixo um resumo do projeto e como apoia-lo.
Se você preferir pode baixar o PDF desse portfólio. Qualquer dúvida não hesite em entrar em contato conosco. Teremos o maior prazer em esclarecer.
venha conhecer onde o cerrado encontra a amazônia e o pantanal no coração do brasil!
Nesta expedição iremos conhecer o Parque Estadual do Cantão e a Ilha do Bananal, onde fica o Parque Nacional do Araguaia.
O Parque do Cantão está localizado no encontro dos rios Javaés e Coco. É uma unidade de conservação com cerca de 90 mil hectares de área, entrecortado por florestas amazônicas, vegetação de cerrado e com mais de 800 lagos que na época da cheia se interligam.
Na região norte da ilha do Bananal localiza-se o Parque Nacional do Araguaia, cujo objetivo é a preservação ambiental aliado a conservação cultural do Parque Indígena do Araguaia onde estão as aldeias indígenas das etnias Carajás e Javaés. A Ilha do Bananal é a maior ilha fluvial do mundo, com uma extensão de 320 km e com aproximadamente 55 km de largura, formada pelos rios Araguaia e Javaés.
A região tem uma fauna riquíssima com diversas espécies de aves, mamíferos e répteis: colhereiros, tuiuiús, ciganas, jacarés, ariranhas, tartarugas e veados, entre outros. O clima é bem definido com apenas duas estações: verão (estação da seca) de junho a outubro, e inverno (estação das chuvas) de novembro a maio.
A expedição fotográfica conta com a orientação fotográfica do experiente e premiado fotógrafo Zé Paiva que vai dar dicas sobre fotografias de paisagem, fauna, flora, macro e light painting, tudo na prática:
ITINERÁRIO DE VIAGEM – 6 a 10 DE SETEMBRO
Terça-feira – 5 de setembro – Palmas
19h00 – Aula inaugural (em hotel a definir) e jantar livre com Zé Paiva.
Quarta-feira – 6 de setembro – Palmas – Caseara
7h00 – Café da manhã.
8h00 – Saída de Palmas em direção a Caseara. No caminho parada em casa de pamonha, curau e bolo de milho.
12h00 – Chegada à Pousada Sonho Meu em Caseara.
12h30 – Saída para o almoço.
14h00 – Na parte da tarde, após as orientações de comportamento na floresta por nossa equipe, sairemos embarcados da pousada rumo ao Parque Estadual do Cantão. A bordo de uma lancha rápida e com todos os equipamentos de segurança, subiremos pelo Rio do Coco até a sede do Parque Estadual do Cantão para nossa primeira caminhada na floresta. No retorno há possibilidade de lindas imagens do pôr do sol.
20h00 – Jantar e orientações sobre a expedição do dia seguinte.
Quinta-feira – 7 de setembro – Caseara
7h00 – Café da manhã
Após o café da manhã, deixaremos a pousada e, embarcados, realizaremos nosso deslocamento pelo Rio Araguaia. Vamos seguir costeando o Parque Estadual do Cantão, de um lado, e na outra margem o estado do Pará, até a Foz do Rio Javaés, onde fica a ilha que abriga o Araguaia Lodge (vizinha à Ilha do Bananal). Durante o trajeto teremos a oportunidade de tomar banho e fotografar inúmeras praias desertas de areias brancas onde poderemos encontrar tartarugas-da-amazônia desovando nessa época.
O Araguaia Lodge está localizado em uma ilha de 54 hectares no Rio Araguaia. Está equipada com grandes barracas equipadas com camas, roupas de cama e banho. O Lodge dispõe de um moderno sistema de energia solar e internet e de uma típica cozinha ribeirinha.
12h30 – Almoço com comida estilo ribeirinha feita em fogão a lenha. Após o almoço e um merecido descanso no “redário” com vista do Rio Araguaia.
14h30 – Sairemos embarcados novamente para conhecer alguns dos mais de 800 lagos do Parque Estadual do Cantão. Vamos navegar pelo Rio Javaézinho através de estreitos canais nos quais poderemos observar a vida silvestre da região. Ao pôr do sol chegaremos de volta à nossa base, onde está tudo estará organizado para o nosso primeiro pernoite na Floresta.
Sexta-feira – 8 de setembro – Araguaia Lodge
6h00 – Acordando bem cedinho com os pássaros, nosso chef vai preparar um saboroso café da manhã, e seguiremos embarcados para o interior da maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal, sede do Parque Nacional do Araguaia. A ilha do Bananal é um lugar muito preservado, repleto de histórias. Nossa equipe de guias vai contar causos e lendas desta antiga região.
12h00 – Retorno para o Lodge e almoço.
14h00 – Na parte da tarde sairemos para fazer uma caminhada na ilha, onde todos conhecerão um pouco da vegetação da floresta amazônica e suas plantas medicinais. Uma trilha 100% sombreada, dentro de uma floresta alta, passando por lagos e praias desertas. Ao final um delicioso banho de rio e fotos ao pôr do sol.
20h00 – Jantar. Após a refeição sairemos embarcados em busca do maior jacaré das Américas, o Jacaré-açu, que domina os lagos e rios amazônicos. Retorno e pernoite
Sábado – 9 de setembro – Araguaia Lodge
6h00 – Café da manhã. Após o café da manhã, sairemos embarcados para procurar os botos (Iria araguaienses), uma espécie de golfinho endêmico do Rio Araguaia. Esta espécie foi descrita nos livros de ciência no ano de 2014 pelo INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). Muito dóceis tentaremos observá-los nos rios da região.
Durante os passeios, teremos a oportunidade de tomar deliciosos banhos em águas quentes e claras do Rio Araguaia e seus afluentes que saem do interior da Ilha do Bananal.
12h00 – Almoço
À tarde partiremos para mais um safári embarcado para observar a avifauna da região, uma oportunidade única de apreciar a natureza em seu estado natural. Nossos guias tem muito conhecimento sobre a região e podem tirar suas dúvidas sobre este ambiente de transição de biomas. No final da tarde vamos parar em uma praia para fotografar o pôr do sol.
20h – Após jantar partiremos para mais um safári para observar animais de hábitos noturnos.
Domingo – 10 de setembro – Araguaia Lodge – Caseara – Palmas
7h00 – Café da manhã
Após o café da manhã em horário pré-determinado nos despediremos do Araguaia Lodge e embarcados retornaremos em nossas lanchas rápidas para a Pousada Sonho Meu na cidade de Caseara, nosso ponto de apoio. Durante o trajeto, visitaremos inúmeras praias desertas no qual teremos oportunidade de realizar novas fotografias da paisagem e animais silvestres.
Após o almoço partiremos de carro para Palmas.
* Fim dos nossos serviços
** O itinerário acima está sujeito às condições climáticas.
O que está incluído:
Acompanhamento e orientação fotográfica durante a viagem com Zé Paiva.
4 pernoites na Pousada Sonho Meu em Caseara e na floresta no Araguaia Lodge, em quartos duplos com 2 camas separadas ou 1 cama de casal;
Transporte rodoviário com motorista (Palmas x Caseara x Palmas – TO);
Safáris fotográficos (diurnos e noturnos);
Refeições em restaurantes da região e ribeirinhos nos dias 6 a 10/09 conforme roteiro.
Visita ao Parque Estadual do Cantão.
Visita a Ilha do Bananal (Parque Nacional do Araguaia).
01 barco a motor 18 ou 40 hp + combustível com piloto náutico;
Equipamentos de segurança (coletes salva vidas, bancos de barco especiais e perneiras para caminhada);
Trekking (caminhada Amazônia & Cerrado);
01 guia de trilha profissional com experiência local e esportiva;
Lanche de bordo e de trilha (barrinhas de cereal, chocolates, biscoitos salgados e doces);
Caixa térmica equipada: (gelo, suco, frutas e água);
Taxa parque.
*Atendemos vegetarianos e veganos entre outras restrições alimentares.
O que não está incluído:
A noite de 05/09 em Palmas TO.
Passagens aéreas e transfer de chegada e partida de/para aeroporto.
Nenhum transporte que não esteja mencionado acima.
Gorjetas, refeições não mencionadas, bebidas e telefonemas;
Equipamento fotográfico;
Refeições em Palmas, telefonemas, seguros e demais serviços não mencionados.
CONDIÇÕES COMERCIAIS
A – Pagamento por depósito bancário:
Total por pessoa em quarto duplo: R$ 3.883,00 à vista em até 7 dias após a data da reserva ou até 20/07/2023, o que ocorrer primeiro; Ou: R$ 4.039,00 parcelado. A última parcela deve der depositada até 20/07/2023.
Total por pessoa em quarto individual na pousada (não será possível ocupação individual nas barracas): R$ 4.199,00 à vista em até 7 dias após a data da reserva ou até 20/07/2023, o que ocorrer primeiro; Ou: R$ 4.367,00 parcelado. A última parcela deve der depositada até 20/07/2023.
B – Pagamento com cartão de crédito via PayPal:
Total por pessoa em quarto dupla: 4 x R$ 1.068,00 Total por pessoa em quarto individual: 4 x R$ 1.155,00
Prazo para inscrições: 20 de Julho de 2023.
VAGAS LIMITADAS! Grupo máximo de 12 e mínimo de 6 pessoas. Saída com grupo menor garantida mediante valor adicional. Consulte-nos!
Para conferir nossa política de cancelamento, clique aqui.
Fotógrafo Zé Paiva
Trocou a engenharia pela fotografia em 1984 e desde então viaja pelos quatro cantos do mundo criando imagens. É pós graduado em fotografia pela UNIVALI. Já ensinou fotografia na ESPM, UDESC e FURB. Autor dos livros Expedição Natureza Catarina, Natureza Gaúcha e Natureza Tocantins. Suas fotos foram selecionadas para a coleção Pirelli MASP em 2009. Em 2012 recebeu o Prêmio Marc Ferrez da FUNARTE.