VEJA COMO FOI A EXPEDIÇÃO AMAZONAS 2023

Em novembro de 2023 aconteceu a terceira Expedição Fotográfica Amazonas. Estivemos a ponto de adiar a viagem por conta da seca histórica que estava em curso. No finalmente decidimos ir mesmo assim, pois o Rio Negro estava navegável e afinal de contas, era um evento histórico a ser fotografado. Tivemos que fazer algumas adaptações por conta de locais que estavam inacessíveis, o que faz parte de uma expedição: replanejar sempre que necessário.

Saímos de Manaus subindo o Rio Negro até a aldeia do povo indígena Tatuyo onde assistimos uma apresentação de dança e música. De lá seguimos para o Sítio Palmeiral, onde, no dia seguinte, fizemos uma trilha na floresta amazônica de terra firme. Sim, também existem as florestas inundáveis. Como Rio Negro estava muito baixo, se formaram largas faixas de areia na margem e em algumas pedras podiam ver-se inscrições rupestres. No final do dia fizemos uma saída num igarapé para ver a avifauna local.

No outro dia de amanhã bem cedo, antes do sol nascer, fizemos outra saída no igarapé para fotografarmos a fauna, pois este é um dos melhores horários para isso. Durante o dia fizemos outra trilha, já dentro do Parque Nacional de Anavilhanas e no final da tarde fomos ver o pôr do sol numas pedras que os botos costumam frequentar.

No dia seguinte fomos bem cedo observar a avifauna na floresta de terra firme, na base do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – o orgão que administra as unidades de conservação federais. Descendo o rio, chegamos a outra base do ICMBio, instalada em um flutuante (casa sobre uma espécie de balsa) na entrada de um igarapé. Lá mora um jacaré-açú embaixo do flutuante que ganhou até um nome: Jack. Depois de explorar outro igarapé voltamos no flutuante e Jack resolveu aparecer: um belo espécime de mais de dois metros de comprimento proporcionou ótimas fotos para todos. A noite fizemos uma saída de voadeira para focar jacarés. Até encontramos alguns mas não com a mesma luz de Jack. A focagem é uma atividade que se faz com um facho de luz potente e de longe se vê o brilho dos olhos dos animais.

Na volta para Manaus passamos num flutuante para a atividade com o boto-cor-de-rosa, que consiste em entrar dentro d’água junto com uma pessoa que vai dar peixes para um grupo de botos que frequentam aquele lugar. Essa atividade é permitida pelo ICMBio dentro de algumas regras (numero de peixes, tempo máximo da atividade, etc.). O boto-vermelho, como é chamado na Amazônia, é um animal incrível e ficar tão perto dele é uma experiência inesquecível.

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