Veja como foi a oficina de fotografia contemplativa

Nos dias 16, 17 e 18 de agosto, tivemos uma oficina de fotografia contemplativa oferecida pelo fotógrafo Zé Paiva no CEBB Mendjila, um centro de estudos budistas localizado em Canelinha , Santa Catarina, onde vive o fotógrafo desde 2016. Esta oficina já foi oferecida por Zé Paiva em várias cidades do Brasil e mistura conceitos budistas, meditação e práticas de fotografia. A ideia é desconstruir o olhar para fotografar numa atitude contemplativa. Vejam abaixo algumas das fotos produzidas pelos participantes.


Vejam abaixo alguns depoimentos e momentos da oficina:

Fruição, deleite e expansão de consciência. É o que eu senti ao fazer está oficina.
Agradavelmente em refúgio na maravilhosa assembleia da Sangha, meditações e uma alimentação extraordinária é que fui nutrida neste final de semana. Cuidadosamente Zé Paiva promoveu um afrouxamento dia condicionamentos mentais, e sem que me desse conta me apresentou novos olhos para ver Dharma Aart em tudo. Cheguei atrasada, sem técnica e sem material fotográfico adequado. Zé Paiva conduziu uma meditação e nos ordenou que saíssemos em silêncio carregando aquele estado para assim olhar. Disse: ” A fotografia já está lá, deixe que ela se apresente para você. Filosoficamente (e literalmente também) caminhei pela estrada com o meu “não saber” procurando por formas, cores e luzes para fotografar. Mas foi quando parei de procurar é que de fato algo me encontrou.
No canto da estrada co- emergiu um Ser místico. Ele estava nú, e tão surpreso quanto eu por ter sido revelado: Então clic! E assim se deu a lição, sem técnica, sem luz ou ângulo adequados. Apenas movida pela intenção que registrar um momento de puro fascínio.
Obrigada Zé Paiva, por desnudar, através da fotografia contemplativa uma nova dimensão de beleza e espanto.

Thaís Soares

Estar com vocês nesta oficina foi uma dádiva. Fui atraída pela palavra ‘contemplar’ e todo seu significado, o que fez jus ao que foi vivenciado. Cada imagem captada, vinha com um aroma que perfumava a alma. Abstraída de mim, em apreciação, num processo contínuo de observação externa e interna. Poderia traduzir a experiência como a beleza de um lusco-fusco. Gratidão a todos pela companhia e ao Zé Paiva com seu talento alquímico.

Deisi Tezza

A oficina foi uma rica experiência em grupo sobre contemplação e fotografia. Agradeço imensamente ao Zé Paiva pela disponibilidade e aos colegas pela amizade e partilha de momentos tão especiais. Gratidão a todos.

Vilma da Silva Melo

Obrigada Zé, por trazer de volta o meu encantamento pela fotografia, e dessa vez com um novo olhar. Vendo a beleza em coisas simples, exatamente como está minha vida agora.

Taty Leite

Queridos, estou sem palavras para descrever o que foi a experiência desse curso. Eu não tenho nenhuma experiência com fotografia e, como disse no curso, nem gosto de fotografar, porém o curso me levou para um lugar novo e belo com tanta delicadeza e profundidade ao mesmo tempo que é difícil de expressar. Saio dessa experiência com a mente expandida, com a alegria de um novo saber, novas amizades e uma vontade enorme de saber mais sobre o universo da fotografia. Gratidão imensa Zé Paiva e a todos os participantes.

Marcia Correa Soares

Eu estava aqui pensando exatamente isso quando chegou sua mensagem. E suas palavras traduzem o bem que foi feito para nossa “alma”. E como na letra da música do Lenine que a vida é tão rara tão rara. Pude perceber pela fotografia contemplativa como é rara ! E peço ao Zé Paiva que multiplique muito essas oficinas porque são mágicas. Quando olho nossas fotos fico encantada. Zé Paiva muita gratidão e muitas bençãos em sua jornada .

Patricia Eufrosino

Gratidão por esse fim de semana tão rico de experiências e conhecimento, Zé Paiva! Que esse olhar contemplativo se expanda cada vez mais no dia a dia de todos nós.

Lis Quadros

expedição natureza da ilha chega no mercado público

O projeto Expedição Natureza da Ilha chegou na Galeria de Arte do Mercado Público Municipal de Florianópolis. Dia 19 de março abriu a exposição com uma visita guiada com Zé Paiva e depois tivemos um delicioso coquetel vegano com apoio do Espaço Nutrir.

Antes disso projeto já tinha passado por outros dois locais além do Jardim Botânico, onde foi o primeiro lançamento. Esteve no Parque Ecológico do Córrego Grande e no Campo Escoteiro Paulo dos Reis, no Parque Estadual do Rio Vermelho. Portanto a exposição está no quarto local com mais de mil visitantes até o momento. Na Galeria do Mercado Público ela entrou na programação da Maratona Cultural, que marcou o aniversário de 351 anos da cidade. Além disso houveram 7 visitas guiadas e 8 oficinas de fotografia de natureza nestes quatro locais.

A exposição fica até dia 12 de abril na Galeria do Mercado, quando haverá uma nova visita guiada as 17h. Este projeto foi inteiramente patrocinado pela Prefeitura Municipal de Florianópolis e Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes através da Lei Municipal de Incentivo a Cultura e o apoio das empresas Socioambiental Consultores Associados, Grupo Habitasul e LK Design Hotel.

Lançamento do livro e exposição Expedição Natureza da Ilha

No dia 21 de fevereiro de 2024 aconteceu o lançamento do livro Expedição Natureza da Ilha no Espaço Cultural Glauco Olinger, no Jardim Botânico de Florianópolis. O evento começou com uma visita guiada pelo fotógrafo Zé Paiva as 17h e as 18h começou a vernissage, com um coquetel totalmente vegano do Espaço Nutrir. Acima algumas fotos do evento que estendeu-se até as 20h. As fotos são de Marina Colin.

Veja no site do projeto expedicaonaturezadailha.com os próximos eventos que vão acontecer em mais 5 locais de Florianópolis. O projeto foi totalmente patrocinado pela Prefeitura de Florianópolis e Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes com o apoio da Socioambiental Consultores Associados, Grupo Habitasul e LK Design Hotel, através da lei municipal de incentivo a cultura.

Lançamento do livro Expedição natureza da Ilha

Dia 21 de fevereiro no Espaço Glauco Olinger – Jardim Botânico de Florianópolis – vai acontecer o lançamento do livro e da exposição fotográfica do projeto Expedição Natureza da Ilha. O fotógrafo Zé Paiva ficou de maio a outubro de 2023 fotografando os mais diversos rincões da ilha em busca do que resta de natureza. Nas palavras dele:

“Foram 220 quilômetros caminhando por trilhas com pesadas mochilas, 60 quilômetros remando uma canoa canadense e mais de 1.800 quilômetros de carro, para respirar todos os recantos da ilha. Entrei em florestas, atravessei dunas, restingas e lagoas, cruzei manguezais e costões.
Para ter uma visão de pássaro, fiz 43 trilhas aéreas usando um drone, num total de 121 quilômetros. A visão da Ilha do alto é impressionante. Um misto de adrenalina com maravilhamento. Ver a paisagem de uma ângulo inusual nos dá uma ideia da grandiosidade da natureza e ao mesmo tempo do impacto que causamos. Foram 11.750 fotografias feitas durante 7 meses de trabalho de campo para chegar nas cento e poucas que compõem este livro.”

Veja todos os detalhes do projeto no hotsite:


EXPEDIÇÃO NATUREZA DA ILHA – COMO ESTÁ INDO

Nos últimos meses tenho dedicado grande parte do meu tempo para este novo projeto que vai retratar a natureza da Ilha de Santa Catarina, a porção insular de Florianópolis, e transformar o resultado num livro. Nasci em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, mas em 1985, com 23 anos de idade, me mudei para Floripa, onde construi minha carreira e tive dois filhos, Maurício e Iara. A Ilha me acolheu como uma grande mãe, com suas lagoas, praias, morros, florestas, dunas e restingas. Já estava na hora de prestar uma homenagem a este lugar onde morei por 31 anos.

Já foram 4 expedições focando nas regiões sul, leste, centro e norte da ilha, nesta ordem. Neste mês de setembro espero finalizar as saídas a campo fazendo algumas pautas que faltaram por motivos diversos nas outras expedições. Foram muitos quilômetros caminhando em trilhas e remando uma canoa canadense pelas lagoas e rios da ilha. O projeto está focando prioritariamente as UCs, unidades de conservação, que são 15 no total (sem contar as reservas particulares): 11 são municipais, 2 estaduais e 2 federais.

Vão entrar também algumas áreas naturais que não estão dentro de UCs (e talvez devessem estar, por sua beleza ou importância ecológica). Vamos incluir também áreas que são exemplos de uma convivência harmônica entre o ser humano e a natureza, como propriedades agro-ecológicas.

Enfim, se você quiser saber mais sobre este projeto visite a página Expedição Natureza da Ilha aqui no blog e confira os destaques no meu perfil no instagram. Acima e abaixo algumas das fotografias feitas nas expedições citadas. Esta é uma primeira edição entre as 8549 fotografias feitas até agora, algumas com câmeras Sony Alfa e outras com um drone DJI Mini 3 Pro. Divirtam-se e deixem seus comentários!

PROJETO EXPEDIÇÃO NATUREZA DA ILHA

Estamos em fase de captação de um novo projeto: Expedição Natureza da Ilha, que vai resultar num livro (o quarto da série Expedições), numa exposição itinerante, palestras, oficinas, e-book e um hotsite. Veja aqui abaixo um resumo do projeto e como apoia-lo.

Se você preferir pode baixar o PDF desse portfólio. Qualquer dúvida não hesite em entrar em contato conosco. Teremos o maior prazer em esclarecer.

Tembi’u eteí, comida de verdade

Dia 17 de agosto iniciou a campanha Tembi’u Ete’i, comida de verdade. Esta campanha está sendo promovida pelo Instituto Caminho do Meio Canelinha (do qual Zé Paiva é presidente) em parceria com o CEPAGRO, uma ONG que promove a agroecologia em Santa Catarina.

O objetivo da campanha é arrecadar R$20 mil para comprar todo excedente da produção agroecológica de 4 aldeias Guarani da Grande Florianópolis: Tekoá Vy’a, Tekoá Yguá Porã, Tekoá Porã e Tekoá Itanhaém. Todas elas tem apoio do CEPAGRO para sua produção agroecológica, na forma de sementes, ferramentas, adubo e orientação.

Estes alimentos serão doados para cinco cozinhas solidárias em Florianópolis, que através de trabalho voluntário, atendem moradores de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar.

Se você quiser apoiar ou saber mais sobre o projeto visite a página do Apoia.se, a plataforma através da qual estamos captando. Se puder compartilhar com sua rede de amigos também será muito meritório!


Como foi a oficina de fotografia contemplativa 2022

Projeto selecionado pelo Edital Aldir Blanc 2021 – executado com recursos do Governo Federal e Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, por meio da Fundação Catarinense da Cultura.

De 18 a 20 de março de 2022 aconteceu a primeira oficina de fotografia contemplativa presencial em Florianópolis, orientada pelo fotógrafo Zé Paiva. Ele já havia feito esta oficina presencialmente antes da pandemia em Criciúma e Porto Alegre. Depois ele ofereceu no formato online 3 turmas, em 2021, duas organizadas pelo CEBB Bahia e uma pelo CEBB Florianópolis. Esta foi a primeira vez que ele ofereceu no formato híbrido: 10 vagas presenciais e 30 vagas online. Além disso a oficina teve interpretação em libras (linguagem de sinais) para torná-la mais inclusiva.

A oficina aconteceu no Espaço Cultural Armazém/Coletiva Elza, que fica no Sambaqui em Florianópolis. Instalado num charmoso casarão centenário à beira mar, e com um quintal repleto de árvores, foi o local perfeito para receber a oficina.

A dinâmica da oficina consistiu em momentos alternados de explanação de Zé Paiva, com suporte de uma apresentação de imagens, momentos de meditação e outros de prática de fotografia. Veja abaixo algumas imagens produzidas pelos participantes durante a oficina.

Sissial, uma praia deserta

São raras, mas ainda existem praias desertas, por incrível que pareça. Apesar de toda a expansão imobiliária no litoral catarinense, achamos essa praia incrível no município de Governador Celso Ramos.

Uma praia deserta, ou quase (apareceram um ou dois pescadores), onde a floresta atlântica encontra o mar numa simbiose perfeita, adornada por granitos esculpidos pelo tempo. A presença sutil de um rancho de pesca escondido na floresta e uma canoa centenária feita de um tronco só de garapuvu (herança indígena) conferiu um toque de poesia.

Estar num lugar sem construções ou pessoas proporciona a indescritível sensação de tomar um “banho” de natureza. As fotografias são apenas uma das muitas possíveis interpretações na tentativa de compartilhar essa experiência.

Fotografia fine art

Loja da Florense Móveis em Florianópolis SC

Fotografia fine art ainda é um termo pouco conhecido de boa parte do público que aprecia arte no Brasil mas que aos poucos está criando o seu mercado. Um dos pioneiros deste tipo de fotografia foi Alfred Stieglitz, que juntamente com outro grande fotógrafo americano chamado Edward Steichen, fundou a primeira galeria de fotografia nos Estados Unidos, a 291, em Nova Iorque. Criada em 1905 com o nome de Little Galleries of the Photo-Secession, mudou o nome para 291 em 1908 e durou até 1917. O objetivo principal deles era elevar a fotografia ao nível da arte, pois na época não era considerada assim.

Edward Steichen foi depois diretor no MoMA, o Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque, onde, em 1955, organizou a primeira grande exposição de fotografia desta casa: The Family of Man. Depois disso vários fotógrafos americanos tiveram sucesso vendendo seu trabalho como arte, entre eles os conhecidos Ansel Adams e Edward Weston. Por este motivo hoje em dia os Estados Unidos tem uma cultura em torno da fotografia fine art, como galerias especializadas, exposições em museus e consequentemente todo um mercado em torno disso.

No Brasil ainda é muito recente a valorização da fotografia como fine art. Já existem algumas galerias especializadas em São Paulo e outras capitais, e outras galerias que vendem fotografias entre outras obras de arte. Mas afinal o que seria fotografia fine art? Basicamente é a fotografia tratada como obra de arte. Para isso deve ter um conteúdo autoral, ou seja, não ter um objetivo puramente comercial ou informativo (o que é um pouco vago e poderia ser assunto para outro artigo). Além disso normalmente as fotografias fine art são impressas e emolduradas seguindo padrões museológicos para possam durar mais de 100 anos. Na maioria das vezes são impressas em papel 100% algodão com Ph neutro e pigmentos minerais. Além disso as obras são assinadas e ganham um certificado de autenticidade que atesta quem é o autor, o impressor, a data e outras informações.

Há alguns anos já venho me dedicando a este mercado e hoje em dia vendo obras para decorar ambientes residenciais e comerciais. Recentemente tive a alegria de ter duas obras vendidas (uma delas da série O Somsilêncio da Imagem) para o novo showroom da Florense em Florianópolis. A loja foi toda redesenhada pelo renomado designer Aldi Flosi e ganhou ares de instalação de arte, tamanha a qualidade do projeto conceitual. Em 2019 também tive três obras adquiridas pela CEOF – clínica de oncologia em Florianópolis – através da galeria Helena Fretta. Esse é outro espaço que parece uma galeria, pois o proprietário é um dos maiores colecionadores de arte de Santa Catarina e expõe no local muitas de suas obras.