Como foi o workshop de Fotografia Contemplativa

Neste final de semana, nos dias 30 de junho a 2 de julho, aconteceu na Oikos, em Criciúma, o primeiro workshop de fotografia contemplativa. A ideia era reunir minha experiência de 34 anos com fotografia profissional e meus 7 anos como praticante de meditação budista. Minha fotografia normalmente tem um caráter contemplativo. Neste workshop meu objetivo era passar esse conteúdo para os participantes de uma forma didática e prática. Foi o que fizemos e tanto pelo resultado como pela avaliação das pessoas que participaram acho que deu certo. Na sexta feira depois de jantar fizemos nossa primeira roda de conversas. No sábado alternamos momentos de meditação, instruções e prática fotográfica nas trilhas da Oikos. No domingo fomos a Nova Veneza onde fizemos uma trilha contemplativa até a bela Cachoeira do Cantão. Vejam abaixo algumas fotos produzidas durante o workshop.

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CURSO DE FOTOGRAFIA DE NATUREZA NO TOCANTINS

Arara-canindé (Ara ararauna), Santuário da Vida Selvagem Agua Fria
Arara-canindé (Ara ararauna), Santuário da Vida Selvagem Agua Fria

De 21 à 24 de maio o fotógrafo Zé Paiva vai ministrar um curso de fotografia de natureza no Santuário da Vida Selvagem Água Fria. No curso o experiente e premiado fotógrafo irá ensinar técnicas para fotografar paisagens, flora, fauna e macro. Além disso falará sobre seus projetos, mostrará trabalhos dos fotógrafos que lhe inspiram e discorrerá sobre os aspectos artísticos da fotografia. No curso Paiva irá entremear abordagens teóricas com saídas a campo para os alunos porem rapidamente na prática os conhecimentos transmitidos.

Parque Estadual do Lajeado
Entardecer no Parque Estadual do Lageado

O Santuário da Vida Selvagem Água Fria fica localizado numa área de 7.500 hectares no município de Guaraí no estado do Tocantins, à 206 quilômetros ao norte de Palmas, capital do estado. Está situado num ecótono (região de transição) entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, contígua à grande área do Ribeirão Tranqueira, perfazendo um total de mais de 100.000 hectares. Esta área é considerada de alta importância biológica pelo MMA, um dos últimos maciços verdes no Estado do Tocantins, um hot-spot do cerrado amazônico tocantinense.

Os alunos ficarão hospedados em meio a belíssima natureza local no Aratama Eco Lodge, localizado na mesma área do Santuário.

Percevejos da familia "Coreidae" (adulto e ninfas)
Percevejos da familia “Coreidae”
Mimosa sp.
Mimosa sp.

Serviço

Data: 21 a 24 de Maio de 2015.

Local: Santuário da Vida Selvagem Água Fria, Guaraí – TO. Rodovia BR 153, km 302 (entre as cidades de Guaraí e Presidente Kennedy – TO).

Vagas: 20 participantes.

Público Alvo: fotógrafos iniciantes, fotógrafos das agências públicas e privadas, profissionais da área de meio ambiente e amantes da fotografia em geral que tenham interesse em aprender e aprimorar suas técnicas de fotografia.

Pré-requisitos

 · Ser maior de 18 anos.
· Conhecimento básico de fotografia (velocidade, abertura do diafragma) e possuir câmera fotográfica digital que permita regulagem manual.
· Ainda que as atividades práticas sejam leves e não exijam grandes esforços físicos, é desejável um mínimo de preparo físico e experiência em situações de vida ao ar livre.
· Espírito de equipe, gosto por aprender, compartilhar experiências e conhecer pessoas e lugares.

Conteúdo Programático

1º dia de aula – 9h-12h e 14h-18h

No primeiro dia serão abordados aspectos teóricos em sala de aula, tais como:

• história da fotografia de natureza e de expedições

• estudo dos trabalhos autorais de mestres da fotografia de natureza

• apresentação dos equipamentos usados pelo professor

• análise dos equipamentos existentes no mercado.

A tarde haverá uma saída a campo das 16h às 18h para cumprir uma pauta sugerida pelo professor.

2º dia de aula – 6h-12h e 14h-19h

6h-9h – saída a campo para prática fotográfica

9h-10h – café da manhã

10h-12h – aula em sala – análise das fotos obtidas pelos alunos

12h-14h – almoço

14h-16h – aula em sala

16h-18h – saída a campo para prática fotográfica

Serão abordados os seguintes tópicos:

• comportamento dos animais

• iluminação natural e artificial

3º dia de aula

6h-9h – saída a campo para prática fotográfica

9h-10h – café da manhã

10h-12h – aula em sala – análise das fotos obtidas

12h-14h – almoço

14h- 16h – aula em sala – macrofotografia de plantas e insectos.

16h-18h – saída a campo para prática fotográfica

4º dia de aula

6h-9h – saída a campo para prática fotográfica

9h-10h – café da manhã

10h-12h – análise das fotos dos alunos

12h-14h – almoço

14h – 18h – aula em sala abordando elementos visuais na composição da fotografia e edição de fotos

Observações:

• O que o aluno deve trazer – câmera reflex, tripé, material para limpeza das lentes, baterias e cartões de memória, carregadores, lanterna, capa de chuva, cantil, tênis ou bota para trilha, chapéu, protetor solar e repelente.

• O professor sugere que o aluno leve notebook com o software Adobe Lightroom ou similar para melhor aproveitamento do curso

• Carga Horária: 35h/aula

• Eventualmente podem haver projeções de filmes e fotos a noite.

Inscrições:
 R$ 800,00 à vista (inclui hospedagem e alimentação) ou R$ 900,00 que pode ser parcelado em três vezes.
José Luiz Martins (Zé) Paiva trocou a engenharia pela fotografia após uma longa viagem pela Europa e norte da África, em 1983. Iniciou na sucursal do jornal “O Globo” em Porto Alegre. Aprimorou seus estudos em 1993 no International Center of Photography, em Nova Iorque. Em 2012 concluiu sua pós graduação em fotografia pela UNIVALI. Ensinou fotografia na UDESC, FURB e ESPM. Realizou exposições nas principais cidades do Brasil e recebeu diversos prêmios, entre eles o Raulino Reitz, da Fundação Do Meio Ambiente de Santa Catarina, em 2002, e menções honrosas no International Photo Awards, em Nova Iorque, em 2005, 2006 e 2012, e no Prix de La Photographie, em Paris, em 2007. Em 2009 foi selecionado para a coleção Pirelli / MASP de fotografia. Em 2010 foi finalista do prêmio Conrado Wessel. Em 2012 recebeu o prêmio Marc Ferrez da FUNARTE. Em 2004, lançou o livro Santa Catarina – cores e sentimentos, pela editora Escrituras. Concebeu e coordenou o projeto do livro Expedição Natureza Santa Catarina, lançado em 2005. Em 2008 lançou o segundo livro da série, Expedição Natureza Gaúcha. Em 2012 lançou o terceiro livro da série Expedição: a Natureza do Tocantins.

Dul-tson-kyil-khor, a mandala de pó colorido

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Durante oito dias o monge Tenzin Thutop, do Mosteiro Namgyal de Ithaca NY, trabalhou construindo uma mandala de areia, uma antiga prática do budismo tibetano. No oitavo dia, para surpresa e admiração dos nossos olhos ocidentais, ele tranquilamente desmanchou a mandala, depois de algumas preces, distribuiu alguns punhados de areia para o público e jogou o resto num pequeno lago, numa cerimônia que durou alguns minutos.

Esta mandala de areia foi parte da programação da II Semana de cultura Tibetana,  que aconteceu de 27 de maio a 4 de junho de 2011 na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, e foi promovida pelo Centro de Cultura Tibetana, com apoio do escritório do Tibete em Nova Iorque. Acompanhando a mandala de areia estava a exposição coletiva “The Missing Peace” e fotos históricas da fuga e exílio do Dalai Lama, além de thangkas tibetanas (pinturas em tecido com motivos budistas). O evento teve palestrantes ilustres como Robert Barnett, da Columbia University, os jornalistas Haroldo Castro e Luis Pelegrini, além do representante de S.S Dalai Lama para a América Latina, Tsewang Phuntso, entre outros. Além disso houve um jantar tibetano com um chef que além de cozinhar, canta e pinta, Ogyen Shak.

Mandala significa casa ou palácio. No caso da mandala budista, o significado seria o  palácio da mente do Buda, onde o azul da mesa simboliza o céu, ou espaço vital. A mandala é feita com milhões de grãos de areia colorida, ou melhor, pó de mármore. Os próprios monges quebram as pedras com marreta, trituram e peneiram o mármore até ele ficar finíssimo. Depois disso tingem várias vezes em mais de vinte tons distintos. Esta prática antigamente era feita somente nos mosteiros nas luas cheia de alguns meses específicos. Hoje em dia é também feita em eventos como este para difundir a arte e a filosofia tibetana. Ela representa a impermanência de tudo na vida e o desapego, principalmente do monge que a realizou.

Semana Tibetana em Florianópolis

Caros amigos

Dia 27 de maio começa a II Semana de Cultura Tibetana em Florianópolis, que acontecerá na Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina UFSC. Durante 9 dias teremos palestras, filmes, exposições de arte, mandala de areia e workshops. Entre os palestrantes estão: Lia Diskin – fundadora da Palas Athena, Tsewang Phuntso – representante de SS Dalai Lama na América, Robbie Barnett – professor da Columbia University e o Lama Padma Samten – presidente do Centro de Estudos Budistas Bodisatva. Haverá também uma mesa redonda com os jornalistas Arthur Veríssimo (Trip), Haroldo Castro, Luis Pelegrini (Planeta) , entre outros. A artista Tiffany Gyatso ministrará um workshop de pintura tibetana. Poderemos conhecer a culinária tibetana em um jantar preparado por um chef tibetano, com direito a música típica interpretada pelo próprio chef.

Eu sou o curador das exposições e responsável pela mandala de areia.

A exposição “The Missing Peace” – artistas consideram o Dalai Lama – é uma exposição coletiva que foi criada pela Fundação Dalai Lama e pelo comitê 100 pelo Tibete, onde os artistas mostram a sua visão pessoal sobre o Dalai Lama. São 88 artistas de 30 países (incluindo os brasileiros Sebastião Salgado e Adriana Varejão).

Tendo a vida do Dalai Lama como inspiração o projeto tem como objetivo chamar a atenção do mundo para a busca da paz. Segundo o Dalai Lama, na apresentação do livro com as obras, “Estas obras de arte buscam criar zonas de paz, e tem a intenção de inspirar outros a gerar compaixão, amor e paciência, que são essenciais se o ser humano quiser atingir a felicidade.”

Entre os artistas do projeto estão famosos como Laurie Anderson, Richard Avedon e o ator Richard Gere mostrando suas habilidades como fotógrafo. Aqui em Florianópolis teremos 14 obras desse projeto em excelentes reproduções que compõem o “The Missing Peace in a box”.

Haverá também uma exposição de Thangkas tibetanas (uma pintura em tecido com motivos budistas,espécie de altar móvel) vindas do Mosteiro Namgyal, trazidas pelos monges que irão fazer durante nove dias uma mandala com milhares de grãos de areia. No último dia a mandala será desmontada num ritual que celebrará a impermanência. Além disso tudo ainda teremos fotos históricas da fuga de SS Dalai Lama do Tibete e dos tibetanos em exílio na Índia.

Confiram a programação completa no link e façam sua inscrição logo pois as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas no próprio site.

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Um vislumbre do Tibete hoje

Abre amanhã no CEBB Centro de Estudo Budistas Bodisatva, no Campeche, Florianópolis, a exposição fotográfica : Um vislumbre do Tibete hoje, do fotógrafo Sonam Zoksang. Sonam nasceu no Tibete mas vive em Nova Iorque. Você pode saber mais sobre seu trabalho no site http://www.visionoftibet.com/

A expo fica só no fim de semana 9 e 10 de outubro, das 9 as 19 horas, durante a realização do seminário A Roda da Vida, com o Lama Padma Samten.

Vida em comunidade na Revista Bodisatva

A revista Bodisatva é uma publicação do Centro de Estudos Budistas Bodisatva CEBB, coordenado pelo Lama Padma Samten, ex-professor de física quântica e primeiro Lama brasileiro. Neste exemplar, a convite do Lama Samten, escrevi um artigo contando como o conheci em 1982, na época professor Alfredo Aveline, na comunidade fundada por ele num sítio em Três Coroas RS. Este mesmo terreno foi doado por ele para a construção do templo Khadro Ling pelo Lama Chagdud Tulku Rimpoche. Eu estava terminando o último ano de Engenharia Mecânica e fiquei fascinado pela comunidade alternativa de Rodeio Bonito. Me parecia a solução de todos os problemas do mundo, na minha ingenuidade dos tenros 20 anos. Depois que acabei a faculdade pus a mochila nas costas, peguei um avião das Linhas Aéreas Paraguaias e fui para a Europa conhecer outras comunidades. Estive em Findhorn, a ecovila mais antiga do mundo, no norte da Escócia; Comunidad del Arco-íris, uma comuna de orientação tântrica na Catalunha; Amir Kibutz, em Israel e outras. A revista pode ser comprada pelo site e vale cada tostão, as matérias são todas excelentes.

A esquerda o Lama Samten, na época Alfredo Aveline, na comunidade Rodeio Bonito, 1982, foto de Zé Paiva (na época ainda amador)

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