Exposição Tocantins chega a Caçador SC

A exposição fotográfica “Expedição Natureza Tocantins” chega a Caçador, cidade no meio oeste catarinense. Esta é a quinta cidade do interior de Santa Catarina que recebe a exposição, numa iniciativa da área de cultura do SESC SC. A abertura da mostra foi na sexta feira a noite dia 26 de fevereiro, no espaço multiuso do IFSC – Instituto Federal de Santa Catarina.

Na ocasião houve uma solenidade com a presença dos diretores do IFSC Caçador, Eduardo Nascimento Pires, do SESC Caçador, Sérgio Ricardo Legal, da responsável pelo projeto no IFSC, professora Luana de Gusmão Silveira e de um representante da Câmara dos Vereadores de Caçador. O fotógrafo Zé Paiva fez uma palestra de abertura falando de seus projetos e de sua filosofia de trabalho.

No sábado 27 de fevereiro Paiva ofereceu uma oficina de fotografia de natureza no SESC de Caçador. Durante a manhã o fotógrafo explanou sobre os princípios da fotografia de natureza a suas experiências e a tarde o grupo foi praticar na Reserva Florestal EMPRABA/EPAGRI, uma área de 1156 hectares no município de Caçador.

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Vencedor do Prêmio Marc Ferrez, fotógrafo Zé Paiva expõe no MASC

Os “Iluminados”, do fotógrafo Zé Paiva, terão seu espaço no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) em Florianópolis, a partir de 22 de maio. A exposição, vencedora do XII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia promovido pela Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), permanecerá no local até 16 de junho, com visitação gratuita. Paralelamente, o fotógrafo participará de bate-papo com o público (dia 28 de maio, às 19h) e ministrará um workshop (dia 29 de maio, das 19h às 22h).

Alecio  dos Passos

Sob curadoria de Denise Camargo, o projeto “Iluminados – Personagens da Ilha de Santa Catarina” mostra uma visão pessoal de Zé Paiva sobre os personagens inseridos em seus contextos de trabalho, alguns deles já conhecidos do grande público. Em comum entre essas pessoas estão suas ricas histórias de vida e o grande conhecimento de algum campo particular da cultura florianopolitana.

Polo Cabrera

“Zé Paiva compõe com rastros de luz. São eles que iluminam as histórias destes homens e mulheres marcados por seus ofícios. Nesta exposição, ele se embrenha também pelo cúmplice exercício de temporalidade na fotografia. E, entre poses e cenários, constrói uma paisagem para seus olhos e para os nossos”, define a curadora.

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Fazem parte da exposição 20 retratos e um autorretrato em formato backlight (fotografias montadas em caixas de luz), que serão expostos em uma sala na penumbra. A intenção do autor é trazer ao público a reflexão acerca da objetividade da imagem, já que os registros tiveram interferências do artista no cenário e na gestualidade da iluminação tipo lightpainting (pintura de luz com uma lanterna). Durante a exposição, será exibido o vídeo produzido pelo cineasta Felipe Queriquelli, que mostra o making of do trabalho executado pelo fotógrafo.

Seu Zequinha - pescador da Costa da Lagoa

A concepção da mostra partiu do trabalho realizado por Zé Paiva para a disciplina Imagem e Comunicação, ministrada pela curadora e professora de pós-graduação em Fotografia da UNIVALI, Denise Camargo. Inspirado pelo livro “A fotografia entre documento e arte contemporânea”, do francês André Rouillé (Editora SENAC – 2009), o autor começou com uma série de autorretratos em pose frontal, usando roupa, fundo e cenários neutros. Iluminado por lightpainting, Zé quis mostrar como somente a iluminação já é capaz de dar subjetividade ao resultado final. “A partir daí, incentivado pela professora Denise, iniciei uma experimentação para construir uma série de retratos de personagens usando essa técnica, incorporando à imagem a contextualização dada pelo cenário doméstico de cada retratado”, complementa o fotógrafo.

autorretrato

Sobre Zé Paiva

José Luiz Martins Paiva, ou simplesmente Zé Paiva, trocou a engenharia pela fotografia após uma longa viagem pela Europa e norte da África, em 1983. Iniciou no fotojornalismo na sucursal do jornal O Globo. Mudou-se, então, para Florianópolis, onde, desde 1984, dirige sua empresa.

Aprimorou seus estudos em 1993 no International Center of Photography, em Nova Iorque. Em 2012, concluiu sua pós-graduação em Fotografia pela Univali. No meio acadêmico, atuou ainda como professor de Fotografia na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), na Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB) e na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Realizou exposições nas principais cidades do Brasil e recebeu diversos prêmios, entre eles o Raulino Reitz, da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina, em 2002, e menções honrosas no International Photo Awards, em Nova Iorque, em 2005, 2006 e 2012, e no Prix de la Photographie, em Paris, em 2007. Em 2009 foi selecionado para a coleção Pirelli/MASP de Fotografia. Em 2010 foi finalista do Prêmio Conrado Wessel na categoria ensaio fotográfico.

Teve trabalhos publicados em dezenas de livros, revistas e calendários. Em 2004, lançou o livro Santa Catarina – Cores e Sentimentos, pela Editora Escrituras. Concebeu e coordenou o projeto Expedição Natureza Santa Catarina, que resultou no livro lançado em 2005 pela editora Letras Contemporâneas. Em 2008, lançou o segundo livro do mesmo projeto, Expedição Natureza Gaúcha, em parceria com a Editora Metalivros. Em 2012 lançou o terceiro livro da série Expedição: A Natureza do Tocantins.

Atualmente, administra sua empresa, a Vista Imagens e ministra oficinas de fotografia.

Serviço:

O quê: Exposição Iluminados – Personagens da Ilha de Santa Catarina, de Zé Paiva

Onde: Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) – Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica – Florianópolis/SC

Abertura: 22 de maio de 2013, às 19h.

Visitação: de 23 de maio a 16 de junho de 2013. De terça-feira a sábado, das 10h às 20h30min; domingos e feriados, das 10h às 19h30min.

Conversa com o artista: 28 de maio de 2013, às 19h, no MASC.

Workshop: 29 de maio de 2013, das 19h às 22h. Serão disponibilizadas 20 vagas gratuitas. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail mis@fcc.sc.gov.br

Informações: (48) 3953-2319/3953-2324

(Visitas mediadas devem ser agendadas com antecedência)

Entrada gratuita

Fernanda Peres

fernanda@fcc.sc.gov.br
Assessoria de Comunicação Fundação Catarinense de Cultura
Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica – Florianópolis / SC
Telefone: (48) 3953-2354
Site: www.fcc.sc.gov.br
Facebook: www.facebook.com/FundacaoCatarinensedeCultura
Twitter: www.twitter.com/fccoficial


Zé Paiva

ze@vistaimagens.com.br
www.zepaiva.com.br
www.vistaimagens.com.br
fone 48 32697744
cel 48 8822 9660 (claro)
cel 48 9696 1900 (tim)

Canela Foto Workshops

De 10 a 14 de abril teremos em Canela, na Serra Gaúcha, o Canela Foto Workshops, festival de fotografia que acontece desde 2002 e reúne nomes consagrados do cenário brasileiro. Este ano teremos diversas atrações como exposições, palestras e workshops com os fotógrafos Claúdio Edinger, Clóvis Dariano, Leopoldo Plentz, Guilherme Lund e Fernando Schmitt, entre outros. Veja a programação completa no site do evento.

Aula prática da oficina de fotografia de natureza no Parque Municipal Mato Sartori.
Aula prática da oficina de fotografia de natureza no Parque Municipal Mato Sartori. Foto de Evandro Modesto

Eu estarei dando pela segunda vez um workshop sobre fotografia de natureza que vai acontecer de 11 à 13 de abril. No primeiro dia teremos uma aula mais teórica permeada por algumas dinâmicas. Durante este dia vou mostrar referências de mestres da fotografia, dar noções de composição, luz natural e artificial, planejamento de saída a campo, comportamento na natureza e acima de tudo tentar despertar a fotografia autoral de cada participante.

Aula no curso avançado de fotografia da ESPM Porto Alegre. Foto de Juliano Araújo.
Aula no curso avançado de fotografia da ESPM Porto Alegre. Foto de Juliano Araújo.

No segundo dia iremos ao amanhecer para o Eco Parque Sperry onde passaremos o dia fotografando para colocar em prática os conceitos vistos no dia anterior. Neste dia contaremos com o apoio do biólogo Vitor Hugo Travi, administrador ambiental do Parque. Almoçaremos no Restaurante Bêrga Motta, que fica no próprio parque (e é uma atração a parte).

Turma do workshop de 2012 no Eco Parque Sperry. Foto de Luiz Avila.
Turma do workshop de 2012 no Eco Parque Sperry. Foto de Luiz Avila.
Workshop de fotografia de natureza no Eco parque Sperry em 2012.
Workshop de fotografia de natureza no Eco Parque Sperry em 2012. Foto Eliane Heuser
Almoço no restaurante Bêrga Motta durante o workshop de 2012. Foto de Eliane Heuser.
Almoço no restaurante Bêrga Motta durante o workshop de 2012. Foto de Eliane Heuser.

No terceiro dia faremos uma revisão comentada das imagens obtidas no Eco Parque Sperry. Esta é parte mais importante do workshop, pois aprendemos com nossos erros e acertos, e discutimos onde podemos melhorar nossas fotografias.

Além do workshop estarei exibindo uma exposição com imagens do meu mais recente projeto, Expedição Natureza Tocantins, que lancei final do ano passado em Palmas, Porto Alegre, São Paulo e Florianópolis, juntamente com o livro de mesmo nome. É o terceiro livro da série que começou em Santa Catarina, passou pela Natureza Gaúcha e chegou ao norte do Brasil, onde o Cerrado encontra a Amazônia. A exposição estará no Espaço 273 todos os dias das 9 as 18h. O livro estarei lançando as 19h do dia 10/04 no Empório Canela. Este livro teve duas fotos entre as finalistas do concurso Wildlife Photographer of the Year, promovido pelo Museu de História Natural de Londres.

LIVRO TOCANTINS BAIXA-2

Também vou dar uma das palestras do ciclo que haverá durante todo o dia de sábado 13/04 a partir das 13h30 na Casa de Pedra. Os outros palestrantes serão: Cláudio Edinger, Ângela Magalhães, Rui Faquini, Delfim Martins, Fernanda Chemale, Al Hamdan, Eduardo Bueno, Fernando Bueno, Rogério Reis, Evandro Teixeira, Orlando Brito, Fernando Schmitt, Ricardo Chaves, Luiz Carlos Felizardo, Leopoldo Plentz, Clóvis Dariano, Raul Krebs  entre outros. Nem preciso dizer que será imperdível não é mesmo?

Não bastassem todas essas atrações ainda temos a encantadora cidade de Canela, com seus aconchegantes restaurantes e cafés, rodeada pelas belas paisagens da Serra Geral. Num raio de 100 quilômetros temos atrações de primeira magnitude como por exemplo o Parque Nacional de Aparados da Serra – com penhascos de 800 metros de altura no impressionante Cânion do Itaimbézinho – e o Parque Nacional da Serra Geral, onde outro Cânion, o Fortaleza, deixa qualquer um de queixo caído tal a sua imponência. Além disso temos araucárias seculares em Canela e Nova Petrópolis e dezenas de outros parques. O clima nessa época outonal é ameno e super agradável. O que você está esperando? Reserve sua vaga e venha!

SERVIÇO

Workshop Fotografia de Natureza (autoral)

Data: 11 à 13 de abril de 2013

Informações e inscrições:

Fundação Cultural de Canela

nina@fccanela.com.br

canelaworkshops@via-rs.net

(54) 3282-4066

Custo: R$550,00 – incluídos transporte de ida e volta ao parque e alimentação

A vista com 5% de desconto – R$ 522,50

Em 3 parcelas – entrada de R$ 180,00 com depósito bancário e restante no credenciamento com cheques

10% de desconto para estudante universitário

Lançamento do livro Expedição Natureza Tocantins

Local: Empório Canela – Rua Felisberto Soares 258 – fone (54) 3031 1000

Data: 10/04 as 19h

Exposição Expedição Natureza Tocantins

Local: Espaço 273, Rua Tenente Manoel Correa, 273, Canela RS

Horário de Funcionamento: 9h às 18h

FESTFOTOPOA 2012

Terminou ontem a semana “quente” do VI Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre. Este ano o FestFoto, como é mais conhecido, foi adiado várias vezes e esteve ameaçado de não acontecer, devido a dificuldades com a captação do patrocínio via Lei Rouanet, mas felizmente foi viabilizado. Na pilotagem da equipe  desde a primeira edição está o incansável realizador Carlos Carvalho, carioca que adotou Porto Alegre como domicílio. Este ano a fotógrafa homenageada foi a paulista Nair Benedicto, figura emblemática do fotojornalismo e do documentarismo brasileiro, com quarenta anos de estrada.

Depois de voltar da Semana de Fotografia de Caxias (veja o post anterior), participei, dessa vez só como espectador, da abertura da exposição da Nair e do FestFoto, na terça-feira dia 21 de agosto, e do segundo dia, quando a fotógrafa homenageada participou de uma mesa redonda e lançou o livro com uma retrospectiva do seu trabalho. A exposição ficou muito interessante, e foi  montada no saguão de entrada do Memorial do Rio Grande do Sul, um belo prédio histórico no centro de Porto Alegre, onde aconteceram todas as atividades do FestFoto 2012. As fotos foram montadas na frente e no verso de uma placa e suspensas no teto com finos cabos de aço. O resultado vocês podem conferir abaixo ou ao vivo até 30 de novembro.

Na quarta-feira 22 de agosto assisti a mesa – A experiência das agências independentes da década de 80 – onde Ricardo Chaves, o Kadão do jornal Zero Hora, (que será o homenageado do FestFoto 2013) contou sua experiência na Focontexto e nos divertiu com suas histórias sempre bem contadas e bem humoradas. Depois dele o fotógrafo Juca Martins falou sobre a história da agência F4, que montou com Nair Benedicto e Ricardo Malta em São Paulo, e marcou época no fotojornalismo brasileiro, principalmente pela valorização dos direitos dos fotógrafos.

A seguir aconteceu a mesa redonda com a Nair Benedicto, que foi marcada por muita emoção, pois dela participaram as principais jornalistas parceiras da autora durante sua carreira, além de uma das suas filhas. Nair e as colegas relembraram episódios de diversas matérias publicadas pela imprensa brasileira ao longo de sua vida. Depois de encerrada a mesa aconteceu o lançamento do livro “Vi ver” da Nair, uma retrospectiva de sua trajetória fotográfica com edição das fotos por Célio Rosa, Fausto Chermont, Juca Martins, Ricardo Tilkian (que também assina o projeto gráfico), Salomon Cytrynowicz e da própria Nair. Os textos são de Andréia Peres, Atenéia Feijó, Iza Salles, Junéia Mallas, Laís Tapajós, Rubens Fernandes Júnior, Siã Osai Sales-kachinawa  e da Nair.

Nair Benedicto e Luis Carlos Felizardo, o homenageado do FestFoto 2011. Foto de Vinícius Roratto Carvalho
Capa do livro “Vi Ver” de Nair Benedicto.

Canela, capital da fotografia

Acabo de voltar de Canela, na Serra Gaúcha, onde participei do Canela Foto Workshops. A melhor palavra para definir o evento é “empolgante”. É sempre interessante participar dos festivais de fotografia que (felizmente) assolam o país hoje em dia (são mais de vinte). Primeiro porque é uma ótima oportunidade de reencontrar amigos-fotógrafos de todas as partes do Brasil e também fazer novas amizades. Além disso a fotografia permeia todas as atividades, como uma grande celebração, e assim pode-se aprender em workshops, exposições, conversas, ou simplesmente aproveitar a festa. Parabéns a Liliana Reid e Fernando Bueno, idealizadores do evento!

Nair Benedicto e Zé Paiva na abertura oficial do evento, no Palácio das Hortências.

Houveram diversas exposições, entre elas a coletiva Mestres do CFW, para a qual eu tive a honra de ser convidado a expor ao lado de grandes fotógrafos que admiro. Foram expostas três imagens de cada um dos seguintes fotógrafos: Clóvis Dariano, Dudu Contursi, Evandro Teixeira, Fernando Bueno, Leopoldo Plentz, Luiz Carlos Felizardo, Manuel da Costa, Orlando Brito, Raul Krebs, Ricardo “Kadão” Chaves e Rogério Reis. A mostra aconteceu no Palácio das Hortênsias (casa de verão do Governador do Estado) e foi também a abertura oficial do evento, que completou dez anos em 2012.

Palácio das Hortênsias. Foto de Fernando Pires.

Destaque também para a exposição Nas Trilhas do Olhar, de alunos do curso de fotografia da ESPM Porto Alegre, onde sou professor. As 20 fotos (2 por aluno) foram impressas numa mídia resistente a chuva e expostas na praça João Corrêa, ao ar livre. Achei excelente a ideia, curadoria e montagem. Estou a horas sonhando com uma exposição assim que democratize o acesso do público. Nem sempre as pessoas entram numa galeria ou num museu para ver uma exposição mesmo que seja gratuito o acesso e isso já elitiza. Durante o tempo que eu estava vendo esta exposição, pude presenciar vários adolescentes, que cruzavam o local, pararem por alguns instantes para observar e comentar atentamente algumas fotos.

Exposição dos alunos do curso de fotografia da ESPM Porto Alegre. Foto de Fernando Pires.

Meu workshop de fotografia de natureza aconteceu quinta-feira 23/2 na Casa de Pedra – a parte teórica; sexta-feira no EcoParque Sperry– a parte prática; e finalizou no sábado no Hotel Klein Ville, onde comentei as fotos dos alunos sobre as pautas propostas por mim e apresentei meu fluxo de trabalho usando as imagens feitas na saída a campo. Neste workshop contei com a valiosa colaboração dos biólogos Eliane Heuser e Vitor Hugo Travi como monitores.

Zé Paiva com alunos e monitores no EcoParque Sperry. Foto de Luiz Avila.

Na sexta-feira aconteceu também a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do  Instituto de Fotografia e Artes Visuais de Canela, que será construído sobre as ruínas do que seria um cassino. O projeto do escritório Solé Associados contempla salas para acervo de fotografia brasileira, auditório, diversas salas de exposições, uma com pé direito de 12m, biblioteca, cantina, estúdios com possibilidade de luz natural e salas de aula;  tudo numa área de 3.260m2 (que no final chegará a 9.136 m2)

Lançamento da pedra fundamental do Instituto de Fotografia de Canela. Foto de Fernando Pires.

No sábado a tarde houveram diversas palestras de nomes como Clício Barroso, Fernando Schmitt, Fernando Bueno, Flávia Moraes, Márcio Scavone e Brasilio Wille. Também fui convidado para dar uma das palestras e falei sobre os meus projetos de expedições, principalmente sobre o conceito e onde busquei a inspiração para desenvolvê-lo.

Zé Paiva na palestra “O olhar naturalista”, no sábado a tarde. Foto de Fernando Pires.

O encerramento do evento foi um jantar no Hotel Continental com diversos sorteios (que animaram a noite) de livros, fotos e outros brindes. Fiquei bem feliz pois uma das minhas fotos da exposição coletiva foi sorteada e quem ganhou foi Nair Benedicto, amiga e fotógrafa que admiro muito, como profissional e como pessoa sensível e carinhosa.

Final do jantar de encerramento do Canela Foto Workshops, no restaurante do Hotel Continental. Foto de Fernando Pires.

Canela Foto Workshops 2012

Não sabe o que fazer na semana do Carnaval? Que tal visitar uma das cidades mais charmosas do país e participar de um dos principais festivais de fotografia do Brasil?

Localizada nos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, Canela é privilegiada pela natureza, tem variedade de luzes, clima agradável no verão, além de forte vocação turística e cultural. Foi diante de tal cenário que Fernando Bueno, idealizador do projeto, inspirado em festivais de fotografia internacionais, realizou o primeiro Canela Foto Workshops, em 2002. Amplo e abrangente, o Festival logo passou a ter destaque no calendário nacional e internacional da fotografia.

Todos os anos desde o seu lançamento, o Canela Foto Workshops tem criado a oportunidade para que profissionais e amadores possam aproveitar o verão na Serra Gaúcha para aprender, conviver e divertir-se ao lado de verdadeiros mestres da fotografia, contribuindo para a difusão e aprofundamento da arte fotográfica no Brasil.

Além dos Workshops e Exposições, o festival apresenta outros atrativos como o Foto Escambo, o Varal Fotográfico, a Leitura de Portfolios, a Mostra de Cinema e Fotografia. Clique aqui para acessar a programação de 2012.

Comemorando 10 anos de história, a ação principal deste ano será o lançamento da pedra fundamental do Instituto de Arte e Fotografia de Canela, sonho que norteou o projeto desde o início.

Saiba mais em: http://www.canelaworkshops.com.br/dezanos.php

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ZÉ PAIVA NO CANELA FOTO WORKSHOPS 2012

Zé Paiva vai participar do festival ministrando o Workshop Fotografia da Natureza (veja abaixo), dando uma palestra no encontro de fotógrafos no sábado e participando da Exposição Coletiva do evento, que acontecerá no Palácio das Hortências, de 23/02 a 26/02 e contará com a presença de Raul Krebs, Luiz Carlos Felizardo, Leopoldo Plentz, Dudu Contursi, Kadão, Clóvis Dariano, Evandro Teixeira, Rogério Reis, Orlando Brito, Manoel da Costa e Fernando Bueno.

Para esta exposição Zé Paiva trara à público 3 fotos (acima) do seu próximo livro: “Expedição Natureza do Tocantins”, que encontra-se em fase de finalização.

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WORKSHOP COM ZÉ PAIVA: “FOTOGRAFIA DE NATUREZA”


 
Monitores:
Eliane Heuser:
Fotógrafa e Bióloga
Vitor Hugo Travi:
Biólogo e Fotógrafo
Dias: 23, 24 e 25 de fevereiro

Local:
Eco Parque Sperry
Objetivos: ensinar técnicas profissionais de fotografia de natureza e aguçar o senso estético dos participantes, através explanações, diálogos e de referências à grandes mestres da fotografia mundial.

Público alvo: fotógrafos e estudantes de fotografia, apreciadores da natureza,  biólogos e estudantes de biologia.

Dinâmica da atividade:

No primeiro dia os ministrantes irão apresentar através de projeção em multimídia, técnicas utilizadas para fotografar a campo, com exemplos de acervo próprio. Serão propostas pautas, para a realização do trabalho fotográfico a campo.

A atividade prática será desenvolvida durante o segundo dia no Ecoparque Sperry , orientada por Zé Paiva, tendo acompanhamento de Eliane Heuser e Vitor Hugo Travi.

No terceiro dia, os alunos se reunirão com os professores para análise, comentários. Serão selecionadas fotos obtidas pelos participantes, que irão compor o Varal Fotográfico, que será apresentada no último dia do Canela Foto Workshops 2012.

Pré-requisito: câmera com controle de velocidade e abertura do diafragma e um tripé. Ter conhecimentos básicos de fotografia, dominando as variáveis básicas da fotografia.

Observação: Para inscrição no Workshop Fotografia de Natureza, o candidato deve enviar, até 10 de fevereiro, breve texto, relatando sua experiência com fotografia e 5 fotos sobre natureza ou outro tema, para que sejam avaliados pelos ministrantes.

Investimento:R$525,00

Forma de Pagamento: A vista com 10% de desconto ou em 3 parcelas de R$ 175,00 (cheques)
Neste valor estão incluídos transporte de ida e volta ao parque e alimentação.

Carga horária: 25 horas

Vagas: 20

Será fornecido certificado de Participação

CONTATOS 
 
 Zé Paiva
http://zepaiva.com
http://www.vistaimagens.com.br
http://www.flickr.com/photos/zepaiva
 
Eliane Heuser
http://eliane.heuser.pro.br/
http://www.flickr.com/photos/elianeheuser/
 
Vitor Hugo Travi
www.ecoparquesperry.com.br
http://www.wikiaves.com.br/perfil_vitorhtravi
http://cliqueambiental.blogspot.com/

Viver natureza

Na manhã do dia 19 de agosto de 1839 o pintor, cenógrafo e inventor francês Louis-Jacques-Mandé Daguerre apresentou a Academia Francesa de Artes e Ciências sua invenção: o daguerreótipo. Oficialmente isso marcou a descoberta da fotografia, mas há polêmicas, pois vários inventores já haviam tido resultados antes disso, inclusive no interior do Brasil, mas essa já é outra história. Graças à este fato o dia 19 de agosto ficou instituído como o dia mundial da fotografia.

Em outro dia 19 de agosto, há exatos dois anos, era fundada a Associação dos Fotógrafos de Natureza – AFNatura – uma entidade que reúne pessoas que acreditam na fotografia como uma forma de expressão artística capaz de valorizar o ambiente natural e promover a sua conservação. A AFNatura está comemorando duplamente este ano:  em Brasília com uma exposição coletiva intitulada “Antes que a natureza acabe” durante o Mês da Fotografia realizado pelo SESC (Serviço Social do Comércio), e domingo, dia 21 de agosto, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com um evento que reunirá diversos palestrantes sobre o tema: “A fotografia de natureza e a economia criativa”. Além das palestras haverá a projeção “Viver natureza”, com curadoria do fotógrafo e associado Ricardo Siqueira, e a entrega de título de associado benemérito da AFNATURA ao fotógrafo Sebastião Salgado, entre outras atrações.

Abaixo algumas fotos que estão na exposição de Brasília e estarão na projeção do Rio. Quem estiver numa destas cidades aproveite e confira.

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Créditos:

Perereca – Foto de Fábio Colombini

Arara – Foto de Jair Cehs

Serpente – Foto de Luciano Candisani

Jacaré – Foto de Marcelo Krause

Samambaia – Foto de Maurício Simonetti

Ipês – Foto de Ney Oliveira

Dunas – Foto de Palê Zuppani

Onda – Foto de Príamo Melo

Ariranha – Foto de Virgínio Sanches

Cerrado – Foto de Zé Paiva

Dul-tson-kyil-khor, a mandala de pó colorido

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Durante oito dias o monge Tenzin Thutop, do Mosteiro Namgyal de Ithaca NY, trabalhou construindo uma mandala de areia, uma antiga prática do budismo tibetano. No oitavo dia, para surpresa e admiração dos nossos olhos ocidentais, ele tranquilamente desmanchou a mandala, depois de algumas preces, distribuiu alguns punhados de areia para o público e jogou o resto num pequeno lago, numa cerimônia que durou alguns minutos.

Esta mandala de areia foi parte da programação da II Semana de cultura Tibetana,  que aconteceu de 27 de maio a 4 de junho de 2011 na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, e foi promovida pelo Centro de Cultura Tibetana, com apoio do escritório do Tibete em Nova Iorque. Acompanhando a mandala de areia estava a exposição coletiva “The Missing Peace” e fotos históricas da fuga e exílio do Dalai Lama, além de thangkas tibetanas (pinturas em tecido com motivos budistas). O evento teve palestrantes ilustres como Robert Barnett, da Columbia University, os jornalistas Haroldo Castro e Luis Pelegrini, além do representante de S.S Dalai Lama para a América Latina, Tsewang Phuntso, entre outros. Além disso houve um jantar tibetano com um chef que além de cozinhar, canta e pinta, Ogyen Shak.

Mandala significa casa ou palácio. No caso da mandala budista, o significado seria o  palácio da mente do Buda, onde o azul da mesa simboliza o céu, ou espaço vital. A mandala é feita com milhões de grãos de areia colorida, ou melhor, pó de mármore. Os próprios monges quebram as pedras com marreta, trituram e peneiram o mármore até ele ficar finíssimo. Depois disso tingem várias vezes em mais de vinte tons distintos. Esta prática antigamente era feita somente nos mosteiros nas luas cheia de alguns meses específicos. Hoje em dia é também feita em eventos como este para difundir a arte e a filosofia tibetana. Ela representa a impermanência de tudo na vida e o desapego, principalmente do monge que a realizou.

Semana Tibetana em Florianópolis

Caros amigos

Dia 27 de maio começa a II Semana de Cultura Tibetana em Florianópolis, que acontecerá na Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina UFSC. Durante 9 dias teremos palestras, filmes, exposições de arte, mandala de areia e workshops. Entre os palestrantes estão: Lia Diskin – fundadora da Palas Athena, Tsewang Phuntso – representante de SS Dalai Lama na América, Robbie Barnett – professor da Columbia University e o Lama Padma Samten – presidente do Centro de Estudos Budistas Bodisatva. Haverá também uma mesa redonda com os jornalistas Arthur Veríssimo (Trip), Haroldo Castro, Luis Pelegrini (Planeta) , entre outros. A artista Tiffany Gyatso ministrará um workshop de pintura tibetana. Poderemos conhecer a culinária tibetana em um jantar preparado por um chef tibetano, com direito a música típica interpretada pelo próprio chef.

Eu sou o curador das exposições e responsável pela mandala de areia.

A exposição “The Missing Peace” – artistas consideram o Dalai Lama – é uma exposição coletiva que foi criada pela Fundação Dalai Lama e pelo comitê 100 pelo Tibete, onde os artistas mostram a sua visão pessoal sobre o Dalai Lama. São 88 artistas de 30 países (incluindo os brasileiros Sebastião Salgado e Adriana Varejão).

Tendo a vida do Dalai Lama como inspiração o projeto tem como objetivo chamar a atenção do mundo para a busca da paz. Segundo o Dalai Lama, na apresentação do livro com as obras, “Estas obras de arte buscam criar zonas de paz, e tem a intenção de inspirar outros a gerar compaixão, amor e paciência, que são essenciais se o ser humano quiser atingir a felicidade.”

Entre os artistas do projeto estão famosos como Laurie Anderson, Richard Avedon e o ator Richard Gere mostrando suas habilidades como fotógrafo. Aqui em Florianópolis teremos 14 obras desse projeto em excelentes reproduções que compõem o “The Missing Peace in a box”.

Haverá também uma exposição de Thangkas tibetanas (uma pintura em tecido com motivos budistas,espécie de altar móvel) vindas do Mosteiro Namgyal, trazidas pelos monges que irão fazer durante nove dias uma mandala com milhares de grãos de areia. No último dia a mandala será desmontada num ritual que celebrará a impermanência. Além disso tudo ainda teremos fotos históricas da fuga de SS Dalai Lama do Tibete e dos tibetanos em exílio na Índia.

Confiram a programação completa no link e façam sua inscrição logo pois as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas no próprio site.

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